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Região

Mobilização traz mais segurança para idosa de 92 anos vítima de assaltos em Portão

Em caso mais recente, semana passada, Celuta de Oliveira foi ameaçada por criminoso armado com faca
05/11/2018 14:12 05/11/2018 14:13

Foto por: Diego da Rosa/GES
Descrição da foto: Criminosos invadiram a casa pela janela de um dos quartos
Benzedeira recomendada e moradora do mesmo endereço há mais de 60 anos, dona Celuta de Oliveira, 92 anos, é conhecida pela simplicidade e pelo bem que faz aos portonenses. Desde a semana passada, no entanto, a pequena casa de madeira, rodeada pelas flores e chás que ela própria plantou tem atraído a atenção devido a movimentação de seguranças e de pessoas preocupadas com a idosa após ela ser vítima de dois assaltos num intervalo de dois dias. No caso mais recente, na madrugada de sexta-feira (2), dois homens invadiram a casa enquanto a proprietária dormia. Ameaçando-a com uma faca, roubaram tudo o que viram de valor no local. Religiosa, dona Celuta credita a Deus o fato de ter escapado viva da investida dos criminosos.

“Acordei com alguém chamando “vó”. Quando vi que era assalto tentei ligar para a polícia e não atenderam. Tentei o número do meu neto. Quando faltavam dois dígitos, um dos assaltantes me viu com o celular, me ameaçou e tirou o telefone da minha mão”, recorda. Lúcida, dona Celuta aproveitou um momento de distração dos bandidos para escapar. “Um deles estava revirando meu armário com uma das mãos e segurando a faca na outra. Quando ele ficou de costas pra mim, corri para os fundos de casa. Acredito que foi Deus quem me ajudou a abrir as três travas da porta da área para eu consegui escapar. Me escondi numa peça no pátio e lá fiquei rezando da madrugada até as 8 horas”, lembra.

Ao sair do esconderijo, a idosa diz ter sentido medo de reencontrar a dupla. “Passei por debaixo da cerca de arames e, pelo pátio vizinho, procurei por ajuda na rua. Por sorte, logo encontrei um conhecido, que entrou na casa comigo”, afirma. Dentro da residência, dona Celuta encontrou pertences e móveis revirados e contabilizou os prejuízos. Além do celular e de outros objetos os assaltantes levaram cerca de R$300 que ela guardava em casa.

Casal se passou por funcionários da Prefeitura para assaltar 

Dois dias antes, na quarta-feira (31), no final da tarde, um casal se passando por funcionários da prefeitura se aproveitou da ingenuidade de dona Celuta para assaltá-la. Falsos fiscais, eles “vistoriaram” armários e levaram da residência todo o tipo de alimento que encontraram, desde pacotes de bolachas e caixas de leite. Os dois, segundo a idosa, estavam em um carro que haviam estacionado em frente ao local.

Rede de solidariedade 

Os dois crimes num intervalo tão curto de tempo e a gravidade do assalto na madrugada sensibilizaram o fotógrafo Márcio Lacerda, 39 anos. Amigo da família, Lacerda usou as redes sociais para fazer um apelo por ajuda. Em algumas horas, três empresas de segurança da cidade e uma de Estância Velha se prontificaram a atendê-lo. Agora, seguranças se revezam em rondas e vistorias no local. Além disso, câmeras de videomonitoramento e alarmes serão instalados na residência.

“Me emocionei com a situação e fui em busca do que poderia fazer para estancar esta violência”, conta Lacerda. “O fato de ser uma pessoa idosa e sem condições de contratar um serviço como este nos motivou a nos unirmos para ajudá-la”, completa o sócio-proprietário de uma das empresas de monitoramento, Luiz Fernando Martins.

Recusa em mudar de endereço 

Apesar do convite das filhas e dos netos para mudar de endereço, dona Celuta afirma que não deixará a residência, onde mora sozinha. “Daqui só saio para o cemitério. Aqui tenho todos os meus amigos e o apoio de quem preciso. Fico sem palavras para descrever o meu sentimento ao ver tanta gente disposta a me ajudar a ficar segura na minha casa”, diz. Para a filha, Neuza Bacaro, 65 anos, a mobilização da comunidade em torno da mãe emociona. “A gente não esperava por algo assim”, resume.

Polícia investiga o caso

O ponto da Rua Júlio de Castilhos onde dona Celuta mora no Centro de Portão, é cercado por terrenos sem casas e também por uma empresa. A localização, segundo o capitão da Brigada Militar, Gabriel Damásio, pode ter sido uma dos fatores que atraíram a atenção dos criminosos, além do fato de a idosa morar sozinha. “É um local ermo, distante de outras casas. Apesar disso, tranquilo, sem muitas ocorrências. Mesmo assim, as rondas e o patrulhamento no local foram intensificadas”, diz.

Damásio pontua ainda que a Brigada Militar não tem outros registros de roubos praticados pelo casal se passando por funcionários da Prefeitura. Chefe do setor de investigação da Delegacia de Polícia (DP) de Portão, Fabrício Rempel, afirma que após o assalto sofrido por dona Celuta na sexta-feira, alguns objetos foram apreendidos pela polícia na casa de dona Celuta na intenção de buscar impressões digitais dos criminosos.



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