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Entrevista

Vice eleito, delegado Ranolfo não pretende acumular secretaria de Segurança

Natural e residente em Esteio, o delegado Ranolfo Vieira Júnior (PTB) foi eleito na chapa encabeçada por Eduardo Leite
30/10/2018 08:29 30/10/2018 08:30

Foto por: @DelegadoRanolfo/Twitter
Descrição da foto: Ranolfo Vieira Júnior, vice-governador eleito do RS
A partir de 1º de janeiro de 2019, o Rio Grande do Sul terá um vice-governador radicado na região. Natural e residente em Esteio, o delegado Ranolfo Vieira Júnior (PTB) foi eleito na chapa encabeçada por Eduardo Leite. Ele é delegado de polícia desde 1988, foi chefe de Polícia do Estado entre 2011 e 2014 e também passou pela diretoria do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Em entrevista exclusiva, Ranolfo agradeceu a confiança dos eleitores, expôs ideias para o desenvolvimento econômico, afirmou que não pretende acumular a função de secretário de Segurança, embora o assunto ainda não tenha sido discutido, e propôs um tripé para a segurança pública a fim de reduzir os índices de criminalidade.

Entrevista

Na sua avaliação, qual é o principal motivo para a eleição da chapa?
Delegado Ranolfo -
A sociedade entendeu o nosso projeto de governo, o nosso plano, e por isso acabou optando pela chapa. Acredito também que discordam do que está acontecendo no atual governo. Aliado a isso, é importante que se diga, o Estado tem a tradição de não reeleger governadores.

No primeiro turno, Sartori foi o preferido entre os eleitores de Esteio, onde o senhor mora. No segundo turno, Leite virou. A que o senhor credita esse fato?
Ranolfo -
Em realidade, o Sartori ficou dois pontos acima de nós, e agora conseguimos virar, apesar de ser uma pequena diferença. Tem vários fatores, entre eles, a opção do eleitorado como um todo, e o fato de a eleição no segundo turno ser plebiscitária. A escolha se deu pelo projeto. Talvez, o fato de eu residir e ser natural possa ter influenciado, mas é difícil medir.

O que o morador da região pode esperar da sua atuação como vice?
Ranolfo -
Aquelas coisas que, se depender do governo do Estado, a gente possa auxiliar. Temos compromissos assumidos na região, como a conclusão da duplicação da RS-118. Muito se especulou no segundo turno de que não terminaríamos, mas isso já foi reafirmado em várias oportunidades, e eu hoje faço novamente: vamos concluir essa obra, que é muito importante para região. Dentro do nosso projeto, vamos devolver competitividade ao Estado, e o primeiro alicerce disso é infraestrutura e logística, por meio de parcerias público privadas. Assim vamos tornar a região mais competitiva para instalação de empresas. Quantas vezes a região do Vale do Sinos, Sapucaia e Esteio, por exemplo, perdeu investimentos em razão da demora nos licenciamentos? Outro ponto que queremos melhorar é a própria redução da carga tributária, especialmente sobre energia elétrica e combustível. Isso todos os gaúchos aproveitam, mas é especial na região.

O senhor foi chefe de polícia do Estado. Pretende acumular as funções de secretário de segurança?
Ranolfo - Não conversamos sobre acumular o cargo, em nenhum momento foi debatida a questão do secretariado, isso é pura especulação. A partir de amanhã (hoje), devemos começar a definir questões de transição. Só lá na frente vamos definir nomes. Nós não discutimos a respeito disso, mas possivelmente não acumule. Quero ser o vice-governador, fui eleito para ser o vice. Minha missão é essa. Queremos, sim, governar a quatro mãos e o histórico do Eduardo comprova isso aí.

Mas o senhor vai participar com ideias para a segurança?
Ranolfo -
Segurança é prioridade absoluta no nosso governo. Ela vai ser olhada com outros olhos, como pauta prioritária. As propostas vão passar por mim, pelo conhecimento que eu tenho da área, como a questão da escolha de nomes, mas os nomes para nós não são o mais importante, e sim seguir o plano de governo. A questão prisional estamos discutindo. Vamos retirar o sistema penitenciário da secretaria de segurança, criando uma secretaria de segurança penitenciária. Não podemos admitir que as facções comandem o crime de dentro dos presídios.

Quais são as suas propostas para a redução dos índices de criminalidade?
Ranolfo
- Nós propomos um tripé da segurança pública: integração, inteligência e investimento. Integração entre forças de segurança, Brigada Militar, Polícia Civil, Instituto Geral de Perícias, Susepe e guardas municipais. Hoje, guardas participam do sistema de segurança pública. Integrar isso com a polícia é fundamental. Em Canoas, reduzimos todos os indicadores e ficamos 16 meses sem nenhum latrocínio. Inteligência: nós temos como mapear onde acontece o roubo de veículos, por exemplo, horário, local, dia da semana. Vamos planejar ações para coibir a prática do crime, e a inteligência é importante com cercamento eletrônico e monitoramento por câmeras. O investimento é a recomposição de efetivos e formação continuada dos agentes, com aquisição de viaturas, equipamentos e tecnologia. Não tem como fazer segurança sem investimento. Aplicando esse tripé, temos como reduzir os índices no curto prazo e proporcionar mais segurança.


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