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12 de junho

Dia dos Namorados para uma vida inteira

Data é um momento de se apaixonar todos os dias
12/06/2019 03:00 12/06/2019 07:48

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Foto por: Alecs Dall'olmo/GES-Especial
Descrição da foto: Marianne e Alcino celebram mais de seis décadas de amor
Hoje é o Dia dos Namorados. Dizem que a data foi criada para troca de presentes, cartões e declarações de amor. A escolha da data, lá no fim dos anos 40, teve como base o Dia de Santo Antônio, comemorado amanhã, dia 13. Santo associado ao casamento. E a data caiu no gosto dos namorados. São várias as histórias de casais apaixonados, de alguém que pediu alguém em namoro. Pedido que sofre algumas variações com o passar do tempo, mas que na síntese segue na moda em diferentes formas de dizer, de se manifestar, de encontrar caminhos. E quem sabe ser pedido para propor uma vida inteira. Mas também pode ser só por um período, pode ser repleto de retornos, saudade, pode ser só uma vez. Sempre "infinito enquanto dure" como escreveu o poeta. E quase sempre há uma música. Ou mais de uma. Uma música que encurta as distâncias e acaba marcando a partitura de vidas. Foi o caso dos professores Alcino Ferreira de Mello, 86 anos, e Marianne Ferreira de Mello, 83, mais de 60 anos de namoro e músicas.

Definitivamente, a música marcou a vida deles. Há quatro anos, eles decidiram mudar para uma instituição de longa permanência (ILPI). Entre os bens preciosos, estavam fotos, discos e o companheirismo. "Achamos prudente fazer essa mudança e estamos bem. Juntos como sempre estivemos nos últimos muitos anos e com as canções, composições. Junto com Wolfgang Amadeus Mozart", brinca ela, lembrando que eles se conheceram cantando. "É mesmo! Ela cantava muito bem. Éramos de um grupo de coral. Um grupo para rapazes e outro para as moças. Às vezes ocorriam apresentações conjuntas. Uma vez nos apresentamos com toda a pompa e sala lotada no Theatro São Pedro, na capital. Foi lindo. E ela me deu umas piscadas", destaca ele. "Ele também piscou", completa Marianne.

Trabalho, planos e e vida juntos

Alcino e Marianne trabalharam em escolas em várias cidades, fizeram um intercambio de docência e observação por um ano, em 1966, em Wuppertal , na Alemanha.

Nas andanças, sempre juntos, em diferentes cidades, enfrentando desafios de conviver com as canções que cantaram juntos, que cantarolaram um para o outro, as que deixaram pra trás, as que retomaram e as que sempre os acompanham onde quer que estejam.

"Acho até que ainda tem por aí programas de rádio que fiz sobre música erudita", salienta ele. Na estante de CDs, a sonoridade de muitos dias. E os planos do casal: ouvir música juntos.

"Tudo tinha um outro ritmo"

E o pedido de namoro não tardou muito. Na avaliação dela, demorou um pouco. "Tudo era mais devagar, tinha um outro ritmo. Devagar, mas acontecia. Começamos a namorar. Estudamos muito, começamos a trabalhar e iniciamos a nossa família", conta ela. Eles têm três filhos - com idades de 60 anos, 55 e 52 - e seis netos. Colocaram na partitura de namorados a melodia de encontros, de afinidades de uma vida inteira. A melodia da cumplicidade. Essa melodia se fosse escrita por Mozart exigiria enorme habilidade em diferentes andamentos. Exigiria também uma dedicação às coisas simples, do cotidiano que marcam o conviver. Isso só se aprende quando se anda junto observando os andamentos do tempo.

Escolha pelo mesmo curso

Os dois decidiram pela licenciatura. São professores formados em Letras com ênfase em Línguas Neolatinas. São línguas que evoluíram do Latim falado por volta do século 7 d.C.. São chamadas de línguas românticas. Entre elas estão o italiano, o português e francês. "Sempre gostei de música e do texto, da questão dos idiomas", conta ela, explicando que acabaram os dois no curso de Letras. Os dois trabalharam com professores em instituições de cidades da região como de São Leopoldo, Novo Hamburgo, Estância Velha. "Decidimos morar em São Leopoldo. Ficamos apenas um período em Novo Hamburgo por questões de saúde de meu pai que morava em Novo Hamburgo. Optamos por ficar perto dele com toda a família", conta ela. Após esse momento, eles retornaram para São Leopoldo.

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