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Ivar A. Hartmann

Sou testemunha

"Sob a presidência de Ivonir de Mello Cardoso, uma gestão revolucionária do Consepro beneficiou a cidade"
17/06/2018 07:00

Ivar A. Hartmann é professor da FGV
ivar.hartmann@fgv.br

Como atual morador do Rio de Janeiro, acompanho a intervenção federal e o trabalho dos militares na segurança pública. Mas também acompanhei outra iniciativa em prol da segurança pública, essa em Novo Hamburgo.

A intervenção é apenas a resposta da vez aqui no Rio. A melhor solução de todos os tempos da última semana. Uma medida pontual e temporária que foi decidida, é paga e está sendo executada por pessoas de fora da cidade. O famoso tampão pré-urnas. É o governo Temer querendo vender uma imagem de efetividade. Essa é a opinião majoritária das pessoas que moram no Rio de Janeiro. Outro problema: a intervenção militar pressupõe que estamos em guerra e precisamos neutralizar o inimigo. É a lógica do uso da violência letal para procurar inimigos dentro da própria sociedade.

Tive a felicidade de conhecer um esforço totalmente diferente de melhoria das condições de segurança pública. Organizado pela própria comunidade, orientado pela sustentabilidade de longo prazo e, acima de tudo, focado em responder o problema com investimento estratégico em vez de mais tiros. Em sua melhor versão, na década de 90, o Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública de Novo Hamburgo foi um exemplo de iniciativa da sociedade civil.

Sob a presidência de Ivonir de Mello Cardoso, uma gestão revolucionária do Consepro beneficiou a cidade com eficiência na geração e uso de recursos para o investimento em segurança. Atraiu o trabalho voluntário de moradores da cidade. O espírito não era matar o inimigo, mas ajudar o próximo. Para quem observava de fora, parecia mágica: o órgão conseguia fazer surgir o dinheiro para viaturas policiais de que nem o governo estadual dispunha. Após a saída de Ivonir, infelizmente predominaram no Consepro as preocupações político-partidárias e o órgão acabou se tornando uma sombra do que já foi. Por sinal, ele não foi líder de sucesso apenas em iniciativas comunitárias. A maioria das pessoas acaba escolhendo entre dedicar seu tempo a uma causa de interesse público ou à iniciativa privada e, por isso, obtém destaque apenas em uma das duas. Mas não Ivonir: ele era também um empresário de enorme talento e sucesso, cujas empresas alcançaram presença internacional. A semana que passou foi muito triste, pois ele lamentavelmente nos deixou. Perdemos um grande gestor, líder exemplar, um amigo querido, marido e pai. Tornou melhor a vida de milhares de pessoas com seu trabalho, criatividade e perseverança. Sou testemunha.


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