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São Leopoldo

Projeto de lei prevê multa para quem passa trote a números de emergência

Segunda votação do projeto de autoria do vereador Júlio Galperim será amanhã (14)
13/06/2018 08:11 13/06/2018 08:12

Jonas Spindler/Divulgação/BM
BM, no 190, recebe, em média, de 60 a 80 trotes diários no Município
Em todo o ano de 2017 um único número de telefone de São Leopoldo foi registrado 2,5 mil vezes na central do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Do outro lado da linha alguém tentava passar trotes em socorristas que trabalham o dia todo correndo contra o tempo para salvar vidas. Assim como o Samu, também outros órgãos como Corpo de Bombeiros, Brigada Militar e Polícia Civil são alvos diários da ação de crianças que fazem mau uso do telefone ou até mesmo de adultos mal intencionados. Segundo dados das corporações, a BM, no 190, recebe, em média, de 60 a 80 trotes diários no Município. Já o Corpo de Bombeiros, através do 193, registra 90% de trotes nas ligações recebidas.

Para minimizar estes índices alarmantes o vereador Júlio Galperim (PSD) apresentou um projeto de lei para multar os autores destas ligações. Conforme ele, a multa aplicada será de 25 Unidades Padrão Monetária (UPMs) o equivalente a R$ 85,50 por trote realizado. O projeto prevê duplicação da multa em caso de reincidência. “Toda chamada é identificada e gravada. No caso de trotes, as operadoras de telefonia repassarão o nome e endereço do proprietário da linha, que será identificado e notificado”, explica o vereador.

Ainda de acordo com o projeto, a multa poderá ser transformada em atividades pedagógicas através da participação em programas de educação desenvolvidos pelos órgãos vítimas dos trotes. O projeto foi aprovado por unanimidade pelos vereadores leopoldense em primeira votação. A segunda votação será na sessão de amanhã (14).


“Punir pode diminuir casos, mas não educa”

Capitã do 25o Batalhão de Polícia Militar (25o BPM), Bibiana Beck Menezes, diz que a iniciativa do vereador é válida. No entanto, ela acredita que ações educativas devam ser realizadas de forma conjunta para que se tenha o resultado esperado. “Falta educação nas pessoas. Puni-las até pode diminuir os casos, mas não educa. É necessário que se faça algo paralelo. Um exemplo disso é a multa para quem bebe e dirige. Ela é alta, mas se não houvessem trabalhos de conscientização não teria diminuição nessas ocorrências”, comenta.

Coordenador Samu de São Leopoldo, Roberto Tyska Bueno, também avalia de forma positiva o projeto. “Só falar não resolve, apenas quando há multa. Queria que isso não fosse necessário. As pessoas quando não conseguem pelo exemplo têm que fazer pela cobrança e a gente lamenta isso”, diz. Conforme ele, a triagem que é feita pela Central de Regulação em cada atendimento diário, ajuda com que os casos de trotes em que há deslocamento dos socorristas para o local da falsa ocorrência não cheguem a 4%.

“De modo geral os trotes ultrapassam metade das ligações recebidas, mas a expertise dos atendentes e o filtro que é feito com as peguntas necessárias para o despacho da ambulância auxilia na identificação destes trotes antes da saída dos socorristas”, afirma.


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