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Educação

Festival do Folclore faz alunos da Emílio Sander viajarem pela Ásia sem sair da escola

Atividade que começou na segunda-feira (9) encerrará sexta (13) com apresentações de dança
11/07/2018 11:10 11/07/2018 11:14


Priscila Carvalho/GES-Especial
Atividade que começou na segunda-feira (9) encerrará sexta (13) com apresentações de dança
“Eu não conhecia o Camboja, pude conhecer aqui”. Sem sair de dentro do colégio, o aluno do 9º ano da Escola Estadual de Ensino Médio Emílio Sander, Lucas Vieira de Oliveira, 15 anos, pode conhecer mais sobre a origem e a cultura do Camboja, país asiático que fica a mais de 17.500 quilômetros de distância do Brasil. Foi esse o local sorteado para que Lucas e os colegas de turma pesquisassem e apresentassem no Festival do Folclore da instituição do bairro Arroio da Manteiga.

Ontem (10), no segundo dia de programação, o trabalho das turmas era apresentar um cientista do país e suas contribuições para o lugar onde nasceu. “Como não encontramos pesquisas de cientistas do Camboja, falei sobre a teoria do planeta Nibiru e sobre a origem da humanidade”, ponderou Lucas, salientando que interpretou um cientista “da sua maneira”. A representação do aluno foi uma das mais aplaudidas pelos colegas de todo o turno da manhã, que lotaram o saguão da escola.

A diretora da Emílio Sander, Hilde Bühler, explica que o projeto do Festival existe no educandário há muitos anos, mas só nas últimas edições é que países foram incluídos. “Cada turma tem um país para pesquisar, escolhido por sorteio. Os professores de todas as disciplinas trabalham o país em sala com os alunos, durante as suas aulas. Então, além de eles serem avaliados no Festival, ganham avaliação em cada disciplina. Se tornou um projeto interdisciplinar”, ressalta. Todos os países estudados este ano são do continente asiático.

Culinária, desfile e dança nas apresentações

O Festival começou nesta segunda-feira (9), com um desfile de casais caracterizados e a colagem das bandeiras de cada país colocadas no grande mapa da Ásia, exposto no saguão. A coordenadora do projeto, professora Sabrina Pereira Gonçalves, conta que a cada dia da semana, as turmas apresentarão algo sobre o país, pontuando a cada tarefa realizada. Hoje (11), o tema é a culinária, quando os estudantes levarão pratos típicos para a escola. Amanhã (12), acontece um show de talentos com a representação de artistas. Sexta-feira, o encerramento terá apresentações de danças. A caracterização de estudantes e professores também contam pontos.

Todos os 1.165 alunos dos três turnos, do currículo ao Ensino Médio, inclusive da Educação de Jovens e Adultos (EJA), participam do Festival. Os trabalhos são exibidos para os colegas a cada turno e uma banca avaliadora formada por professores e ex-alunos julga os mesmos. “No sábado, vamos divulgar os resultados e fazer uma confraternização entre todos os alunos”, sublinha Sabrina.

Lendas viraram teatro

Após a apresentação dos cientistas de cada país, na manhã de ontem os alunos também apresentaram um teatro representando lendas dos locais estudados. A turma de Lucas foi a primeira a encenar e ele foi o narrador de uma história diferente: em vez de usarem as expressões da época do conto, os personagens falavam gírias dos tempos atuais. “Íamos fazer sério, mas lembramos do que fizemos no ano passado e resolvemos fazer mais engraçado”, comentou Ronaldo Luís Rodrigues, 16, que interpretou o protagonista Kambo. A encenação terminou com muitos aplausos.

Já a outra turma de 9º ano, usou a história de Ícaro para falar mais sobre o Kuwait. “Como ele foi colonizado pelos gregos, então resolvemos usar um conto grego no teatro”, disse Diogo Gabriel de Mattos, 14, que fez o protagonista.

Várias culturas em aprendizado

Hoje jurado das apresentações, o ator Alan Krug, 25 anos, ex-aluno da escola, também participou do projeto e fez uma das apresentações mais lembradas pelos professores. Na época, ele estava no 1º ano do Ensino Médio. “Estávamos estudando a Bahia e a ideia principal era fazer o olodum. Então, falei com a professora e comecei a estudar o clipe do Michael Jackson na Bahia”, recordou, destacando que colegas tocaram os “tambores” e até alunos de outras turmas participaram.

“Pelo projeto aprendi mais e aquilo ficou dentro de mim. Hoje, eu vejo que os alunos não participam só pela nota, mas por prazer. E acho muito bacana porque eles aprendem sobre cultura, e fazem estudos não só do Brasil, mas de vários países”, opina.



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