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Eleições 2018

Presidentes de entidades de diversos setores projetam governos Bolsonaro e Leite

Novos governantes assumem em 1º de janeiro de 2019
31/10/2018 08:30 31/10/2018 08:33

Felipe Nabinger e João Victor Torres 

Foto por: Agência Brasil/Celso Chittolina/Montagem
Descrição da foto: Jair Bolsonaro e Eduardo Leite foram eleitos presidente e governador do RS, respectivamente
A partir de 1º de janeiro, as propostas e promessas de campanha dos novos presidente e governador começarão a ser colocadas em prática, após a posse. Tanto Jair Bolsonaro, no âmbito federal, quanto Eduardo Leite, no estadual, têm a difícil missão de encarar a forte crise econômica, que preocupa diversos setores da sociedade, sem esquecer a atenção às políticas públicas. As realidades do Brasil e do Rio Grande do Sul são duras e geram expectativa na população, que sofre com desemprego, insegurança e serviços básicos que carecem de melhoras.

Até por isso, os eleitos representam a renovação, mostrando um desejo de mudança por parte da maioria. O Jornal NH ouviu líderes sindicais, dirigentes de associações e federações, tanto patronais quanto representado os trabalhadores, dos setores da indústria, comércio e serviços da região. Eles falam sobre o que esperam dos governos Bolsonaro e Leite, projetando o que pode acontecer nos próximos quatro anos.

O que se espera dos novos governantes


Antônio Cettolin, presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) Antônio Cettolin
Presidente da Famurs

EDUARDO LEITE
A Famurs é uma entidade pluripartidária, e nós estaremos abertos ao diálogo para construir uma agenda conjunta com soluções que atendam às demandas do Estado e dos municípios. Sabemos que o Eduardo Leite já foi prefeito, conhece a realidade dos municípios e poderá nos ajudar a resolver os pleitos da entidade. A federação busca a garantia do pagamento dos repasses na área da saúde, a conclusão das obras de acesso asfáltico e a ampliação das ações de segurança públicas nos municípios do interior.”

JAIR BOLSONARO
“Trabalharemos para que o governo de Jair Bolsonaro atue em defesa dos municípios. O fortalecimento dos entes municipais e a revisão do atual modelo do pacto federativo são demandas históricas que necessitam da atenção do novo presidente. A União concentra a maior parte dos recursos, mas sobra aos municípios a tarefa de atender a população na ponta. O reajuste dos valores da Lei Kandir, a redistribuição dos royalties do petróleo e a descentralização do ISS sobre cartões estão entre os principais pleitos da Famurs.”


Gilberto Kasper, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Novo Hamburgo Gilberto Kasper
Presidente da CDL-NH

EDUARDO LEITE
“Quanto a Eduardo Leite, celebramos as características ligadas à sua juventude, com sua determinação e desejo de realização. Esperamos que dê continuidade no enxugamento da máquina pública e na negociação da dívida com a União, acabando com autarquias e empresas públicas deficitárias, priorizando a gestão do Estado na saúde, educação, segurança pública e infraestrutura, no que não puder ser desenvolvido através de PPPs. Que cumpra sua promessa de, a partir de 2021, baixar a carga tributária, se possível antes.”

JAIR BOLSONARO
“Esperamos o respeito à Constituição e que Jair Bolsonaro cumpra a legislação e os contratos internacionais em que somos signatários. Na esfera administrativa, esperamos que mire o enxugamento da máquina pública, a diminuição da burocracia e a valorização dos quadros técnicos do funcionalismo. Que através das reformas de base, tão necessárias, incentive a geração de emprego e renda. Esperamos uma importante atuação na segurança pública e que dê apoio à Polícia Federal.”


Heitor Klein, presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados  (Abicalçados) Heitor Klein
Presidente executivo da Abicalçados

EDUARDO LEITE
“No Rio Grande do Sul existe uma proposta já apresentada aos então candidatos antes das eleições pleiteando a equiparação da alíquota do ICMS com outros Estados produtores de calçados. O intuito é aumentar a competitividade do produto gaúcho. Isso já está na pauta do governador eleito Eduardo Leite. Qualquer simplificação do processo burocrático apresentará uma melhoria de processos de produção e redução de custos para as empresas. São muitas frentes que precisamos atacar, mas é necessário priorizar essas que geram um impacto.”

JAIR BOLSONARO
“É cedo para especular sobre propostas concretas, mas existem muitas indicações. Temos a expectativa que o governo federal possa apoiar o setor da indústria de manufaturados, aumentando a competitividade do setor tanto no mercado interno quanto no mercado externo. Preparamos documentos com propostas a serem apresentados a autoridades no momento oportuno. Temos a convicção de que um setor industrial em condições de demanda normal e competitividade pode oferecer uma resposta ao mercado.”


