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São Leopoldo integra o Vale Germânico e cresce na classificação do turismo

Município recebeu classificação B, ficando ao lado de outras 22 cidades. No RS, apenas Porto Alegre e Gramado são A

Por Juliane Kerschner e Bruna Mattana
Última atualização: 28.08.2019 às 17:28

Uma área que abrange nove municípios do Vale do Rio dos Sinos passou a ser reconhecida oficialmente como Vale Germânico, por meio da portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira, que define o Mapa do Turismo Brasileiro 2019. São Leopoldo, que subiu da categoria C para a B na classificação desse mapa - que vai de A a E -, aparece ao lado de Novo Hamburgo, Campo Bom, Ivoti, Dois Irmãos, Sapiranga, Araricá, Morro Reuter e Santa Maria do Herval na nova região turística do Estado.

O secretário de Cultura e Relações Internacionais de São Leopoldo, Pedro Vasconcellos, comemorou a definição do Vale Germânico e o aumento da nota do Município. Das 345 cidades gaúchas avaliadas, 22 receberam B e apenas Porto Alegre e Gramado são A. Na região de cobertura do Jornal VS, Portão recebeu a classificação D. Sapucaia do Sul, Esteio e Capela de Santana não aparecem no documento.

Vasconcellos lembra que o Vale Germânico vai fortalecer ainda mais a cultura alemão em São Leopoldo, que é reconhecida nacionalmente como Berço da Colonização Alemã no Brasil desde 2011 por lei federal. "Sem falar que através disso, podemos buscar qualificar a mão de obra para recebermos turistas. É uma conquista fruto de muito esforço", acrescentou.

Turismo regional

A diretora de Turismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turístico e Tecnológico (Sedettec), Lilia Motta, explica que esse projeto do Vale Germânico está dentro de uma ideia de regionalização do turismo. "Ao invés de tentar promover só uma cidade, devemos buscar promover todo o entorno, pois assim chamamos mais turistas, além de ser mais fácil a busca por recursos e benefícios. Agora queremos conseguir placas de sinalização e criar rotas e programas para o turismo", cita.

Gastronomia, história, costumes e cultura

A definição da nova nomenclatura ocorreu durante a reunião da Associação dos Municípios do Vale do Rio dos Sinos (Amvars), em julho deste ano, no Fórum do Turismo do Vale do Sinos. A turismóloga Juliana Kroetz, que na época atuava na Secretaria Executiva da regional turística e realizou o processo de cadastramento do pedido junto ao Ministério do Turismo, ressalta que a alteração se deve às características regionais que os municípios possuem (em sua grande parte com descendentes de imigrantes alemães) e pelo apelo turístico que esta característica carrega. "Entre os aspectos que assumem esta marca estão a gastronomia, a história local, os costumes e a cultura de uma forma geral. O nome Vale do Rio dos Sinos ainda será utilizado para localização geográfica dos municípios. Já o Vale Germânico definirá fins turísticos", explica.

Entidade comemora

A decisão foi comemorada pelos representantes da Amvars. "Não deixamos de ser Vale do Sinos, isso é uma questão geográfica. No entanto, houve esse movimento pois há um atrativo turístico maior na denominação", explica a presidente da associação de municípios e prefeita de Novo Hamburgo, Fatima Daudt. Ela explica que a movimentação de gestores em prol da causa foi feita sem alarde. "Adotamos cautela na divulgação desse movimento para que outras regiões não viessem a se apropriar da nomenclatura", disse. Ela ressalta que o nome tem a ver com o DNA da região.

Novo nome próximo do bicentenário

O diretor de Turismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Novo Hamburgo, Deivid Schu, diz que essa é uma grande oportunidade de fortalecer a cultura germânica da região, ressaltando a proximidade do Bicentenário da Imigração Alemã em 2024. "Não deixamos de ser Vale do Sinos, mas isso nos dá a oportunidade de nos vendermos como Vale Germânico", destaca.

Além do rio

O professor e historiador Martin Dreher considera que a oficialização do Vale Germânico e a nota mais alta de São Leopoldo no Mapa do Turismo não trarão mudanças significativas para a cidade. "Eu acho que as pessoas continuarão a passar para o outro lado do Rio dos Sinos. Afinal o interesse pelo turismo na região começa depois de Novo Hamburgo e nossa cidade não fez muito para que isso mude, um exemplo claro é o que aconteceu com a Casa do Imigrante e o completo abandono do Museu Histórico. O Poder Público não vem incentivando o turismo e nem preservando", afirma o historiador.

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