Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Av. João Corrêa, 1017 - Centro - São Leopoldo/RS - CEP: 93010-363
Fones: (51) 3591.2000 - Fax: (51) 3591.2032

PUBLICIDADE
Viver com Saúde

Diástase: separação dos músculos abdominais pode ser corrigida com exercícios

Afastamento dos músculos do abdômen dá aspecto saliente à barriga, principalmente após a gravidez
01/04/2019 03:00 02/04/2019 14:56

-

Foto por: Alan Machado/GES
Descrição da foto: Diástese abdomen
Temida pelas gestantes, a diástase nada mais é que o afastamento dos músculos do abdômen. Dependendo da gravidade, a barriga fica saliente mesmo que a pessoa não tenha excesso de peso. A fisioterapeuta Cris Mello explica que o problema ocorre com o rompimento da linha alba, que é feita de tecido conjuntivo e que divide o músculo reto abdominal - aquele que forma os "gominhos". "A diástase se forma ou pelo aumento de pressão interna do abdômen por grandes esforços ou pela distensão do músculo durante a gravidez."

Muito comum principalmente em mulheres com mais de uma gestação, a diástase também atinge homens e o público feminino que não tiveram filhos. "Se é uma pessoa sedentária, com flacidez, obesa e que faça grandes esforços, tende a ter a ruptura da linha alba". Sem essa "parede", há o aumento da pressão interna das vísceras, o que deixa a barriga protuberante.

Causas

Entre as causas para o aumento da Pressão Intra Abdominal (PIA), também estão: flacidez, sedentarismo, obesidade, permanecer sentado muitas horas, trabalho ou exercício que envolvam muita força, onde a atividade tenha sobrecarga de força e o aluno não tenha tônus suficiente para realizá-la.


Além da estética

O lado estético é, normalmente, o primeiro a incomodar, porém a diástase pode implicar em problemas de saúde. "Pode causar hérnia de vísceras, de hiato e pode, até, estar associada à dor de lombar", já que o abdominal tonificado é que protege a coluna durante os grandes esforços, revela.

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser feito de duas formas. Uma delas é a ecografia e a outra por meio do toque do terapeuta. O profissional identificará se a diástase é passiva ou ativa. "Passiva é se o dedo do terapeuta já entra na linha alba com a pessoa em repouso. A ativa é se ela posiciona a coluna, como se fosse fazer uma abdominal, e o dedo entra", explica.

Fortalecimento do músculo ajuda na prevenção

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Cris Mello
A profissional explica que a prevenção é o fortalecimento do músculo e a reeducação da respiração, para que seja feita mais pelo pulmão e não tanto pelo abdômen. A técnica indicada por Cris Mello é a Low Pressure Fitness (LPF), que tem foco na diminuição da pressão abdominal. "Ele chapa a barriga e reposiciona os órgãos para cima, tirando toda a pressão do baixo ventre. Reduzindo a pressão, o músculo fica com uma parede de proteção mais intensa e, assim, estimula também o colágeno e a elastina que faz a união da diástase", recomenda.

Low Pressure Fitness

A técnica combina posturas da Reeducação Postural Global (RPG) e do ioga com foco em respiração com sucção do abdômen. Consiste em respirar e fazer uma apneia em formato de vácuo. "O abdômen forma um espartilho, essa sucção faz com que o músculo reto abdominal se aproxime e se alongue."

Resultados

A bancária Thais Blume dos Reis, de 35 anos, começou as sessões dois meses após o parto. Em pouco tempo de prática, já notou diferença. "Sinto que melhorei em vários aspectos, principalmente na postura e em relação à dor nas costas", comemora.

Cirurgia plástica pode ajudar

Foto por: Tiago da Rosa/GES
Descrição da foto: Kleber Fisch
Há quem opte pela cirurgia plástica para corrigir a diástase. De acordo com o cirurgião plástico Kleber Fisch, o procedimento consiste em aproximar os músculos retos do abdômen entre si, refazendo a linha média vertical. A correção "se torna obrigatória nos casos em que ocorre uma protusão do abdômen (abaulamento) ou dor, geralmente com mais de 8 centímetros de afastamento", explica.

Para evitar a incisão grande no meio da barriga, o médico indica associação à abdominoplastia. "Diria que é de dor normal comparada a qualquer outro procedimento, não sendo exageradamente dolorosa".

A recuperação é longa, por tratar-se de cirurgia com tensão muscular. "Deve-se observar um período de dois a três meses sem esforços com o abdômen. No mais, em quinze dias volta-se às atividades cotidianas", finaliza.

Jornal VS
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS