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89 imigrantes

Famílias venezuelanas são recebidas em Esteio

Novos imigrantes foram recebidos pelos que haviam chegado na semana passada
13/09/2018 19:34 13/09/2018 20:34

  • "Pollo y papas" no cardápio que os venezuelanos preparam para as famílias
    Foto: Susana Leite/GES-Especial
  • Os primeiros imigrantes que chegaram na semana passada ajudaram os conterrâneos
    Foto: Susana Leite/GES-Especial
  • Juliana del Valle Sánchez Gomes com o marido Luís Enrique Carrasco e o filho Deusmar
    Foto: Susana Leite/GES-Especial
  • As famílias foram recepcionadas no ginásio municipal de Esteio antes de irem para o alojamento
    Foto: Susana Leite/GES-Especial
  • O Exército distribuiu marmitas aos venezuelanos como almoço após a chegada em Esteio
    Foto: Susana Leite/GES-Especial
  • Os venezuelanos que chegaram na semana passada em Esteio ajudaram os recém-chegados na tarde de quinta-feira
    Foto: Susana Leite/GES-Especial
  • Depois de pousar no Aeroporto Salgado Filho, os venezuelanos chegaram de ônibus em Esteio
    Foto: Susana Leite/GES-Especial
  • Voluntários do programa Conta Comigo auxiliam os imigrantes venezuelanos
    Foto: Susana Leite/GES-Especial
  • Família venezuelana vinda de Roraima vai se instalar em Esteio
    Foto: Susana Leite/GES-Especial
  • Menino Deusmar no colo do pai, Luís Enrique Carrasco
    Foto: Susana Leite/GES-Especial

Deusmar Enrique acordou quando seus pais haviam acabado de almoçar, recém-chegados de uma viagem de mais de vinte horas que atravessou o Brasil até Esteio. Os olhos do bebê de dois meses percorreram o ginásio municipal onde os 89 venezuelanos foram recebidos, na tarde desta quinta-feira (14). Ali as famílias foram recepcionadas por outros imigrantes da Venezuela, que estão em Esteio há uma semana, receberam almoço fornecido pelo Exército e ouviram as boas-vindas do prefeito Leonardo Pascoal. Esteio e Canoas são as primeiras cidades gaúchas a receber os imigrantes do processo de interiorização dos venezuelanos que estavam vivendo em Roraima desde que deixaram o país governado por Nicolás Maduro.
Nos braços da mãe, Juliana del Valle Sánchez Gomez, 19 anos, acompanhado do pai Luís Enrique Carrasco, 23, o menino Deusmar conheceu o local que vai ser residência da família pelos próximos seis meses. A pousada próxima da BR-116, que até pouco tempo atrás servia de moradia para trabalhadores da Petrobras, agora aloja as famílias que vieram para Esteio. As famílias estão em 27 quartos, reservados ao núcleo familiar. Tem também a área comum, como a cozinha compartilhada e o espaço para alimentação. O local foi alugado pelo Acnur e a o fornecimento de alimentos é de responsabilidade do Exército.
A primeira noite foi de confraternização. Os venezuelanos que chegaram primeiro a Esteio se organizaram para ajudar os conterrâneos que desembarcaram. “Fomos até a prefeitura para saber como poderíamos ajudar, então nos colocaram no 'Conta Comigo'”, revela Jorge Millan, 23, um dos venezuelanos que atuou como voluntário ontem. Eles ajudam na distribuição das marmitas durante o desembarque no ginásio no início da tarde de ontem. Outro grupo se concentrou na cozinha do alojamento para preparar a janta para as famílias.

“Não dava para viver com fome”

Luís Enrique Carrasco, 23 anos, vive há seis meses no Brasil. Ele saiu da cidade de Barcelona, na Venezuela, para tentar uma vida melhor no Brasil. Desembarcou em Roraima. Pouco tempo depois veio a esposa dele, Juliana del Valle Sánchez Gomez, 19 anos. Ela veio grávida de Deusmar, que nasceu na maternidade de Boa Vista, no final de julho. “Não tinha mais como viver, porque mesmo trabalhando, o salário não dava para nada. Chegou a um ponto que não tínhamos mais como comprar comida. Não dava mais para viver com fome”, desabafa Luís Enrique.
Entre os 89 venezuelanos, vieram 30 crianças, entre bebês e crianças em idade escolar. A partir de hoje, a prefeitura começa o cadastramento das famílias e a preparação para encaminhar as crianças para a escola. “As escolas vão ser preparadas para receber essas crianças, à medida que elas estivem aptas poderão começar a estudar”, explica o prefeito Leonardo Pascoal. Nos primeiros dias, todos os imigrantes vão participar das oficinas de língua portuguesa para facilitar a comunicação.

Bienvenidos

Vestido com bota e bombacha, o prefeito Leonardo Pascoal se apresentou falando em espanhol com os imigrantes. Em seguida, mudou o idioma para português para explicar como ocorre o acolhimento dos novos moradores do município. A exemplo do que já vem sendo feito com os 125 imigrantes, as famílias também terão auxílio dos voluntários e de diversos setores da prefeitura para se adaptarem. Além das aulas de português, as oficinas prestam auxílio para formatação de currículo e encaminhamento de emprego. “Temos um venezuelano que já conseguiu emprego e outro sete estão em processo”, disse a secretária de Cidadania e Desenvolvimento Social, Tatiana Tanara.

Pollo y papas

Dentro da cozinha da pousada que aloja as famílias, outros imigrantes e alguns auxiliares brasileiros preparavam a janta. O trabalho começou às 15 horas. Nas panelas, arroz, massa, e os principais “pollo y papas”, frango e batatas. “O cardápio será venezuelano”, anunciava Carlos Rojas, esforçando-se para falar português, ao dizer, em tom de brincadeira, que era brasileiro. “Só não fazemos arepas porque não tem farinha”, completou Rojas, sobre um dos pratos típicos da Venezuela, feito com farinha de milho.
Vindo de Caracas, Lonardo Rauda, 46 anos, conta que deixou as três filhas, com quem se comunica por mensagens de celular diariamente. Nesta quinta-feira, ele vestiu a camiseta dos voluntários ajudou a acomodar os conterrâneos. “Nesses primeiros dias ainda estamos conhecendo todo por aqui, mas espero poder arranjar um trabalho, qualquer que seja”, disse Rauda, que na Venezuela trabalhava como ajudante de pedreiro. Jorge Millan, um dos mais ativos entre os venezuelanos da primeira leva, auxiliou desde a entrega das marmitas, a orientar os conterrâneos a escolher peças e roupas e depois a conduzi-los até o alojamento. “Fomos muito bem recebidos pelas pessoas de Esteio que eu quis fazer o mesmo com os outros venezuelanos, ajudar aqui foi uma forma de retribuir o carinho que recebi quando cheguei”, afirma o estudante de Instrumentação Industrial que deixou a cidade de El Tigre para buscar uma oportunidade no Brasil.


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