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Risco à saúde

Apenas 20 cidades da região atingiram a meta de vacinação contra polio

Vacinação é a única forma de prevenção da paralisia infantil, doença que foi erradicada do Brasil em 1990
05/07/2018 07:40 05/07/2018 07:41

José Cruz/Agência Brasil
Vacina é a única forma de prevenção contra a paralisia infantil
Depois de constatar que 312 municípios do País estão com cobertura vacinal abaixo de 50% para a poliomielite o Ministério da Saúde (MS) ligou o sinal de alerta. A vacinação é a única forma de prevenção da paralisia infantil, doença que foi erradicada do Brasil em 1990. Conforme a lista divulgada, no Rio Grande do Sul há 16 cidades em que a imunização não alcançou a metade da meta estipulada. O caso mais grave é de Herval, no Sul do Estado, com apenas 7,04% de crianças vacinadas. No entanto, a redução dos índices de cobertura é um problema que vem sendo observado pelas autoridades de saúde ano após ano em todo o Brasil. Para se ter uma ideia, nas 44 cidades de cobertura do Jornal NH, em 2017 apenas 20 delas alcançaram a meta estipulada que é de 95%. Nos outros 24 municípios o índice de cobertura de vacinação de poliomielite em crianças menores de um ano variou entre 37,94%, em Osório, e 93,12%, em Rolante.

Para o virologista Fernando Spilki, que coordena o Mestrado de Virologia da Universidade Feevale, e é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, a população está em risco. “Se antes a gente dizia que a poliomielite estava erradicada, hoje a gente pode dizer que é provável o retorno da doença”, alerta. De acordo com o especialista, as vacinas foram um dos maiores avanços da medicina até hoje e, não querer que os filhos sejam imunizados, é um retrocesso. “A paralisia traz danos ao sistema nervoso e muscular, que pode gerar sequelas para a vida toda”, adverte.

O Ministério da Saúde ressalta que todos pais e responsáveis têm a obrigação de atualizar as cadernetas de seus filhos, em especial das crianças menores de 5 anos que devem ser imunizadas, conforme esquema de vacinas.

Quem não vacina não tem ideia do perigo

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2016, seis vacinas do calendário infantil ficaram abaixo da meta. Já em 2017, a meta de 95% não foi alcançada em nenhuma das vacinas. A cobertura da paralisia infantil no ano passado no Brasil ficou em 77% e no Rio Grande do Sul em 81,47%. Para o virologista Fernando Spilki, a explicação para esses resultados insatisfatórios pode ter três motivos. O primeiro deles é uma espécie de campanha promovida de grupos do chamado movimento antivacinas, que divulgam o uso de terapias como forma de prevenção a doenças. Inclusive, no ano passado foram apontados pelo menos cinco grupos secretos de rede social com a participação de 13 mil pessoas. “Quem faz isso não tem ideia do perigo e as crianças que não são vacinadas estão correndo risco”, avisa. Spilki comenta que os casos se sarampo registrados no Rio de Janeiro e do próprio Rio Grande do Sul são reflexos disso. Ele ressalta que com o tráfego aéreo, há possibilidade de importação do vírus, caracterizado como selvagem, e existente ainda em lugares do mundo.

Outra questão levantada pelo especialista é que os pais das crianças que estão em idade de serem vacinadas não presenciaram pessoas doentes por sarampo ou paralisia, por exemplo. “Essa geração não conviveu com isso, então parece não ter noção da gravidades dessas doenças”, comenta. A terceira explicação para a queda das vacinas, na avaliação dele, são as campanhas. Para Spilki, os órgãos públicos devem atuar de maneira mais efetiva com campanhas mostrando as consequências e os riscos das doenças que as vacinas previnem. “É uma vergonha esse retrocesso de 200 anos”, lamenta.

O que o Ministério da Saúde pretende fazer?

Para os Estados que estão abaixo da meta de vacinação, o Ministério da Saúde tem orientado os gestores locais que organizem suas redes, inclusive com a possibilidade de readequação de horários mais compatíveis com a rotina da população. Outra orientação é o reforço das parcerias com as creches e escolas. Uma oportunidade de atualizar a caderneta será na Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, de 6 a 31 de agosto. A Venezuela, que faz fronteira com o Brasil, voltou a registrar caso da doença, o que causou preocupação nos profissionais da área da saúde.

Em Novo Hamburgo, conforme a Prefeitura, através de sua assessoria de imprensa, todas as unidades de saúde estão com a vacina da poliomelite no estoque. Os agentes de saúde que trabalham nas Unidades de Saúde da Família estão mobilizados e, como estratégia de prevenção, orientam as famílias para manter a caderneta de vacinação atualizada. Outra ação é que a Secretaria Municipal de Educação solicita, no ato de matrícula do aluno, a caderneta de vacinação atualizada.

Taquara discorda dos dados apresentados pelo Ministério

Na região de cobertura do Jornal NH, o MS apontou Osório, com 37,94 %, e Taquara, 47,30%, com os piores índices de cobertura da vacinação da paralisia infantil. No entanto, o secretário municipal de Saúde de Taquara, Vanderlei Vili Petry, contesta os dados. De acordo com ele, a cidade do Vale do Paranhana alcançou o índice de 90% de cobertura. Conforme Petry, houve um problema no registro de dados no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI).

Já a prefeitura de Osório, por meio da sua assessoria de imprensa, diz que em 2017 foram vacinadas 1.038 crianças menores de 5 anos de idade. Em 2018 até o dia de ontem foram vacinadas 477 crianças nesta mesma faixa etária. De acordo com o município, Osório aparece entre as 312 cidades em virtude de problemas ocorridos no envio de dados para o Ministério da Saúde, situação esta que já está sendo resolvida com os níveis competentes.

O que é poliomielite?

A doença é infectocontagiosa grave e a única forma de prevenção é por meio da vacinação. Na maioria dos casos, a criança não vai a óbito quando infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia irreversível, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada pelo poliovírus e a infecção se dá, principalmente, por via oral.

Quais os tipos de vacina?

São ofertados dois tipos de vacina: a VIP (Vacina Inativada Poliomielite), utilizada no início de esquema de vacinação, e a VOP (Vacina Oral Poliomielite), utilizada como dose de reforço.

Esquema de doses

A imunização contra a poliomielite deve ser iniciada a partir dos 2 meses de vida, com mais duas doses aos 4 e 6 meses, além dos reforços entre 15 e 18 meses e até os 5 anos de idade.

Fonte: Ministério da Saúde


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