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R$ 25 milhões

Jardim suspenso, 3 andares de lojas e investimento privado: conheça a nova Rodoviária

Projeto apresentado pela Prefeitura prevê investimento privado de até R$ 25 milhões
12/06/2018 20:45 12/06/2018 20:56

Projeto foi apresentado ontem pela PrefeituraCartão postal por onde circulam até cinco mil pessoas e 595 ônibus diariamente, a Rodoviária de São Leopoldo será remodelada. O projeto anunciado ontem pela Prefeitura tem o objetivo de valorizar o patrimônio histórico no Centro da cidade, aumentar a segurança do local e criar áreas de convivência, separando o trânsito de veículos do espaço destinado às pessoas. De acordo com o documento assinado pela Diretoria de Estudos e Projetos, uma parte da rodoviária atual será demolida, outra será reformada e outra construída. No total, o projeto prevê três andares de construção, com aumento de 67,6% na área de lojas e 120,9% na área de lancherias e restaurantes. Também está previsto um parque elevado, com jardim suspenso no terceiro andar, e passarelas sobre a Avenida Dom João Becker.

AUTO-ESTIMA

De acordo com o prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, a Prefeitura não vai investir recursos públicos na execução da obra, que pode custar até R$ 25 milhões, segundo o projeto apresentado pela administração municipal. O modelo escolhido é o de concessão à iniciativa privada por um período de 20 a 25 anos. Assim, a empresa vencedora do processo de licitação, que deve ser lançado até o final do ano, deverá fazer a construção com recursos próprios ou financiamento. Em troca, ganhará o direito de explorar comercialmente o espaço.

Para Vanazzi, a renovação da rodoviária está ligada à auto-estima dos leopoldenses. “A nossa ideia é que essa obra crie uma disposição da cidade para retomar investimentos e resgate a auto-estima da cidade, com geração de emprego, como aconteceu quando construímos a Avenida João Corrêa. A cidade não está parada”.

Segurança terá espaço para integrar ações

Lembrando que o principal objetivo da remodelação é diminuir o tráfego de veículos na região, privilegiando o fluxo de pedestres, o secretário-geral de Governo, Marcel Frison, afirma que a região passará a ter um “nível de segurança altíssimo” com a construção de um prédio para abrigar a Secretaria de Segurança Pública, no local que hoje é destinado ao estacionamento dos ônibus. “Vamos ter naquele prédio a Guarda Civil Municipal, o centro de monitoramento e o Gabinete de Gestão Integrada (GGI). Estamos aproveitando a oportunidade de que a concessão venceu para agregar valor. Vai ser um bom negócio para a cidade e para o empreendedor. O projeto é viável economicamente”, garante.

A previsão da Prefeitura é encaminhar o edital com o projeto finalizado para concessão no segundo semestre.

“Temos um potencial que não é explorado”

Desde 1994 administrando as passagens da Rodoviária de São Leopoldo, o gerente da rodoviária, Júlio Lara, afirma que é solidário à iniciativa de remodelação, mas não foi consultado a respeito do projeto e ainda não teve acesso aos estudos. “Hoje, nosso terminal está degradado em termos de estrutura. Sanitários, lojas, tudo deveria ser renovado. Temos aqui um potencial que não é explorado, com embarque e desembarque de até cinco mil pessoas por dia”, salienta.

Na avaliação do diretor, a degradação do espaço e a insegurança motivam usuários a embarcarem em Porto Alegre ou optarem por outras formas de transporte. Com a renovação do espaço, ele espera que a lógica seja invertida. “Vai acabar concentrando ainda mais usuários do que a rodoviária já tem”, projeta.

