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Sintomas de insuficiência renal aparecem quando órgão já perdeu 30% da capacidade

Veja entrevista com a nefrologista Miriam Gressler
27/06/2018 10:10 27/06/2018 10:19

Divulgação
Miriam Gressler, nefrologista
O Brasil é o segundo país em número de transplantes de rim: em 2017, tivemos 6 mil transplantes renais no País, sendo 600 deles no Rio Grande do Sul, como cita a nefrologista da Unimed Encosta da Serra, especialista pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e Presidente da Sociedade Gaúcha de Nefrologia, Miriam Gressler Gomes. O transplante, no entanto, não é o único caminho existente para quem tem perda significativa da função renal. Sobre este assunto, Miriam traz mais detalhes.

Quais as causas mais frequentes para a perda da função renal?
Diabete e hipertensão arterial. Estas duas doenças têm fatores genéticos, mas também fatores de estilo de vida. Portanto, podemos prevenir seu surgimento evitando a obesidade e a ingestão excessiva de sal e açúcar. Se, contudo, as doenças já ocorreram, devemos dosar o exame chamado creatinina, que é um marcador de insuficiência renal. Se este exame estiver alterado, o nefrologista fará uma avaliação mais detalhada e o planejamento do tratamento.

Como são os primeiros sintomas de que o rim está perdendo sua função?
Os sintomas de insuficiência renal ocorrem em fases já tardias, quando a filtração renal fica abaixo de 30% do normal. Daí a importância da detecção precoce através do exame da creatinina para todas as pessoas com fator de risco para insuficiência renal. As manifestações mais comuns são anemia, elevação da pressão arterial, edema e falta de apetite. Em fase mais avançada, vômitos, falta de ar, redução do volume urinário e dor óssea.

Quais são os tratamentos disponíveis para quem não tem os rins funcionando?
Existem três tratamentos: hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante renal.

Quais são os critérios para transplante entre vivos?
A legislação brasileira permite a doação entre vivos de parentes de primeiro grau como pai, mãe e filhos; de segundo grau como irmãos e avós; de terceiro grau como tios e sobrinhos; e de quarto grau, como primos. Permite também a doação de cônjuges. Não há permissão legal para outros, como amigos.

A pessoa viva que doa um rim para outra tem mais risco de, no futuro, ter problemas renais?
O risco é baixo, mas não se pode negar que exista. Por este motivo, o candidato a doador é muito bem avaliado, e estes riscos são discutidos entre os médicos e esta pessoa. Este risco potencial é um dos motivos que levam à tendência de aumentar o número de transplantes com doador falecido.

Sobre transplante com doador falecido: como é o sistema que institui a ordem de quem receberá o órgão?
O receptor é inscrito pelo Centro de Transplante, após avaliação médica, numa lista única estadual. A seleção dos receptores é feita mediante compatibilidade do sistema sanguíneo ABO e exame genético HLA. Estas compatibilidades pontuam de 0 a 10 pontos. Há critérios específicos em caso de empate.

Hemodiálise

É a substituição da função renal através da filtração do sangue para eliminação das toxinas e dos líquidos em excesso
Na média, são realizadas três sessões por semana de quatro horas de duração
Exige ter um acesso vascular para a circulação do sangue, geralmente por uma fístula no braço ou um cateter especial
As máquinas necessitam de vários dispositivos de segurança para minimizar eventos adversos e a água empregada precisa ter alto grau de pureza

Diálise peritoneal

É o método alternativo à hemodiálise
Realiza-se na própria casa do paciente, por ele mesmo ou um familiar
Através de um cateter flexível e indolor colocado no abdômen, infunde-se um soro especial que será posteriormente retirado, removendo as impurezas
Não há contato com sangue
Pode ser feita manualmente ou automatizada com auxílio de uma pequena máquina durante o sono


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