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Atentados

Oito pessoas foram presas por ligação com os ataques no Sri Lanka

Diante da gravidade da situação, o governo decretou um toque de recolher de duração indeterminada que entrou em vigor neste domingo
21/04/2019 15:55 21/04/2019 16:01

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Foto por: AFP
Descrição da foto: Atentados Sri Lanka deixaram mais de 200 mortos
Pelo menos 207 pessoas morreram, entre elas dezenas de estrangeiros, e 450 ficaram feridas em atentados contra três igrejas que celebravam missas de Páscoa e quatro hotéis de luxo no Sri Lanka neste domingo (21). Segundo Ranil Wickremesinghe, primeiro-ministro do país, oito pessoas foram presas por ligação com os ataques.

Diante da gravidade da situação, o governo decretou um toque de recolher de duração indeterminada que entrou em vigor neste domingo, além do bloqueio temporário de redes sociais no país. O premiê afirmou que "até agora, os nomes que surgiram são locais", mas investigadores apuram se os criminosos têm "ligações internacionais".

Esse é o episódio mais violento ocorrido no país desde o fim da guerra civil, há uma década.

Em um vídeo gravado em uma das igrejas atacadas, é possível ver vários corpos caídos no chão, em meio aos escombros. A explosão foi tão forte que fez parte do teto desabar.

Foram oito explosões na ilha turística: seis, pela manhã; e duas, à tarde. Pelo menos duas delas foram feitas por homem-bombas, segundo depoimentos, mas o porta-voz da polícia, Ruwan Gunasekera, afirmou que não podia "confirmar se foram ataques suicidas".

O primeiro-ministro cingalês, Ranil Wickremesinghe, classificou os ataques como "covardes" e fez um apelo pela unidade do país.

O arcebispo de Colombo, Malcom Ranjit, pediu para o governo do Sri Lanka "castigar sem piedade" os responsáveis, por meio de uma "investigação sólida imparcial".

Dirigindo-se aos fiéis reunidos na praça de São Pedro do Vaticano, o papa Francisco expressou sua "tristeza" e se declarou próximo a "todas as vítimas de uma violência tão cruel".

Com 21 milhões de habitantes, o Sri Lanka é um país majoritariamente budista, que conta com cerca de 1,2 milhão de católicos. A população é aproximadamente 70% budista, 12% hindu, 10% muçulmana e 7% cristã.

De manhã, em Colombo, foram executados três ataques em três hotéis de luxo e em uma igreja que deixaram pelo menos 64 mortos, segundo uma fonte policial.

Em uma igreja em Negombo, no norte da capital, 67 pessoas perderam a vida, e 25 em outra em Batticaloa, no leste da ilha.

À tarde, pelo menos duas pessoas morreram em outra explosão em um quarto hotel, localizado em Dehiwala, na periferia sul da capital. Em Orugodawatta, ao norte de Colombo, um homem se incendiou em um prédio e matou três agentes, segundo a polícia.

Entre os mortos, há um português, um holandês e vários americanos. Cidadãos japoneses e britânicos ficaram feridos.

Os corpos de pessoas, que seriam estrangeiras, segundo autoridades, foram levados para o hospital nacional de Colombo, segundo Ravinatha Aryasinha, funcionário do Ministério das Relações Exteriores.

Do Irã ao Reino Unido, as condolências e os pedidos de defesa à liberdade religiosa e de combate ao terrorismo se multiplicaram mundo afora. O presidente americano, Donald Trump, afirmou que seu país está "disposto a ajudar", como já tinha dito a União Europeia.

O chefe de polícia do Sri Lanka, Pujuth Jayasundara, alertou há dez dias, em nota aos oficiais de alto escalão, que um grupo muçulmano radical planejava ataques suicidas contra "importantes igrejas, assim como à embaixada indiana em Colombo".

O NTJ é um grupo muçulmano radical do Sri Lanka que ficou conhecido no ano passado quando foi envolvido em atos de vandalismo contra contra estátuas budistas.

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