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Cultura em Trânsitos

Ao mestre Ivo Bender

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Obrigado por toda a cena e esperando sempre mais. Talvez essas sejam as frases mais adequadas para parabenizar o leopoldense Ivo Bender, que completou 82 anos nesta semana. Bender é dramaturgo, tradutor e professor. Se moveu entre traduções de obras de Racine, Emily Dickinson e Harold Pinter. A primeira dramaturgia escrita a mão ganhou tensão em As Cartas Marcadas ou Os Assassinos, de 1961. a partir daí muitos intensidades. De As Cartas Marcadas e A Terra Devorada, passando O Cabaré de Maria Elefante, de 1981, até o musical Fantástica Aparição de Red-Rider em Brejo Seco Pondo Fim a uma Situação Insustentável. Um dramaturgo multiplicado.

Trilogia Perversa

Em 1988, Bender escreve a Trilogia Perversa. Textos inspirada em mitos gregos, mas transpostos para os primórdios da colonização alemã. A peça 1874, que tem como base a tragédia Ifigênia em Áulis, de Eurípides, Bender adaptada para o episódio dos Mucker liderados por Jacobina Maurer.

Bender é um mestre. Um mestre no fluxo. Um criador de almas. É um devorador de mundos. É tensão que espera Godot. Enfim, um homem exposto que faz circular um teatro perverso, absurdo e tão ao lado da gente. Parabéns, mestre!

Sem Roth

“O corpo contém a história da vida tanto quanto o cérebro”. Assim o escritor norte-americano Philip Roth, que morreu neste semana aos 85 anos, abre o prelúdio de seus livro Animal Agonizante. Obra visceral. Aliás, páginas viscerais desde O Complexo de Portnoy, publicado em 1969. Do autor ainda Pastoral Americana e A Marca Humana.

Museu da Comunicação Ospa apresenta

A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) apresenta no dia 27 de maio, domingo, às 17 horas, um recital do Quinteto Porto Alegre, formado por músicos da orquestra, que interpretará repertório do barroco ao contemporâneo. Performance será no Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, no Centro, na capital. A entrada é gratuita

Srta. Jazz

Ella Fitzgerald, Nina Simone, Billie Holiday, Sarah Vaughan, Etta James, Edith Piaf, Dinah Washington, Peggy Lee. Elas estão na voz Melina Vaz, 24 anos, que começou sua carreira profissional interpretando os sucessos de Amy Winehouse. Atualmente está radicada em São Paulo para expandir seu trabalho na cena jazz nacional. Mas vez ou outra retorna para momentos sonoros. Próxima parada aqui perto será dia 27, às 20 horas, com Melina Vaz & Trio, no Café Fon Fon (Rua Vieira de Castro, 22, na capital). E o trio é Ras Vicente (piano), Rodrigo Arnold (baixo acústico) e Martin Estevez (bateria) .

Giratório

No último fim de semana d 13º Festival Palco Giratório Sesc/POA o grande destaque é o espetáculo Mulamba, com apresentações na hoje e amanhã, 25 e 26 de maio, no Theatro São Pedro, às 21 horas. . Confira mais informações abaixo.

Fim

No dia 26 ocorre o encontro Crítica, Curadoria e Mediação Cultural, às 16h, no Teatro Sesc Centro. O momento é destinado ao diálogo aberto entre público, pensadores, técnicos, atores e produtores de arte sobre a cena cultural vista ao longo do Festival Palco Giratório Sesc/POA

Uma única noite para o jazz, a voz e o piano de Diana Krall

Nesta terça-feira, dia 24 a diva do jazz se apresenta, às 21 horas, no Auditório Araújo Vianna.

Reprodução /
Nesta terça-feira, dia 24 a diva do jazz se apresenta, às 21 horas, no Auditório Araújo Vianna
Quando Live In Paris entrou no setlist da sensibilidade atenta, a pianista canadense Diana Krall confirmou a tentação da voz e do som do piano. Simplesmente uma artista capaz de percorrer a história, resgatar momentos, fomentar parcerias, flertar com genialidades, se deixar fascinar. Nesta terça-feira, dia 24, a diva do jazz, ganhadora de de cinco prêmios Grammy e 16 álbuns, sendo oito álbuns no topo da Billboard Jazz Albuns, se apresenta, às 21 horas, no Auditório Araújo Vianna, com a turnê mundial do álbum Turn Up The Quiet.

