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Viver com Saúde

Trombose mata uma pessoa a cada 37 segundos, ressalta especialista

Coágulos foram responsáveis por mais de 65 mil internações no País em apenas sete meses
22/04/2019 03:00 22/04/2019 15:00

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Foto por: Fotolia
Descrição da foto: Trombose é uma barreira que impede o fluxo correto do sangue pelos vasos sanguíneos
Muito mais do que aquele peso nas pernas, até porque ela pode chegar a outras várias partes de nosso corpo. A trombose é uma doença que precisa de atenção de um profissional de saúde, tanto na prevenção quanto no tratamento. Conforme o Ministério da Saúde, somente entre os meses de janeiro e julho de 2016, a trombose foi a causa de 65.316 internações nos hospitais do Brasil. O médico hematologista e emergencista na Unimed Vale do Sinos, Natalício Kern Filho, ressalta ainda outro dado importante: segundo a Organização Mundial de Saúde, os coágulos são responsáveis pela morte de um indivíduo a cada 37 segundos. O dado é alarmante, mas acredite: esse final pode ser prevenido, principalmente a partir de alguns cuidados com os primeiros sintomas e da adoção de bons hábitos de vida.

Foto por: Eduardo Cruz/GES-Especial
Descrição da foto: Natalício Kern Filho, médico hematologista
“Trombose é uma condição de anormalidade no fluxo de sangue, é a doença gerada por coágulos que se formam no interior dos nossos vasos sanguíneos, sejam veias ou artérias. O sangue é para fluir, não pode haver obstáculos. Ele chega nas vísceras e órgãos do nosso corpo pelas artérias, saindo do coração, rico em oxigênio, e volta pelas veias pobre em oxigênio até chegar no coração e pulmões para ser novamente oxigenado. Então, se a trombose for nas veias, nas extremidades de braços e pernas ou até nas coxas, como o sangue não retorna pelas veias, o paciente fica inchado, azulado e com muita dor. Esses coágulos podem se deslocar para as veias do fígado, ao tentar retornar ao coração, ou direto a uma artéria pulmonar causando embolia pulmonar. A trombose então pode acontecer em outros locais do corpo: a trombose da coxa pode parar na alça do intestino e aí o paciente vai para a Emergência com uma dor abdominal aguda, achando, por exemplo, que se trata de uma apendicite e na cirurgia se verifica o comprometimento do intestino”, detalha.

O médico ainda ressalta que a trombose pode atingir as artérias. “O entupimento na artéria é muito mais grave. A trombose venosa profunda é uma emergência médica, mas a arterial é mais séria, pois a obstrução arterial no cérebro, por exemplo, é um acidente vascular cerebral, o AVC, na retina de um olho tira sua visão subitamente – muitas vezes pode ser apenas de um lado, de um olho –, sobre as artérias do coração um infarto, que tem suas complexidades, e em nível das artérias pulmonares, há ainda a embolia pulmonar, que tem risco de mortalidade e necessita de um tratamento intensivo, com medicação para dissolver o coágulo de urgência. Quando o sangue não chega nas extremidades você pode perder esses locais dos dedos, dos braços ou de pernas. A extremidade de braços e pernas fica fria, pálida e a pessoa tem muita dor”, informa.

Como se trata uma trombose?

Natalício lembra que em ambos os casos, o tratamento precisa ser breve e preciso. "Nas tromboses venosas, é preciso hospitalizar o paciente via Emergência e utilizar medicações para dissolver o coágulo, as heparinas. Já na trombose das artérias há protocolos específicos para o AVC e para o infarto, com aspirina e medicações específicas para dissolver o coágulo imediatamente e a morfina para tratar a dor, principalmente no caso do infarto, além do controle de pressão arterial. Quando é uma obstrução de extremidade, como a perna, os médicos vasculares são chamados e ajudam passando um cateter dentro da artéria e puxando-o, como se fosse um guarda-chuvas, usando então o chamado de cateter de Fogarty. Na essência, se afina o sangue, com uso dos anticoagulantes com heparinas, sejam eles subcutâneos ou na veia, dentro de uma Emergência ou de uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), e com o uso das medicações que dissolvem o coágulo mais complexo, o trombo, chamadas de trombolíticos", ressalta.

Prevenção é regra

A mobilidade do corpo está entre os fatores de prevenção das tromboses, alerta o hematologista. "As tromboses venosas profundas estão ligadas por vezes a fatores como imobilização prolongada, um exemplo clássico é o pós-operatório de uma cirurgia. Ainda podemos citar traumas e fraturas, especialmente no idoso que quebra o quadril ou o fêmur e fica muito tempo acamado. Existe uma tríade que define: onde há corpo parado e sangue parado, há coagulação, é um processo físico. Se for viajar por muito tempo, de ônibus por exemplo, ou os caminhoneiros que passam um longo período sentados ou aquele passageiro de muitas horas dentro de um avião, a dica é usar uma meia elástica se a viagem durar mais do que quatro horas sentado", cita.

