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Omertà

Polícia faz nova operação contra quadrilha que domina tráfico no Vale do Sinos

Na redes sociais, o bando ostentava dinheiro, armas e drogas
07/12/2018 08:07 07/12/2018 08:31

Foto por: Twitter/ Polícia Civil
Descrição da foto: Omertà: Polícia Civil cumpre 48 mandados de prisão em 12 cidades do RS
A Polícia Civil deflagrou na manhã desta sexta-feira (7) mais uma grande operação em combate ao crime organizado e ao tráfico. A quadrilha, com base no Vale do Sinos, tem forte atuação em outras regiões do Estado. Na redes sociais, o bando ostenta dinheiro, armas e drogas. São cumpridos 48 mandados de prisão em São Leopoldo, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Alvorada, Poço das Antas, Arroio do Meio, Tramandaí, Três Cachoeiras, Montenegro, Charqueadas, Caxias do Sul e Lajeado. Até as 7h30, 36 pessoas já haviam sido presas.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início em maio deste ano, após ameaças a policiais civis do Vale dos Sinos. Durante as diligências, os agentes chegaram ao principal autor das ameaças, um dos líderes de uma facção no Vale dos Sinos, e que está preso na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas. De dentro da prisão, ele exercia função de comando em uma hierarquia bem estabelecida.

Os integrantes da quadrilha serão indiciados pelos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas, coação no curso do processo e denunciação criminosa.

A operação leva o nome de Omertà, palavra que é um código de honra da máfia siciliana que dá importância ao silêncio, ao não cooperar com as autoridades e ao não interferir nas ações ilegais de outros criminosos. 


Quadrilha vendia droga para o Uruguai

A quadrilha alvo hoje é a mesma que liderava um esquema de tráfico de maconha para o Uruguai, usando rotas de ônibus. Ontem, a Polícia Civil havia deflagado operação para desarticular a operação do bando. O líder do esquema no Estado e que negociava a venda das drogas para o país vizinho, Gelson Luís Lemos, o Porcão, foi preso em Novo Hamburgo. Com antecedentes criminais por tráfico, associação, roubo, roubo de carga e fraude desde ano de 1993, atualmente, Porcão era monitorado por tornozeleira eletrônica.

A investigação começou depois da prisão do um uruguaio Juan Daniel Pereira González, que reside no Brasil. Segundo a Polícia Civil, González era o nome de referência de Porcão para mandar a droga para o país vizinho. 

Ainda segundo a investigação, a quadrilha se organizava entre as remessas de droga e veículos clonados, sempre enviando os dois em rotas diferentes, para dificultar as ações policiais. Preferencialmente as drogas iam de ônibus enquanto um dos integrantes da quadrilha conduzia o veículo clonado. O grupo fazia diversas viagens para Jaguarão fronteira com Uruguai, sempre levando drogas e veículos clonados. Voltando imediatamente com dinheiro, armas e munição. Em um período de sete meses, foram monitoradas ao menos 30 viagens feitas pela quadrilha.

Bando é o mesmo que mandou fazer túnel no Central

Foto por: Rodrigo Ziebell/SSP
Descrição da foto: Túnel tinha 50 metros de cumprimento e estava a 10 de chegar ao Central

A quadrilha que domina o tráfico no Vale do Sinos e é considerada uma das mais organizadas pela Polícia, também foi a mesma que orquestrou o plano ousado de fazer um túnel na Cadeia Pública de Porto Alegre, o Presídio Central, em 2017. A ação, entretanto, foi frustrada pelo departamento de inteligência da Polícia Civil. Caso fosse bem sucedido, poderia resultar na maior fuga de presos já registrada na história do presídio. 

O túnel de cerca de 50 metros foi descoberto na manhã do dia 22 de fevereiro do ano passado e serviria para levar 200 presos da facção durante o carnaval. Três meses após a Polícia ter descoberto o plano, mandados de busca e prisões foram cumpridos em Alvorada, Campo Bom, Novo Hamburgo, Sapiranga, Montenegro, Canoas, Porto Alegre e Gravataí.

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