Esta é quarta turnê mundial da artista que passa pelos palcos do País e a segunda em Porto alegre, desde 2007, incluindo ainda a gravação do DVD Live In Rio, enfatizando o interesse da cantora pela Bossa Nova. Entre seus álbuns estão os excelentes All For You, The Look Of Love e Live In Paris. Enfim, uma chance de aproveitar e ir até a lua como canta Daina Krall e se deixar levar. Conforme a produção, os ingressos, a partir de 150 reais, estão disponíveis na bilheteria do local do show (Avenida Osvaldo Aranha, 685 – Parque Farroupilha, Porto Alegre) e do Teatro Bourbon Country (Avenida Túlio de Rose, 80 / 2° andar, Passo D’Areia – Porto Alegre, além do site Uhuu.com.

Paredes permeáveis

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Diego da Rosa/Diego da Rosa/GES
Feira do Livro de São Leopoldo segue até domingo (12)
A 32.ª Feira do Livro Ramiro Frota Barcelos (foto) e a 3.ª Semana Literária de São Leopoldo, que seguem até domingo, dia 12, em São Leopoldo na Biblioteca Pública Municipal Vianna Moog e também com ações em escolas e na área da Praça 20 de Setembro, abre espaço para a discussão. Mais do que procurar por títulos, a intenção é provocar reflexão. E quem sabe entrar em um terreno complexo: as nossas fronteiras, que hoje mais parecem muros de certezas. O romancista moçambicano Mia Couto, em sua conferência durante uma edição magistral do Fronteiras do Pensamento, escreveu um artigo sobre as fronteiras dentro nós. Algo que reflete bem o momento em que vivemos hoje e quem cabe muito em um espaço diferenciado de ideias como um encontro literário para falar das fronteias e suas paredes permeáveis ou não.

Nosso pensamento
“O problema é que o nosso pensamento, ao contrário das restantes entidades vivas, facilmente se encerra em si mesmo. Não sabemos fazer paredes vivas e permeáveis”, escreve o autor, enfatizando a importância da sabedoria de se criar “paredes vivas e permeáveis” em meio a linguagem bélica e que “parece confirmar o campo de batalha em que vivemos nossa identidade.”

Romances
Interessado em Mia Couto? Então, vale buscar pelos excelentes Terra Sonâmbula, A Confissão da Leoa e Mulheres de Cinza.

Nada escapa do Green Day

Banda se despediu do Brasil na noite de terça-feira (7) com a Revolution Radio Tour, no Anfiteatro Beira-Rio.

Por: Alecs Dall'Olmo

Alecs DallOlmo/GES-Especial
Banda se despediu do Brasil na noite de terça-feira (7) com a Revolution Radio Tour, no Anfiteatro Beira-Rio
1, 2, 3, 4...e rock!!! O vocalista e guitarrista Billie Joe Armstrong, um assombro de energia, o baixista Mike Dirnt e o baterista Tré Cool mandaram ver. Fizeram um show de rock para sufocar, pra dançar, pra cantar, pra fazer o tempo parar, pra fazer a vida acontecer em alta rotação. Assim o Green Day se despediu do Brasil na noite de terça-feira (7) com a Revolution Radio Tour, no Anfiteatro Beira-Rio. A empolgação no palco e na plateia foi total. Desde os primeiros acordes com Bohemian Rhapsody, do Queen, e Blitzkrieg Bop, dos Ramones, para introduzir o trio no estilo “vamos lá que a hora é pra já” , a banda - uns caras aí que lá pelas tantas Billie disse que não sabia o nome do grupo que estava acompanhando ele, mas que eram os caras – botou pra quebrar.

Billie fez de tudo que cabe no espaço do volume alto do rock: conversou com o público o show todo e regeu a plateia. Pulou, deitou e rolou. Conclamou a multidão. Emprestou a guitarra para uma fã tocar – e mandar bem – e ainda dividiu os vocais com outra moça da plateia. A cada canção: tudo para a festa além da festa punk. Até Bossa Nova entrou na lista. Assim como Não ao racismo! Não ao machismo! Não à homofobia! E não ao Donald Trump! Sobrou também para o presidente do Brasil.

E foi mais. Billie atacou de I Can Get no Satisfaction, dos Stones, deitado no chão. Chamou a galera para uns acordes de um certo clássico obrigatório, Hey Jude, dos Beatles, com direito ao inconfundível coro e público de joelhos. Em duas horas e meia e mais um pouco, o Green Day, formado em 1986, mostrou que nada escapa quando a celebração vai até o osso. O show de abertura local foi com a banda Vera Loca e a abertura internacional com The Interrupters.

 

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