Patrimônio mantido

Projetado em homenagem à chegada dos primeiros imigrantes alemães à cidade, em 25 de julho de 1824, o vitral que caracteriza a Rodoviária será mantido. Vanazzi salienta que, naquele espaço, a previsão é de que sejam reunidas iniciativas como a agricultura familiar e a economia solidária. “Nossa ideia é fazer um mercado público no estilo de Porto Alegre, esse era o objetivo inicial”, diz. O prefeito lembra, ainda, que a remodelação vai permitir uma valorização do centro histórico da cidade, formado pelo Centro Administrativo da Prefeitura, pelo prédio da antiga sede da Unisinos, pela Ponte 25 de Julho, pela Praça do Imigrante e pela Câmara de Vereadores, além da Rua da Praia e da margem do Rio dos Sinos.

Pedintes expõem expõem problema social

“Os passageiros que desembarcam uma ou duas vezes por ano aqui se assustam quando pisam na rodoviária”, observa o comerciante Leomar Miguel da Fonseca, 44 anos, que trabalha há 21 anos em uma lancheria em frente à plataforma de embarque e desembarque. De trás do balcão, Fonseca percebe o aumento gradativo dos pedintes na rodoviária. “Quando tinha o posto da Brigada Militar aqui era diferente, essa situação dos pedintes era mais controlada, hoje a presença deles e a insistência por um trocado tem assustado muita gente”, relata. Para o comerciante, os problemas de segurança também têm um fator social envolvido. “Nem a Brigada, nem a Guarda Municipal conseguem resolver essa questão dos pedintes. O que vão fazer com eles, se não têm para onde ir?”, questiona. Fonseca defende a ideia de que, além da polícia, há a necessidade da Assistência Social na rodoviária. “Porque os mesmos que estão hoje pedindo um trocado, depois podem estar assaltando. É um problema que só se agrava.”

Para o taxista Dartagnan Lemos, 54 anos, a falta de policiamento 24 horas na rodoviária contribui para piorar a segurança. “Não é a mesma coisa com a Guarda, que só permanece 12 horas. O problema com os pedintes se estende até a madrugada. Sem lugar para dormir, eles ficam aqui a noite toda e já começa mendigar às 4 da manhã quando chegam os primeiros ônibus”, comenta. Há 15 anos no ponto da rodoviária, Lemos diz que desde o fechamento do posto da Brigada Militar a segurança no local ficou fragilizada. “A Brigada aqui impunha mais respeito”, considera. Apesar de reconhecer que a presença da polícia trazia maior sensação de segurança, o taxista avalia que não só a Brigada deveria ter um posto permanente na rodoviária, mas a Assistência Social também. “Essas pessoas de rua vêm de todo lugar, e aqui é a porta de entrada para a cidade, é aqui que eles ficam, portanto a Assistência Social deveria estar aqui também para ver de perto essa situação e poder encontrar uma solução”, analisa.

Acist vai formalizar dúvidas

Primeiros a conhecer o projeto da nova rodoviária, em apresentação da Prefeitura na tarde de segunda-feira, 11, os associados da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Tecnologia (Acist-SL) irão formalizar dúvidas e sugestões para que a Prefeitura faça adaptações ao projeto. De acordo com o presidente da Acist-SL, Oldemar Brahm, o objetivo é viabilizar a execução da obra. “Agradecemos o fato de sermos os primeiros a conhecer estas ações, que serão devidamente analisadas”, disse.

Rua 24 Horas também passará por remodelação

A Rua 24 Horas, espaço que compreende a área entre a esquina da Rua Saldanha da Gama e da Rua Lindolfo Collor, local popularmente conhecido por “Triângulo”, também passará por remodelação. Conforme o projeto da Prefeitura, haverá circulação mais ampla no local, com maior visibilidade e uma configuração de ambiente aberto em praça, com bancos de descanso, vegetação, iluminação e novo piso.

O investimento previsto é de R$ 970 mil, baseado em tomada pública. “Se as compras forem feitas pela iniciativa privada, com certeza o preço será muito menor”, destaca Frison. Ele prevê que a empresa que fará o investimento terá o retorno em aproximadamente dois anos. O modelo de concessão está sendo elaborado entre a Procuradoria e Secretarias do Desenvolvimento e de Compras para posterior publicação. Será possível conceder a exploração comercial de três espaços.



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