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Oncologia

Dieta com fibras e peixes pode reduzir risco de morte por câncer

Oncologista Fabiano Souza explica detalhes sobre os alimentos que previnem a doença
09/05/2018 10:54 09/05/2018 10:56

Valeria Aksakova/Freepik
Peixe
Que a saúde começa pela alimentação e pelos cuidados com o corpo todo mundo já sabe, certo? Porém, um estudo realizado na Suíça com cerca de 16 mil pessoas reforçou, mais uma vez, que uma boa dieta, rica em fibras e à base de peixe, reduz a mortalidade por câncer e por problemas cardiovasculares, duas das principais causas de morte no mundo.

A redução no risco de morte provocada por doenças do coração pode chegar a 27%. Já as dietas tradicionais e a alimentação à base de alimentos ricos em fibras foram relacionadas a menor mortalidade por câncer numa redução entre 15% e 18% nos óbitos.

Acervo pessoal/Acervo pessoal
oncologista e coordenador do Centro de Prevenção e Detecção Precoce do Hospital do Câncer Mãe de Deus, Fabiano Souza
Segundo o oncologista e coordenador do Centro de Prevenção e Detecção Precoce do Hospital do Câncer Mãe de Deus, Fabiano Souza, uma média pode ser feita. “Para
as fibras, a recomendação é de cerca de 25 gramas ou mais por dia. Por exemplo, se comermos uma banana (2,5g), uma maçã (3,5g) e uma laranja (2,5g) com duas colheres de farelo de aveia (4g) em um dia, ingerimos 50% do recomendado. Outros alimentos podem complementar a quantidade diária de fibras”, cita.

Já para os peixes não há uma quantidade ideal de consumo. “Vale o bom senso, o peixe faz parte das fontes saudáveis de proteína. Um cardápio balanceado deveria incluir peixes de duas a três vezes por semana. Deve-se, porém, evitar peixes fritos - ricos em gorduras saturadas e não saudáveis”, recomenda. Outras fontes proteicas saudáveis são as carnes vermelhas magras, feijão, lentilha, grão-de-bico, produtos derivados da soja, nozes e amendoim, de preferência sem sal.

Sistema digestivo

Estes alimentos agem na prevenção de doenças. “Uma das teorias mais recentes para prevenção seria que as fibras poderiam interagir na microbiota do intestino reduzindo bactérias intestinais associadas ao câncer de intestino como a Fusobacterium nucleatum. Os estudos que mostram o benefício da ingestão de peixe, em geral relatam uma redução do risco de câncer (não especificando o tipo). Alguns estudos definem benefícios em tipos específicos de câncer como o de mama, principalmente na pós-menopausa, e de intestino grosso”, explica.

Ômega-3 em discussão

E quando os benefícios obtidos no peixe vêm em forma de cápsulas? “Em relação a suplementação de Ômega-3 e o risco de câncer, os estudos são controversos. Algumas publicações sugerem benefício, enquanto que outras sugerem o oposto – aumento de risco de câncer. Um grande estudo publicado há alguns anos em uma importante revista científica mostrou que não houve associação entre Ômega-3 e risco de 11 tipos de câncer. Então, o que sabemos hoje é que não há boas evidências científicas de que a suplementação de Ômega-3 proteja contra o risco de câncer”, explica.


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