Helenir Aguiar Schürer
Presidente do Cpers Sindicato

EDUARDO LEITE
Esperamos que o próximo governador tenha capacidade de diálogo permanente para nossas questões. Ainda durante a campanha, o então candidato Eduardo Leite aceitou as duas oportunidades que convidamos para conversar e mantivemos uma conversa produtiva. Nós temos uma defasagem histórica, e, desde 2014, não recebemos reajuste salarial. Temos o piso nacional do magistério, que não é cumprido. Um dos compromissos firmados é para que coloque em dia o pagamento dos servidores, bem como o 13o salário.”

JAIR BOLSONARO
“Um governo que já começa mal, quando seus apoiadores gravam um vídeo pedindo que as pessoas denunciem professores em sala de aula. O governo que escolhe a educação como inimiga está fadado ao fracasso. Somos educadores e, conforme este projeto tão citado durante a campanha, denominado ‘Escola sem Partido’, é uma grande jogada de marketing. Ao longo dos meus 39 anos de magistério, jamais observei algum professor tentando fazer a cabeça de um aluno sobre política ou em favor de determinado partido.”


João Batista da Silva, presidente da Federação Democrática dos Sapateiros do Rio  Grande do Sul João Batista da Silva
Presidente da Federação Democrática dos Sapateiros do RS

EDUARDO LEITE
“Estamos atravessando um momento muito difícil no setor coureiro-calçadista no Estado. No governo de José Ivo Sartori, não houve investimento na geração de emprego e renda. Esperamos que haja na gestão de Eduardo Leite. Nos preocupam as propostas ligadas às privatizações. Não temos expectativas quanto à revisão da Lei Kandir, que poderia impactar em exportações, pelo programa que Leite apresentou, muito mais focado nas privatizações. E quando se privatiza, se perde o foco no investimento em estatais.

JAIR BOLSONARO
“Há uma preocupação grande com a vitória de Bolsonaro. Ele não apresentou propostas concretas durante a campanha eleitoral. O ministro Paulo Guedes vai focar na reforma da Previdência, que conseguimos barrar com a atuação dos sindicatos, e em privatizações. Já esperávamos por isso e sabemos onde vai estourar: na classe trabalhadora. Focaremos na defesa dos direitos dos trabalhadores. No setor coureiro-calçadista, a nossa esperança está nas exportações.”


Marcelo Lauxen Kehl, presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha Marcelo Lauxen Kehl
Presidente da ACI

EDUARDO LEITE
“Este crescimento da indústria e de serviços ocorrerá a partir do momento em que nossa carga tributária e nossas exigências para funcionamento de negócios sejam, no mínimo, iguais às de outros Estados. É isto que nos permitirá sermos novamente competitivos dentro do Brasil e atrair investimentos e empregos para cá. O Estado é o terceiro com a maior carga tributária e isso faz com que percamos empresas. Embora o ICMS seja o grande vilão, há outra série de taxas. Esperamos que reveja a política do salário mínimo regional.”

JAIR BOLSONARO
“Na esfera federal, contamos que o novo governo cumpra com suas promessas de resolver a crise fiscal e de retirar os entraves burocráticos que tanto atrasam a vida de empresários e trabalhadores. Temos muita legislação que atrasa tudo com um número de exigências sem fim, com licenças ambientais que levam anos para ser concedidas. Precisamos de uma simplificação de normas considerando o empresário brasileiro e os cidadãos cumpridores da lei. A esmagadora maioria cumpre as leis.”


Maria Cristina Mendes, presidente do Sindicato dos Comerciários de Novo Hamburgo Maria Cristina Mendes
Sindicato dos Comerciários de Novo Hamburgo

EDUARDO LEITE
“Com relação ao Rio Grande do Sul, tanto o atual governador, José Ivo Sartori, quanto o governador eleito, Eduardo Leite, adotam praticamente a mesma linha política no setor econômico. No entanto, Leite se comprometeu durante a campanha eleitoral em colocar em dia os salários dos servidores públicos. Essa prática, adotada na atual gestão do Estado, com o atraso e também o parcelamento de salários, reflete diretamente nos números do setor do comércio. Esperamos haja um aquecimento no setor do comércio.”

JAIR BOLSONARO
“É difícil se ter uma perspectiva de otimismo para o setor do comércio e para os trabalhadores de todas as categorias quando se elegeu um presidente comprometido em reduzir direitos trabalhistas, como se esta fosse a única alternativa para gerar empregos. Estamos vivendo um período de adaptação com a retirada de vários direitos pela reforma trabalhista e terceirização, aprovadas no ano passado. Apesar disso, pela votação que o presidente Bolsonaro obteve, não se pode negar que os trabalhadores também o elegeram.”


