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Justiça

Internação hospitalar cancela júri de ex-militar acusado de matar mulher em São Leopoldo

Crime aconteceu em 2010, em São Leopoldo. Vítima era amiga do réu e estava de casamento marcado
15/05/2019 14:27 15/05/2019 14:27

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Foto por: Reprodução
Descrição da foto: André Ewerson Silva dos Santos é acusado de crime ocorrido em 2010, em São Leopoldo
Um crime bárbaro, que comoveu a comunidade do bairro Duque de Caxias, em São Leopoldo há quase nove anos segue sem um desfecho. Previsto para ocorrer nesta quinta-feira (16) no Foro da cidade, o julgamento do ex-militar André Ewerson Silva dos Santos foi cancelado nesta semana por conta da internação hospitalar do réu. Santos é acusado de em dezembro de 2010 matar a jovem Tainara Mohr Schumanski, na época com 27 anos. Tainara foi morta dentro da casa onde morava, na Rua Almirante Barroso, no bairro Duque de Caxias, atingida por mais de 70 golpes de caco de vidro na cabeça, pescoço e tórax. Conforme denúncia oferecida pelo Ministério Público, Santos, que era amigo da vítima, cometeu o crime por estar inconformado com o fato de Tainara estar de casamento marcado com um jovem na Itália. Ele foi acusado por homicídio triplamente qualificado, por ter sido cometido por motivo fútil, por meio cruel e que dificultou a defesa da vítima.

Santos chegou a ser preso preventivamente um dia após o crime. No armário pessoal do militar, na sede do 18º BIMtz, a polícia apreendeu o notebook de Tainara, onde estariam armazenados e-mails com ameaças do soldado à mulher. À polícia ele confessou ter matado Tainara, mas acabou voltando atrás, negando nas audiências. Por meio de habeas corpus conquistou liberdade provisória ainda em 2010, tendo uma nova prisão decretada em outubro de 2017. Ele constou como foragido até 23 de março deste ano, quando foi capturado no bairro Guajuviras, em Canoas. Ele foi conduzido inicialmente à Penitenciária Modulada de Montenegro, mas atualmente está no Hospital Vila Nova, em Porto Alegre, tratando de uma grave pneumonia que teria contraído no cárcere.

Responsável pela defesa do réu, o defensor público Lisandro Luís Wottrich, conta que Santos faz questão de participar do julgamento, o que, por conta do estado de saúde dele, se faz inviável. Não há nova data prevista para o júri. No entanto, Wottrich ressalta que Santos mantém a versão de inocência. “Ele diz que foi pressionado a assumir a autoria na polícia, durante um depoimento que deu sem a presença de um advogado. Ele não foi o autor do crime e vamos demostrar isso pela prova pericial de local e pelas lesões na vítima que não foi ele quem fez. Soma-se a tudo isso, o perfil dele, que era um militar de confiança e respeitabilidade dentro do exército, que iria pra uma missão de paz no Haiti. Ele era amigo da vítima e não tinha motivo para isso”, comenta o advogado.

"Julgamento justo"

No aguardo pelo desfecho do caso há quase nove anos, a família da vítima se manifestou sobre o cancelamento do júri por meio de seu advogado, Diogo Lauermann, ressaltando ter recebido com tristeza a notícia do cancelamento. “Faz oito anos que a família, amigos, advogados e a sociedade Leopoldense aguardam pelo desfecho desse fato que dilacerou a vida de muitas pessoas, não só a de Tainara. Em que pese a longa espera, esta não pode ser atribuída ao Ministério Público, tampouco ao Poder Judiciário. Ambas as instituições sempre buscaram conduzir o feito com celeridade”, afirma Lauermann.

O advogado reitera ainda que o réu merece um julgamento “justo”. “Com a garantia de todos os seus direitos, especialmente a oportunidade da sua presença, preservando-lhe o direito de dar a sua versão, o que não pode ocorrer nesse momento em função da sua internação hospitalar. Rogamos para que o acusado tenha uma rápida recuperação e retome sua plena saúde, a fim de que possa ser julgado perante o Tribunal do Povo e, então, seja encerrado esse triste capítulo da história de São Leopoldo”, finaliza.

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