No caso do coágulo nas artérias, os cuidados precisam se tornar parte da rotina. "Nas tromboses arteriais é preciso excluir a pressão elevada, o colesterol, a obesidade e o eliminar o fumo, ou seja, é como a prevenção do infarto e do AVC. Esta, então, seria uma outra rota da prevenção. Sangue parado dará coágulo, principalmente acima dos 40 anos. Já abaixo dos 40 é preciso investigar a trombofilia, as doenças genéticas ou hereditárias que causam a trombose. E o a anticoncepcional entra aqui, em alerta para as mulheres."

Mais ferro no sangue, maior o perigo

Além das tromboses, o médico de Novo Hamburgo ressalta que, em relação ao nosso sistema circulatório, os maus hábitos podem também levar à hemocromatose, que é o acúmulo de ferro no organismo. "No nosso corpo, o ferro se acumula por questões genéticas, o que é chamado então de hemocromatose hereditária, geralmente de pacientes com história familiar por vezes de cirrose ou diabete, ou quando há o acúmulo adquirido, ou seja, a partir dos hábitos errados de vida como comer demais e de forma errônea, a obesidade, o fígado gorduroso e a ingestão excessiva de álcool. A hemocromatose tem importância quando, a partir dos 40 anos, os níveis de ferro atingem acima de 1 mil. Neste caso, o paciente tem risco para a cirrose, diabete, insuficiência cardíaca e impotência sexual nos homens", diz.

A atenção com os níveis de ferro destes pacientes deve ser constante, além de mudanças na rotina destes pacientes. "A hemocromatose quando é adquirida está associada a uma desordem chamada síndrome metabólica, em que a mudança do estilo de vida corrige os contextos, além das sangrias necessárias para retirar o que acumulou de ferro no sangue. Já a hemocromatose hereditária, a partir dos 40 anos, precisa de atenção maior porque os níveis de ferritina superam 1.500 ou 2.000 ng/ml, são pacientes em que o risco de cirrose e diabete é maior e aí as sangrias são necessárias, além de um estilo de vida mais saudável", reforça o médico.

Natalício ainda explica a diferença entre a sangria e a doação voluntária de sangue destes pacientes. "No primeiro momento, se prioriza as sangrias e o sangue é inutilizado. As sangrias são feitas a cada duas ou quatro semanas quando se retira 450 ml de sangue. Quando os níveis de ferritina estiverem em homens abaixo dos 400 ng/ml e nas mulheres abaixo de 300 ng/ml, o benefício é entrar numa corrente positiva com protocolo de doação voluntária de sangue: o homem quatro vezes ao ano e a mulher três vezes ao ano. Assim, se cria então esse benefício de ajudar quem precisa além de controlar a sobrecarga de ferro no corpo. Lembrando que as mulheres descobrem a hemocromatose principalmente depois que ingressam na menopausa, a partir dos 50 ou 55 anos", informa.

Prevenção é regra

A mobilidade do corpo está entre os fatores de prevenção das tromboses, alerta o hematologista. “As tromboses venosas profundas estão ligadas por vezes a fatores como imobilização prolongada, um exemplo clássico é o pós-operatório de uma cirurgia. Ainda podemos citar traumas e fraturas, especialmente no idoso que quebra o quadril ou o fêmur e fica muito tempo acamado. Existe uma tríade que define: onde há corpo parado e sangue parado, há coagulação, é um processo físico. Se for viajar por muito tempo, por exemplo, ou os caminhoneiros que passam um longo período sentados ou aquele passageiro de muitas horas dentro de um avião, a dica é usar uma meia elástica se a viagem durar mais do que quatro horas sentado”, cita.

No caso do coágulo nas artérias, os cuidados precisam se tornar parte da rotina. “Nas tromboses arteriais é preciso excluir a pressão elevada, o colesterol, a obesidade e o eliminar o fumo, ou seja, é como a prevenção do infarto e do AVC. Esta, então, seria uma outra rota da prevenção. Sangue parado dará coágulo, principalmente acima dos 40 anos. Já abaixo dos 40 é preciso investigar a trombofilia, as doenças genéticas ou hereditárias que causam a trombose. E o a anticoncepcional entra aqui, em alerta para as mulheres.”

Abortos espontâneos são trombose

O médico destaca a importância da participação do hematologista no tratamento para mulheres que querem engravidar e tiveram abortamentos espontâneos por duas ou três vezes. Nesses casos, é necessária uma investigação da trombofilia, ou seja, a predisposição para desenvolver tromboses. “O abortamento, na visão da hematologia, é uma trombose, ou seja, um coágulo que interrompeu o fluxo de sangue da mãe para o feto. As trombofilias podem ser de natureza adquirida, como o lúpus e o reumatismo, ou de natureza hereditária. Um exemplo desta última seria deficiência de fatores de coagulação sanguínea ou proteínas da coagulação, como proteína S ou C, a mutação da MTHFR, além da Síndrome Antifosfolipídica, mutações ligadas ao abortamento. Para isso, a hematologia investiga e fornece do começo ao fim de uma nova tentativa de gravidez a aspirina infantil e as injeções subcutâneas diárias de heparina até o parto estar estabelecido em termo, com 38 ou 39 semanas”, esclarece.

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