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Transtornos

Lixo, acidentes e prejuízo: sem obras há dois meses, RS-118 acumula problemas

Moradores, comerciantes e usuários da rodovia convivem com transtornos na RS-118 desde abril
10/06/2019 20:48

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Proprietário de uma loja de materiais de construção localizada às margens da RS-118, em Sapucaia do Sul, o empresário Fernando Mattos de Souza, 33 anos, esbanjava otimismo com o futuro do negócio quando as obras de duplicação da rodovia tiveram início naquele trecho, no ano passado. Os trabalhos avançaram em ritmo acelerado nos últimos meses de 2018, mas, desde o início de abril, Souza não vê mais máquinas na pista: restaram apenas as placas de sinalização e um legado de transtornos para os moradores do entorno. "O nosso movimento caiu na casa dos 40% a 50% por causa do acesso. Esse acesso aqui, fomos nós que tivemos que fazer, porque abriram o buraco e deixaram como tava. Quando ficar pronto, vai melhorar, com certeza. Mas vai ficar pronto?", questiona Mattos.

Foto por:
Descrição da foto: CONTRASTE: ninguém trabalha no trecho que estaria em obras

Morador da Rua Tenente Timbaúva, no bairro Capão da Cruz, o aposentado Carlos Alberto Gonçalves, 64 anos, estende a reclamação de Mattos para problemas corriqueiros. "Agora que abriram essas valas, o pessoal vem e coloca lixo. Não pode colocar roupa no varal, por causa da fumaça", diz Gonçalves, que mora no local há 25 anos. Ele conta que perdeu 35 metros quadrados de área construída do terreno com a reintegração de posse, e até hoje não recebeu os valores da indenização. "Estamos na Justiça, porque queriam pagar uma mixaria", lamenta.

Próximo dali, na Rua Santo Onofre, a queixa da dona de casa Celia Pereira, 58, é por conta da infestação de ratos. "Deixaram esgoto a céu aberto, então dá muito rato. Tu vê eles por todos os lados, é uma vergonha. E também dá mosquito, porque, quando chove, fica água parada. Isso pra não falar da lama e do barro. A gente ficou abandonado depois que as obras pararam", reclama.

PARALISAÇÃO

As obras de duplicação da RS-118 no trecho de Sapucaia do Sul estão sob responsabilidade da empresa Toniolo Busnello. Após trabalhos acelerados no ano passado, a empresa retirou suas máquinas e funcionários do canteiro de obras no início de abril ano, por falta de pagamento dos serviços prestados e inexistência de orçamento para a obra. Em 2018, a empresa chegou a atuar com cem funcionários no local, além das dezenas de máquinas.

Estado alega que dá prioridade às obras

Embora as obras de duplicação estejam paradas há dois meses por falta de previsão de pagamento às construtoras, o governo do Estado continua alegando que trata a duplicação da RS-118 como prioridade. Procurada pela reportagem, a Secretaria de Logística e Transportes afirma que está empenhada para viabilizar recursos para concluir a duplicação. "O governo do Estado reafirma que a duplicação da RS-118 é tratada com prioridade entre os projetos rodoviários. Por isso, juntamente com a Secretaria de Logística e Transportes e o Daer, está mobilizado para viabilizar os recursos necessários à retomada e conclusão da obra, mesmo diante do desafio de reequilíbrio das finanças públicas", diz a nota, lembrando que já foram investidos cerca de R$ 200 milhões nas obras de duplicação, e que cerca de 70% do trabalho está concluído. De acordo com o governo, serão necessários mais R$ 120 milhões para que os serviços sejam finalizados, mas não há previsão para disponibilidade dos recursos.

Uma duplicação arrastada e picotada

LOTE 1

Abrange os quilômetros 11 ao 22, em Gravataí. A obra está sendo tocada pela empresa Sultepa e está 54% concluída. Avança em ritmo lento, segundo o governo estadual.

LOTE 2

Também em Gravataí, o lote 2 compreende os quilômetros 5 ao 11. A duplicação é responsabilidade da empresa Sultepa, que concluiu 83% dos trabalhos. O ritmo é lento.

LOTE 3

Abrange os quilômetros 0 ao 5, em Sapucaia do Sul, e é o trecho mais crítico da rodovia. Foram concluídos 53% dos trabalhos, pela empresa Toniolo Busnello, mas a obra está parada. No trecho, estão em andamento apenas as obras do viaduto sobre a avenida Theodomiro Porto da Fonseca, que está 75% concluído, e as pontes sobre o Arroio Sapucaia, que chegou a 45%.

Foto por: FOTOS DIEGO DA ROSA/GES
Descrição da foto: ANDANDO: viaduto sobre Avenida Theodomiro Porto da Fonseca está 75% concluído

JÁ FOI NOTÍCIA

Foto por:
Descrição da foto:
O Jornal VS tem acompanhado de perto o andamento das obras de duplicação na RS-118, que se arrasta há mais de uma década. No ano passado, quando o processo de reintegração de posse foi concluído, o assunto voltou à tona. Em abril, porém, as obras pararam novamente, e receberam destaque na edição do dia 11 de abril. Os trabalhos seguem paralisados desde aquela data.

 

SAIBA MAIS

Com o nome Rodovia Mário Quintana, a RS-118 tem sua duplicação aguardada há décadas por moradores da região e pelos condutores que utilizam a rodovia diariamente.

A duplicação se arrasta há anos, e abrange 22,4 quilômetros da estrada, do entroncamento com a BR-116, em Sapucaia do Sul, ao entroncamento com a BR-290 (free way), em Gravataí.

No governo anterior, as obras foram retomadas, e mais de 300 endereços tiveram reintegração de posse por parte do governo estadual no trecho de Sapucaia. Os trabalhos iniciaram em ritmo intenso, e a expectativa do então governador José Ivo Sartori era concluir a duplicação de toda a rodovia até o fim de 2018, restando investir R$ 90 milhões para isso. Com a troca de governo, os prazos mudaram, e o valor foi reajustado. Agora, o governo trabalha com a data de conclusão para o final de 2020, e calcula que ainda sejam necessários R$ 120 milhões para concluir os trabalhos. Durante a campanha eleitoral, o governador Eduardo Leite afirmou, em mais de uma oportunidade, que daria prosseguimento às obras, e esse compromisso também foi firmado pelo vice-governador Ranolfo Vieira Jr.

Jornal VS
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