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Entrevista com endocrino

Mudanças repentinas no organismo podem indicar problema na tireoide

Glândula é responsável pelo controle do processo metabólico
02/06/2018 14:39 02/06/2018 14:42

Divulgação/Divulgação
Rosa Paula Mello Biscolla, endocrinologista
Mudanças repentinas no organismo podem ter um motivo: alteração na produção de hormônios pela tireoide, glândula responsável pelo controle do processo metabólico.

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, cerca de 10% das mulheres acima de 40 anos manifestam complicação na tireoide. Nos homens, é mais comum desenvolver hipotireoidismo a partir dos 65 anos. A endocrinologista do Fleury Medicina e Saúde, Rosa Paula Mello Biscolla, traz mais detalhes sobre a tireoide.

Que sintomas sinalizam que é preciso maior atenção com a tireoide?
O hipotireoidismo, tipo de disfunção mais comum na tireoide, tem sintomas que podem aparecer em muitas outras doenças, como sonolência excessiva, cansaço, falta de disposição, lentidão e dificuldade para exercer as tarefas habituais, esquecimento fácil, tristeza, intestino preso, ressecamento da pele e cabelos, unhas fracas e ganho de peso inexplicável, por isso é muito importante o acompanhamento clínico para fazer o diagnóstico.

Já o hipertireoidismo é caracterizado pelo funcionamento exagerado da tireoide. Em uma fase leve, a condição pode passar despercebida, mas entre os sintomas com a sua progressão estão fraqueza muscular, arritmia, tremores nas mãos, perda de peso repentina, fome excessiva, irritabilidade e agitação, ansiedade, sudorese excessiva, irregularidade menstrual e diarreia. Outra doença é o bócio (aumento da tireoide), que pode ser em toda a glândula ou concentrado, caracterizando os nódulos. Ambos são percebidos na palpação pelo médico ou no autoexame. Quando há suspeita, é solicitado um ultrassom. Vale lembrar que apenas 5% a 10% dos nódulos representam um câncer na glândula, requerendo cirurgia.

Disfunções na tireoide atingem mais mulheres que homens? Há uma faixa etária de maior risco?
Sim, qualquer tipo de disfunção na tireoide atinge mais as mulheres do que os homens. O hipertireoidismo é mais comum em mulheres de 20 a 40 anos e hipotireoidismo atinge mais as pessoas acima de 40 anos.

Que tipo de alterações orgânicas ocorrem em pessoas com hipotireoidismo? E com hiper?
A tireoide é responsável pela produção de dois hormônios a tri-iodotironina (T3) e tiroxina (T4), que têm funções importantes em todas as fases da vida, da formação dos órgãos fetais até a fertilidade. Estes hormônios têm atuação ainda na regulação da temperatura do corpo, funcionamento intestinal e do metabolismo, nos batimentos cardíacos, na memória, raciocínio e sono. Portanto, tanto no hipotireoidismo quanto no hiper, pode haver alterações nestas áreas.

Como é o tratamento para alterações na tireoide? Os hormônios usados engordam?
No hipotireoidismo, é feito de forma contínua com a reposição oral da tiroxina (T4), já que a maior parte da tri-iodotironina (T3) que o organismo utiliza é fruto da transformação, nas células, de T4 em T3. Além disso, o portador da disfunção precisa consultar-se
com médico periodicamente para avaliar a eficácia do tratamento. O uso da tiroxina não leva ao aumento de peso. No caso do hipertireoidismo, varia conforme a gravidade e causa. No início, são usados medicamentos para bloquear a produção de hormônios pela tireoide e para controlar os sintomas. Às vezes, esse tratamento já é suficiente para controlar o funcionamento da glândula e evitar a recorrência da doença. Em alguns casos, o indivíduo precisa ser encaminhado para uma das duas formas de tratamento definitivo: o uso de iodo radioativo ou a cirurgia para a retirada parcial ou total da tireoide.

O frio traz alguma influência no funcionamento da tireoide ou é mito?
Uma das manifestações clínicas do hipotireoidismo é a intolerância ao frio, porém o frio não influencia no funcionamento da tireoide.


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