Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Av. João Corrêa, 1017 - Centro - São Leopoldo/RS - CEP: 93010-363
Fones: (51) 3591.2000 - Fax: (51) 3591.2032

PUBLICIDADE
Agora vai

Concessionária garante solução dos buracos, escuridão e ondulações até agosto na BR-448

Rodovia pela qual passam 80 mil veículos diariamente sofre com problemas crônicos desde inauguração
15/03/2019 22:28

-

Há dois anos transitando diariamente pela BR-448, a Rodovia do Parque, o funcionário público Jailson Nardes, 30 anos, não hesita em elencar os maiores problemas da estrada de 22,3 quilômetros, inaugurada há pouco mais de cinco anos para desafogar o fluxo de veículos da BR-116: "São as ondulações e as recapagens, porque volta e meia os buracos voltam. E também tem partes sem iluminação. Nesse tempo todo que eu uso a rodovia, nunca vi ela com iluminação de ponta a ponta, sempre tem problemas".

Foto por: Diego da Rosa
Descrição da foto:

Os problemas crônicos apontados por Nardes e conhecidos pelos cerca de 80 mil veículos que usam a rodovia diariamente têm data para terminar. Desde o dia 15 de fevereiro operando a Rodovia de Integração do Sul, que inclui, além da BR-448, a BR-101, a BR-290 (Freeway) e a BR-386, a empresa CCR ViaSul garante que, até a metade de agosto, quando a operação completar seis meses, os condutores não vão mais conviver com os três problemas elencados por Nardes. A promessa é do engenheiro Elvio Torres, gestor de engenharia da CCR Via Sul.

Segundo ele, a atuação da empresa na BR-448 ainda não foi percebida pelos usuários porque a prioridade, nesse momento, é solucionar problemas mais graves identificados na BR-101 e na BR-386. "A gente entende a expectativa de todos, de todas as prefeituras e moradores. Todos perguntam quando vai começar na BR-448, mas a gente tem hoje, na pista, mais de quinhentas pessoas trabalhando, na conservação e pavimentação, em quatro equipes. Duas na BR-101 e duas na BR-386. Os problemas da BR-448 já foram identificados, mas é uma rodovia jovem, ao contrário da BR-101 e da BR-386. Está em melhores condições do que as outras rodovias que a gente recebeu", pontua.

Mapeamento

Isso não significa, porém, que a empresa tenha abandonado a BR-448 nesse primeiro mês. "Não quer dizer que não estejamos trabalhando, estamos fazendo a roçada, implementando a cerca e fazendo outro trabalho muito importante, que é o mapeamento da infra-estrutura da rodovia. Temos que fazer a identificação de todas as possíveis patologias, se elas são emergenciais, ou de longo prazo", ressalta.

Buraqueira com dias contados em Sapucaia

Nesta sexta-feira, a reportagem percorreu a BR-448, e percebeu que os principais problemas no pavimento estão concentrados nos primeiros três quilômetros da rodovia, no trecho entre Sapucaia do Sul e Esteio. Há ondulações principalmente na faixa da direita, por onde circulam os caminhões. Demonstrando conhecimento a respeito da situação de cada trecho da BR-448, o engenheiro da concessionária reconhece os problemas verificados pela reportagem, mas minimiza a extensão dos danos. "Apesar dos defeitos, que são visíveis, isso representa um percentual de 2% do total da rodovia. Esses 2% estão concentrados no primeiro quilômetro, onde os problemas chegam a 10%. Tem trechos na BR-386 em que há 100% de deterioração, por isso estamos concentrados nesses pontos que precisam da primeira intervenção", pontua. "A expectativa é que a gente entre em mais três ou quatro meses ali na BR-448, que vai ser algo muito rápido. Vai ser um trabalho superficial de pavimento, para dar trafegabilidade e conforto. No segundo momento, vem a restauração, para restabelecer as condições de projeto, que é efetivamente o reforço do pavimento. Encerrada a restauração, vem o ciclo de manutenção, com manutenções periódicas nos segmentos e intervenções pontuais. Pode ter certeza que não vai mais acontecer o buraco que vem e volta", garante.

Iluminação de LED vai acabar com a escuridão

Foto por: DIEGO DA ROSA/GES
Descrição da foto:

A escuridão que aflige os motoristas em diversos trechos da rodovia, e que tem se revelado um problema crônico desde a inauguração da estrada, como mostram as frequentes reportagens do Grupo Sinos, também deve ser solucionada no prazo de seis meses, a contar do início da operação da empresa, em 15 de fevereiro. "Nós temos até seis meses para restaurar. Sabemos hoje que há roubo de cabos, problemas com foco de lâmpada, mas vamos trocar toda a iluminação por uma iluminação com lâmpadas de LED, que são mais sustentáveis e têm uma vida mais longa", projeta Torres.

Ondulações serão atenuadas

Foto por: Diego da Rosa
Descrição da foto:

De acordo com Torres, foram diagnosticados 1000 m² com problemas na BR-448, e 60% desses problemas se referem ao que ele chama de recalque, o termo técnico utilizado pelos engenheiros para designar o rebaixamento que uma edificação sofre devido ao adensamento do solo. Construída sobre uma área de banhado, a BR-448 cedeu em diversos pontos, porque, de acordo com o engenheiro, não foi respeitado o prazo para estabilização completa do solo no momento da construção. Na prática, o condutor sente o efeito "tobogã", com sobe e desce ao passar pelas juntas da rodovia. "Aquela região é de banhado, um solo mole. Existem várias técnicas para construir uma rodovia em uma área dessas. Uma delas é aplicar a carga em cima e esperar ela se estabilizar para fazer a pavimentação. Pelo que se sabe, havia um prazo para a Copa do Mundo de 2014 e para a inauguração, e não respeitaram o tempo necessário para estabilizar", diz. "Em um ponto da rodovia, o custo era tão elevado para estabilizar esse solo mole, que foi construída uma ponte. E aí você tem a rodovia em solo mole, e a ponte em cima das rochas. A rocha não cede, mas o solo sim. Por isso tem o problema das juntas, no encontro das pontes. Tudo isso nós vamos consertar e amenizar. Essas são condições para começar a operar a rodovia no prazo de seis meses", sustenta. O engenheiro também lembra que será implementada uma nova sinalização horizontal e vertical, e a rodovia passará a contar com o mesmo serviço de atendimento emergencial que hoje existe na Freeway.





  • Foto: Diego da Rosa

  • Foto: DIEGO DA ROSA/GES

  • Foto: Diego da Rosa

Jornal VS
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS