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Entrevista

Em livro, Gisele Bündchen fala sobre carreira, saúde mental e empoderamento

Modelo relatou que foi libertador poder compartilhar experiências
23/12/2018 10:48

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Gisele lançou livro compartilhando suas experiências
Gisele Bündchen, supermodel brasileira, ícone nacional de beleza e de sucesso, decidiu compartilhar histórias de sua intimidade no livro Aprendizados, lançado no Brasil pela editora Best Seller, do grupo Record. Estão colocados ali detalhes curiosos e até excêntricos de sua rotina, as frustrações que teve ao decidir assumir o papel de dona de casa e o arrependimento depois de turbinar os seios com silicone. “Não ficou como eu imaginava. Fiquei incomodada, com raiva e deprimida. Por que eu tinha feito aquilo comigo?”, conta em um trecho. Ela também demonstra o ressentimento com o bullying sofrido no início da carreira (“diziam que meu nariz era muito grande e meus olhos pequenos demais”), lembra da vida desregrada de modelo e das futilidades da indústria. Em entrevista, ela fala um pouco de tudo isso:

Você conta no livro que durante os seus 23 anos de carreira acabou sendo uma imagem sem voz. Como se sente agora podendo se abrir e falar sobre suas experiências?

Acho que é libertador. Percebi que quando você consegue se abrir e expor suas vulnerabilidades, isso não só ajuda você trabalhar nas suas feridas e curá-las como também a se sentir útil. Ao dividir suas histórias, muitas pessoas vêm lhe agradecer, pois elas também passam por coisas parecidas e é importante saber que há uma luz no fim do túnel.

Em algum momento você teve dúvidas sobre o quanto se abrir? Qual foi o trecho mais difícil de escrever?

Fico empolgada em poder divi- dir algo que acho que pode ajudar as pessoas, como quando falo sobre alimentação saudável, a prática da meditação ou de exercícios, já que tudo isso faz com que eu tenha uma vida mais equilibrada. Eu tive, sim, dúvidas de quanto deveria me abrir, mas acredito que se minhas experiências puderem contribuir de alguma forma positiva para alguém, então já valeu a pena. Umas das partes mais difíceis de contar com certeza foi a questão dos meus ataques de pânico, pois foi algo que me marcou muito e é difícil você admitir que chegou no fundo do poço.

Vinda de uma família com tantas mulheres, como enxerga os movimentos de empoderamento feminino da nova geração?

Acredito que as mudanças só acontecem quando há uma grande movimentação em torno de um determinado assunto. Foi assim ao longo da história. As mulheres não podiam votar, não podiam usar calças, eram submissas dentro de casa. Hoje, acredito que há um novo movimento, que é importante para que as mulheres consigam se livrar de outros estigmas, não sejam assediadas e desrespeitadas, por exemplo. Por outro lado, também entendo que homens e mulheres são biologicamente diferentes e, por isso, têm aspectos diferentes. O que não significa que não devam ter direitos e obrigações iguais. Mas ambos precisam procurar entender e respeitar as diferenças alheias.

Hoje em dia, você indicaria a profissão de modelo? Ficaria feliz, por exemplo, se sua filha resolvesse seguir a carreira?

Vejo a profissão de modelo como outra profissão qualquer, com seus benefícios e desafios. É uma profissão que acaba mexendo muito com a autoestima, é preciso ter suporte da família, ainda mais porque as meninas iniciam muito novinhas. Quanto a minha filha, ela terá liberdade para seguir o que quiser, assim como meus pais fizeram comigo.

Você enfrentou ataques de pânico no auge da sua carreira. Pode falar sobre esse momento?

Foi um período muito difícil na minha vida. Era algo que fugia totalmente do meu controle. Não tinha domínio sobre meus sentimentos e medos. Já não conseguia mais estar em lugares fechados, era sufocante e desesperador. Estava realmente no fundo do poço, mas estava dedicada a sair dessa. Em momentos como esse, é muito importante buscar ajuda e fazer as transformações necessárias na sua vida para reverter seu quadro. Aprendi ioga e como a respiração e meditação podiam fazer diferença na forma como eu me sentia. Mudei radicalmente a alimentação. Me livrei de maus hábitos como cigarro, excesso de cafeína e das taças de vinho diárias que achava que me ajudavam a relaxar. Comecei uma nova vida, que me trouxe muito mais alegria e equilíbrio. (AE)


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