Milton José Killing, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) Milton José Killing
Presidente da Assintecal

EDUARDO LEITE
“Acreditávamos que tínhamos dois candidatos considerados bons nesta disputa pelo governo do Estado, conforme os diálogos que mantínhamos com a diretoria da entidade. Esperamos que o governador eleito dê continuidade ao trabalho que o José Ivo Sartori vinha fazendo. Apesar de bastante jovem, o Eduardo Leite tem muito preparo e propõe uma administração moderna. Temos confiança de que ele possa dar a velocidade que o Estado precisa. Nosso setor gera uma quantidade alta de empregos e deve ser visto com bastante carinho.”

JAIR BOLSONARO
“O mercado vinha dando sinais que, especialmente no âmbito financeiro, a eleição de Jair Bolsonaro poderia trazer mais tranquilidade aos investidores. Nós vínhamos de uma certa estabilidade nos últimos meses. Observamos, também, que muitos de nossos associados estavam com seus investimentos trancados. Muitas empresas devem ter uma confiança maior no País. Devido a isto, esperamos, que o governo do presidente eleito, consiga levar adiante seus projetos propostos durante a campanha.”


Remi Scheffler, presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas) de Novo Hamburgo Remi Scheffler
Presidente do Sindilojas-NH

EDUARDO LEITE
“Temos esperança na promessa do governador eleito Eduardo Leite quanto às alíquotas do ICMS e espero que ele cumpra. Ele prometeu, entre outras coisas, uma atenção especial, revendo ou, se possível, acabando com a Diferença de Alíquota (Difal). Essa cobrança prejudica o comerciante que adquire produtos em outros Estados e também no exterior. Caso se confirme, isso reduzirá o custo dos produtos ao comerciante junto aos fornecedores, refletindo no valor final para o consumidor, já que hoje essa taxa acaba sendo repassada.”

JAIR BOLSONARO
“Vimos retratado nas urnas um desejo do povo brasileiro por mudanças. Essas mudanças eram inevitáveis. O povo cansou de tanta falcatrua e corrupção. Essa vontade do eleitor foi efetivada. Tenho esperança deque haverá mudança na economia, fazendo com que torne a girar de forma saudável e sustentável para o consumidor voltar a ter aquela sede de consumo, que estava retraída. Também uma melhora em segurança pública pode trazer reflexos. Nos sentindo mais protegidos.”


Simone Leite, presidente da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul  (Federasul) Simone Leite
Presidente da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul)

EDUARDO LEITE
“O governador eleito Eduardo Leite firmou compromisso com a classe produtiva gaúcha no tocante à redução da carga tributária. Afinal, o Rio Grande do Sul possui umas das maiores alíquotas básicas do ICMS no País. Ele demonstrou que se esforçará para reduzi-la a um patamar mais confortável. Os 18% de agora oneram muito o empreendedor gaúcho. Acreditamos que ele possui um alinhamento e o comprometimento com a causa. Na campanha, ele afirmou que irá desburocratizar e diminuir o tamanho do Rio Grande do Sul.”

JAIR BOLSONARO
“Bolsonaro representa a esperança do combate à corrupção, dialoga com a verdade e a liberdade. Tem um grande desafio de abrir uma larga via para a participação do setor privado, com um plano profundo de reestruturação da infraestrutura logística do País, por meio de concessões e, também, a privatização e extinção de estatais, diminuindo a participação e o tamanho do Estado, além de pavimentar um caminho mais competitivo e moderno à classe produtiva e medidas para enfrentar a violência.”


Tânia Terezinha da Silva, prefeita de Dois Irmãos e presidente da Associação dos Municípios do Vale do Rio dos Sinos (Amvrs)  Tânia Terezinha da Silva
Prefeita de Dois Irmãos e presidente da AMVRS

EDUARDO LEITE
O futuro governador terá como desafio achar solução para a situação financeira do Estado, problema que está interferindo diretamente na gestão das prefeituras. Espero que os repasses atrasados sejam feitos como prioridade. Para que o Estado dê certo, é importante que o governador eleito olhe os municípios com responsabilidade, pois, como prefeito que foi, entende muito bem nossas angústias. Como gestores, entendemos que não é mais possível que nossos pacientes continuem morrendo em filas esperando pelo primeiro atendimento em oncologia, por exemplo.”

JAIR BOLSONARO
“O maior desafio do presidente eleito será unificar o Brasil em torno de um projeto de desenvolvimento, dada a polarização que vivemos hoje. As urnas mostraram que o povo não está satisfeito com a política que vem sendo adotada. Espero que Bolsonaro faça cumprir o que prometeu, principalmente no que diz respeito à valorização do municipalismo. As prefeituras não têm mais de onde tirar recursos. Temos ciência de que ele não será o salvador da Pátria, porque o processo de arrumar o Brasil levará tempo.”





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