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Mobilização

Projeto para revitalizar e integrar a comunidade na Escola do Parque do Trabalhador

Ação envolve estudantes de Arquitetura e Urbanismo da Unisinos
14/04/2019 17:59

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Até alguns fios de cabelo da estudante Kassiane Teppo, 15 anos, estavam pintados na manhã do último sábado, 13, quando ela participava de uma ação que ajudou a deixar a sua escola mais viva. Kassiane e a irmã Kassiele, 14, e a amiga delas Júlia Jardim, 12, foram algumas das estudantes que estiveram nas oficinas promovidas pelo Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo (Emau) da Unisinos São Leopoldo, no Instituto Estadual Parque do Trabalhador, educandário que fica no bairro Vicentina, e onde elas estudam.

Foto por: FOTOS Diego da Rosa/GES
Descrição da foto: TRABALHO: oficinas de reaproveitamento de materiais no bairro Vicentina

Professora do curso de Arquitetura e Urbanismo e supervisora do Emau - câmpus São Leopoldo e Porto Alegre -, Débora Becker explicou que o Escritório Modelo é um programa de extensão universitário da Unisinos. "O objetivo do Emau é levar projetos e serviços de arquitetura para quem não tem acesso a eles, quem não tem condições de pagar por um arquiteto. A ideia é trabalhar com arquitetura, urbanismo e paisagismo em comunidades em situação de vulnerabilidade social. E trazer a Unisinos para dentro da comunidade, podendo ajudar um pouco na construção do seu entorno", contextualizou. Outro objetivo, conforme a supervisora, é o de desenvolver várias competências nos alunos que participam, como o sentido de colaboração, inovação, empreendedorismo e gestão de negócios.

comunidade

A partir disso e, em parceria com a Prefeitura de São Leopoldo, o Emau desenvolve projetos em áreas de invasão da cidade. Neste início de ano, a ocupação Cerâmica Anita foi um dos locais escolhidos. "Nós temos um projeto de cooperação técnica com o curso, com foco no projeto de inclusão urbana, que surgiu da necessidade do Município de regularizar áreas urbanas", disse a diretora de produção habitacional da Secretaria Municipal de Habitação (Semhab) do Município, Angela Maria Müller. Com isso, os próprios alunos de Arquitetura e Urbanismo da Unisinos fizeram inserções na comunidade para conversar com seus moradores e entender seus anseios.

Oficinas

Todas as oficinas oferecidas durante o evento, como a fabricação de bancos com pneus de trator, confecção de plaquinhas e elaboração de hortas suspensas, foram sugeridas pelos alunos do Emau. "Nós só damos suporte, mas as decisões são tomadas por eles. Eles que inventaram, trouxeram as ideias", lembrou a supervisora Débora, ressaltando que um dos motivos do projeto é promover a ação social.

Inserção da comunidade no bairro

A partir das vivências coletas pelos estudantes do Emau, o projeto foi crescendo e eles elaboraram um evento, a Oficina de Transformação Social de Micropaisagens Urbanas Efêmeras, para passar sugestões de maneiras de reaproveitamento de materiais e otimização de espaços para os moradores. "Queríamos fazer uma atividade para que a Cerâmica Anita pudesse se integrar e se sentir inserida no bairro Vicentina. Inicialmente faríamos na própria ocupação, mas, então, conhecemos a escola, vimos que muitos alunos daqui moram lá e entendemos que a escola seria o melhor jeito de eles levarem informação para os pais e de falar com a comunidade", ressaltou a estudante de Arquitetura e Urbanismo e integrante do Emau, Mariana Brum, ressaltando que a data foi escolhida pois coincidia com o Encontro Regional de Arquitetura, que também aconteceu na área do Parque do Trabalhador, no sábado, promovendo a integração entre acadêmicos do curso.

Acadêmicos sugeriram oficinas

Junto às colegas Caroline Vitorio, Luiza Maio e Cácia Leonhardt, Mariana descreveu como chegaram à Oficina de Transformação, ponto alto do projeto desenvolvido na comunidade, e o que programaram para ela. "Eles não tem espaço par ficar em dia de chuva, por exemplo, o local que eles tinham alagava. Por isso, fizemos um caminho de brita", exemplificou a estudante. Todo material levado para a ação foi doado por parceiros ou comprado com dinheiro arrecadado da venda das camisetas do Emau. "Tentamos usar materiais diversos e mais efêmeros, de maneira que eles pudessem mudar de lugar, carregar, modificar conforme a necessidade deles. A ideia é que eles possam se apropriar do espaço externo da escola e que eles possam fazer e reproduzir isso em casa", completou Caroline.

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