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Alerta

Pacientes demoram até dois anos para tratar doenças inflamatórias intestinais

Conheça os tratamentos para a a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa
22/06/2018 10:58 22/06/2018 11:05

Divulgação
César Al Alam Elias, gastroenterologista
Atenção para os sinais que o seu corpo tem recebido do sistema digestivo. Sintomas constantes como dor abdominal, diarreia, sangue ou pus nas fezes podem resultar em um diagnóstico um pouco mais complexo do que um mal-estar causado por um alimento que não caiu bem ou a alergia a algo ingerido. O gastroenterologista do Hospital Divina Providência, César Al Alam Elias, explica que estes sintomas alertam para a existência de alguma doença inflamatória intestinal, que em alguns casos necessita de cirurgia.

“Há uma inflamação crônica na mucosa do intestino, que se perpetua, ocasionando sintomas de dores abdominais e diarreia e que, infelizmente, não tem cura. Na maioria, acomete pessoas jovens, na faixa etária dos 20 aos 40 anos”, ressalta.

Nesta área médica, o mês passado foi lembrado como Maio Roxo, com eventos para chamar a atenção da comunidade pela busca do diagnóstico preciso para a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. O alerta, porém, vale para o ano inteiro, afinal, alguns pacientes com estas doenças levam de um a dois anos para obter o diagnóstico preciso e sofrem com cinco a dez episódios de diarreia por dia. Há crises que duram 30 dias ou mais, impedindo a vida social dos pacientes. Há relatos de pessoas que tiveram de abandonar os estudos, o trabalho.

“O tempo de duração deve ser observado. Normalmente, a diarreia ligada a uma virose chega a até uma semana, dez dias. Então, sintomas como a diarreia durando um mês ou presença de sangue nas fezes chama a atenção, são sinais de alarme e a pessoa precisa procurar o atendimento médico. E não há um exame único, o diagnóstico é uma somatória de fatores que vão dos sintomas a exames de sangue, colonoscopia e tomografia, eventualmente. Muitas vezes as pessoas tratam como uma parasitose, usam uma medida caseira, perguntam para o vizinho. Mas é necessário um atendimento médico especializado”.

Causa incerta

O médico destaca que ainda não há uma causa definida para estas doenças. “Sabe-se que há um componente genético associado à exposição ambiental. A gente vê um aumento progressivo destas doenças inflamatórias no Brasil e uma das explicações é pelo país estar em desenvolvimento, então a ocidentalização tem alguma influência, mas ainda não se sabe ao certo que tipo de alimento consumido, se são conservantes, se é a exposição à poluição, mas sabe-se que uma rotina com características mais ocidentais de hábitos de vida tem influência no desenvolvimento da doença”, ressalta.

Atenção para os sintomas mais comuns

Doença de Crohn

A doença de Crohn manifesta-se por inflamações em qualquer parte do tubo digestivo (da boca ao ânus), sendo mais comum no final do intestino delgado e do grosso. Entre os sintomas principais estão diarreia, sangue nas fezes, anemia, dor no abdome, perda de peso e febre. Mais raramente há estomatites (inflamações na boca). Também pode atingir pele, articulações, olhos, fígado e vasos. A doença mescla crises agudas recorrentes, leves a graves, e períodos de ausência de sintomas.

Retocolite ulcerativa

A retocolite ulcerativa inespecífica caracteriza-se por inflamação da mucosa do intestino grosso, apresentando diarreia crônica com sangue e anemia. O reto quase sempre está afetado, sendo às vezes o único segmento. Não há lesões no intestino delgado, o que constitui característica da doença, muitas vezes sendo o fator primordial para diferenciá-la da doença de Crohn. A inflamação pode vir a se tornar muito grave, com hemorragias maciças e perfuração intestinal, necessitando de cirurgias de urgência.

Todo caso precisa de cirurgia?

Quando a medicação não funciona, a solução é a cirurgia. Em alguns casos, a melhor solução para o paciente é a retirada de parte do intestino. Durante o procedimento, o médico remove a parte afetada do intestino e une duas partes saudáveis restantes (anastomose intestinal). Este procedimento é chamado ressecção.

Em outros, intervenções são necessárias para a retirada de partes doentes, remoção de um bloqueio ou obstrução no intestino, o que pode ser causado por uma inflamação grave. As ulcerações também podem causar sangramento e, quando não pode ser contido, a cirurgia é necessária para remover a parte afetada do intestino.

Tratamentos

Por serem doenças crônicas, o tratamento é feito com medicação de uso contínuo. O tipo de medicação vai depender da gravidade da doença, da parte do intestino afetada ou se há alguma complicação. Em geral, o objetivo é controlar a inflamação. “Há como ter uma vida normal, apesar de ser muito debilitante na fase de crise, o que requer acompanhamento especializado e por vezes medicações injetáveis para reduzir a imunidade e combater a doença”, lembra.


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