Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Av. João Corrêa, 1017 - Centro - São Leopoldo/RS - CEP: 93010-363
Fones: (51) 3591.2000 - Fax: (51) 3591.2032

PUBLICIDADE
Estatísticas

Em São Leopoldo são 290 novos processos de violência doméstica a cada mês

Número é do juizado especializado na cidade. Temática foi abordada em painel promovido pela BM quarta-feira (7)
08/11/2018 15:28 08/11/2018 15:29

Foto por: Brigada Militar/Divulgaão
Descrição da foto: Temática foi abordada em painel promovido pela BM quarta-feira (7)
A cada mês, de janeiro a outubro deste ano, 290 novos processos de violência doméstica foram iniciados no juizado especializado em São Leopoldo. Em 10 meses, de acordo com a juíza Michele Scherer Becker, foram 2,9 mil processos, 1.051 requisições de medidas protetivas de urgência, além de proferidas 322 sentenças e realizadas 1.820 audiências. Aos números sobre o tema na cidade somam-se ainda 214 prisões em flagrante realizadas pela Brigada Militar. Os dados que preocupam autoridades civis e policiais motivaram a realização de um painel promovido pelo 25.º Batalhão de Polícia Militar (25.º BPM).

O evento, na última quarta-feira (7) reuniu dezenas de pessoas no auditório da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Tecnologia (Acist). Na atividade foram apresentados dados sobre a criação da Patrulha Maria da Penha, pela idealizadora do projeto, a tenente-coronel da reserva da BM, Nádia Rodrigues Garhard, além de detalhes e informações sobre a rede de enfrentamento existente na cidade. Além de Nádia e da juíza Michele, o painel teve como participantes também a delegada de polícia Michele Arigony, a promotora de justiça Marcela Romera, a coordenadora do Centro Jacobina, Ana Cláudia Pinheiro, e o comandante do 25o BPM, o tenente-coronel Carlos Daniel Schultz Coelho.

Ameaça e lesão corporal são os crimes mais comuns 

De acordo com a juíza Michele Scherer Becker, com base nos processos registrados na cidade, os tipos de violência mais comuns sofridos pelas leopoldenses são ameça e lesão corporal leve. “As penas para este tipo de violência dependem muito do fato. Em casos de ameça, por exemplo, elas variam de um a seis meses de detenção. Já a lesão corporal leve tem penas de três meses a três anos de detenção”, explica a magistrada. Além disso, segundo a juíza, uma modificação recente na lei Maria da Penha endureceu a punição para o descumprimento de medida protetiva. “Nestes casos a pena varia de três meses a dois anos de detenção. Se o acusado for preso em flagrante, a autoridade policial não pode conceder fiança”, diz.

“Cultura machista faz a mulher não perceber a violência” 

Para a juíza Michele Scherer Becker, eventos como o painel dessa semana são importantes por levarem informação à comunidade. Conforme ela, apesar do elevado número de registros e processos, em muitos casos as vítimas ainda se recusam a buscar por ajuda. “Vivemos numa cultura machista onde é comum a mulher ter dificuldade de perceber que sofre a violência. Algumas delas vem de histórico familiar e acabam achando natural este tipo de situação. Além disso, outros fatores que contribuem para que as vítimas não busquem ajuda é a vergonha de se expor, a dependência emocional e, em alguns casos ainda, a dependência financeira”, comenta.

”Não aceite a violência, reaja buscando ajuda”

Segundo o comandante do 25.º BPM, o tenente-coronel Carlos Daniel Schultz Coelho, a cada três dias, dois acusados de violência doméstica são presos em flagrante na cidade. Conforme ele, este tipo de situação está presente nas mais diversas classes sociais e atinge vítimas de diferentes perfis, desde adolescentes a idosas. “Ações como o painel são importantes diante da observação do elevado número de casos de agressão às mulheres no Município. Com a divulgação do trabalho que vem sendo feito e da rede de enfrentamento existente na cidade, estamos encorajando vítimas a buscarem apoio e acabarem com o ciclo de violência”, diz.

“Às mulheres orientamos que elas não aceitem essa violência, que reajam buscando ajuda. E que saibam que a Brigada Militar está à disposição delas”, conclui destacando que a BM disponibiliza uma linha direta com a Patrulha Maria da Penha por meio do telefone 9.8413.5687.

570 vítimas cadastradas na Patrulha Maria da Penha 

Conforme dados da Brigada Militar, de janeiro a outubro 570 vítimas foram cadastradas na Patrulha Maria da Penha na cidade. Os meses com os maiores índices de cadastro foram em janeiro, com 92 registros, julho, com 69 e abril, com 62. Em 10 meses, foram 1.019 visitas realizadas.

A atuação da patrulha é destaca de forma positiva pela coordenadora do Centro Jacobina, Ana Cláudia Pinheiro. “A patrulha Maria da Penha tem desenvolvido um trabalho importante na defesa das mulheres, principalmente daquelas que já tem medida protetiva. Ela é um elo muito forte da nossa rede de enfrentamento”, afirma.

Cinco formas de violência 

Conforme a lei Maria da Penha, criada há 12 anos, são cinco as formas de violência doméstica.

Violência moral: caluniar, difamar e injuriar

Violência psicológica: qualquer comportamento que reduza a autoestima, controle o comportamento e cause danos emocionais. Chantagear, insultar, ridicularizar, humilhar e isolar são algumas delas.

Violência sexual: estuprar, impedir o uso de método contraceptivo e exigir práticas que a mulher não goste são algumas das formas de impedir que a mulher exerça plenamente seus direitos sexuais e reprodutivos.

Violência patrimonial: destruir objetos, controlar a vida financeira sem autorização, impedir o trabalho, ocultar bens, entre outros.

Violência física: bater, chutar, amarrar e empurrar.


Jornal VS
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS