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Notícias | Região Estância Velha

Médico é indiciado por homicídio culposo em caso de morte de modelo

Caso aconteceu em julho do ano passado em Estância Velha

Publicada: 12.09.2019 às 13:02

Foto por: Reprodução/Facebook
Descrição da foto: Sara Amaral tinha 23 anos e era modelo e estudante de Economia
Após mais de um ano da morte da jovem modelo e estudante de Economia, Sara Amaral, de 23 anos, o médico que a atendeu repetidas vezes em julho do ano passado no Hospital Getúlio Vargas foi indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar). De acordo com a investigação, a conduta do médico foi negligente e descumpriu regras da rede pública. Além disso, o motivo da morte usado no atestado de óbito foi refutado pela necropsia. Na época, familiares da vítima registraram ocorrência na delegacia alegando erro médico.

Eles questionavam a postura do médico, de 29 anos, natural de Goiânia, Goiás, que não teria atendido Sara corretamente e emitido atestado de óbito liberando o corpo sem a possibilidade de necropsia. A vítima chegou às 9 horas do dia 2 de julho no hospital, quando foi atendida pelo investigado. Após exames laboratoriais, ela foi liberada para voltar para casa às 15h30. Às 17 horas, os familiares buscaram uma segunda opinião, no posto de saúde, tendo sido atendidos por uma médica, que deu encaminhamento para internação, ante grave quadro clínico e risco de vida.

Vítima teve pedido de internação negado

Por volta das 19 horas do mesmo dia, Sara retornou ao hospital, sendo novamente atendida pelo médico investigado, que não acolheu o pedido de internação, tendo a reavaliado e determinando que ficasse em observação.No entanto, Sara teve piora no quadro, passando a delirar, tendo febre e dor intensa. Mais tarde, a jovem teve uma parada cardiorrespiratória, tendo sido reanimada pela equipe plantonista. Os familiares foram informados que Sara deveria ser transferida para um outro hospital que oferecesse unidade de terapia intensiva.

A morte foi atestada às 3h45 do dia seguinte. Após o registro na Polícia, a família solicitou o pedido de internação dado pela médica de posto de saúde, que foi encontrado por uma enfermeira no lixo do hospital. Por conta disso, o médico também foi indiciado por fraude processual pelo descarte do documento. Segundo a polícia, o médico não atua mais no Hospital Getúlio Vargas e também não reside mais no Estado, não tendo ainda comparecido a interrogatório. O inquérito foi remetido ao Judiciário.

Suspeita de H1N1 ou dengue hemorrágica

A romaria para descobrir o que causavam os sintomas em Sara começou no dia 29 de junho do ano passado. Ela foi no hospital naquele dia e voltou no sábado, sendo liberada. Com o quadro agravado, a jovem retornou na segunda-feira, passou por exames e o médico disse que não constava nada, a liberando. Preocupados, familiares a levaram até um posto de saúde. Nesse local uma médica constatou anemia e alterações no fígado, solicitando internação emergencial. A família ainda ouviu da médica que poderia ser suspeita de H1N1 ou dengue hemorrágica

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