VOLTAR
FECHAR

Av. João Corrêa, 1017 - Centro - São Leopoldo/RS - CEP: 93010-363
Fones: (51) 3591.2000 - Fax: (51) 3591.2032

Blog Arquibancada

O início Índio na Copinha, o que funciona e o que não funciona no time de Arilson Costa

.

Foto por: GES
Descrição da foto: O volante Diguinho tem tido bom início com a camisa aimoresista, apesar dos resultados não terem sido positivos
Antes de detectar alguns indícios impostos por estas primeiras apresentações aimoresistas na Copinha, preciso salientar uma situação. O Aimoré jogou, em sete dias, três disputas distantes de sua casa. Confesso não me recordar de algo semelhante no meio do futebol. É de um prejuízo gigantesco para a equipe em diversos sentidos. O físico, psicológico e técnico é extremamente afetado. Mas foram circunstâncias encaradas por conta dos problemas sempre impostos às humildes Copinhas da FGF que ocorrem nos segundos semestres. Creio que em toda análise, esse anexo deve ser grampeado como uma espécie de parcial fator de absolvição. As constatações são fortes, mas devem contar com esse breve desconto.

O que funciona na defesa?

Ao mesmo tempo é necessária uma avaliação prévia. Pois por mais que estas condicionais limitem uma análise mais determinante, alguns detalhes já se destacam. O primeiro deles é o funcionamento da dupla de zagueiros. Douglão cresceu na Divisão de Acesso. Com Renato ao lado, configura uma segura defesa. Os dois têm boa complementação. Inclusive, Renato merece valorização. Foi um grande acerto diretivo. O jogador tem boa recuperação, tempo de bola, técnica e costuma fazer o simples. Discreto, só chama atenção pelos desarmes precisos. O Douglão, por outro lado, é mais enérgico e vem em bom momento. É conhecido dos aimoresistas.

O que funciona parcialmente?

Murilo, Diego Superti e Matheus Fauth são as opções para a lateral direita. O técnico Arilson Costa, no entanto, usou o zagueiro Centeno na posição nas últimas duas partidas. Compreensível. Os três atletas não se encontram em boas condições de jogo. Dadas as circunstâncias, Centeno se saiu bem, mas naturalmente não tem a contribuição ofensiva para possíveis triangulações. Do outro lado, tem Henrique Ávila. O jogador tem uma presença ofensiva muito forte. Quase que proporcionalmente a dificuldade defensiva. É natural que não tenha a recomposição perfeita em todos os retornos. Assim, a brecha é vista pelos adversários

O que funciona mas precisa de parceria?

O volante Diguinho jogou duas partidas. Demonstra uma dedicação gigantesca. Jogador experiente e rodado, poderia passar pela cabeça dos torcedores que faltaria motivação. Mas não é o que tem ocorrido, pelo menos durante os jogos. Desarma, corre, pressiona, orienta quando necessário e utiliza a técnica em prol da equipe. Karl é um outro jogador muito importante, que inclusive fez falta na partida do domingo. Luiz Carlos tem tido boas participações, mas por vezes me parece que falta a alternativa de velocidade. Marco Antônio tem alternado, mas pode ser essa peça, quem sabe, com Gustavo Xuxa. Por fim, ressalto também o centroavante Jajá. Mesmo com a derrota por 2 a 0 para o Cruzeiro, foi muito bem no jogo. Ganhou da zaga cruzeirista na maioria das disputas, é inteligente e tem boa liderança. Faltou a aproximação a ele.

O que não tem funcionado?

Diguinho veio como a grande contratação. Não há discussão. É o melhor jogador do elenco. Mas tem havido um conflito no meio. Pela liderança no grupo, Digaô tem sido mantido na posição. Por vezes, os dois parecem não se complementar. Além do prejuízo que por vezes o capitão do acesso traz na limitação dos movimentos do Diguinho, o jogador não vive bom momento. Os problemas aparecem nas condições físicas, por ser um jogador que sofre com frequentes lesões e talvez também pela pressão. Os já tradicionais problemas no momento da saída de jogo têm se intensificado. Teve duas boas chegadas no campo ofensivo no domingo, mas errou passes de três, quatro metros. Na Divisão de Acesso, no balanço, teve mais partidas abaixo. Na Copinha, segue sem a justificação da titularidade. O lugar pode ser ocupado, inclusive, por Ton, caso Arilson não abra mão da trinca de volantes. Por fim, a suplência não tem trazido uma alteração de jogo ofensivo. É algo que ainda limita a ação do técnico Arilson. São poucas as alternativas de momento.

Primeiros trabalhos do Aimoré, quem são os adversários e as principais deficiênicias?

.

Estes primeiros dias estão sendo de conversas com os jogadores. Processo natural de reinserção do grupo ao fluxo de trabalhos e um natural momento para entrosar. Depois disso, o foco será o enfrentamento do Pelotas, São José, Cruzeiro, Barra, Bagé e Farroupilha. A previsão da comissão técnica, até a estreia que deve ocorrer no dia 12 de agosto, é de pelo menos um amistoso.

Grupo Índio

A primeira vista, se comparado aos outros grupos, a chave aimoresista carrega um certo peso pelo nome dos clubes dispostos. O futebol não dá margem para carteiraço e papel com escalação não ganha jogo. De qualquer forma, pelo que se desenha o elenco, não creio que o Aimoré tenha grandes dificuldades.

O que cada um pode oferecer?

Uma análise inicial e talvez um pouco superficial, mas necessária nos traz alguns primeiros argumentos para prospectar a trajetória. O Pelotas talvez seja o mais preparado. O São José deve atuar com a base de juniores. Cruzeiro passa por dificuldades e deve fazer a Copinha com investimentos baixíssimos. Bagé tem a força interiorana, mas também não deve oferecer grandes alternativas. O Farroupilha obteve a subida ao Acesso, vem embalado, mas, ainda assim, é um time de Terceirona. Por fim, o Barra talvez seja a maior incógnita de todos. Até o momento, não há sequer a certeza de onde jogarão. Decidir os mata-matas em casa é preponderante para chegar a final e, automaticamente, no objetivo de uma das vagas (Série D ou Copa do Brasil), portanto, é necessário encarar com seriedade todos esses jogos iniciais para estar entre os primeiros da classificação geral.

Fabiano no Gaúcho

Conversei há pouco com o ex-técnico aimoresista Fabiano de Borba. O intuito do papo foi coletar informações acerca do zagueiro Renato, que trabalhou com ele no Tupi. Poucos dias depois, o comandante foi anunciado no Gaúcho, de Passo Fundo. Depois da grande campanha com o Tupi na Divisão Acesso, pinta um novo trabalho para o profissional. No decorrer da Copinha, pode inclusive rever o Aimoré como na Segundona.

Deficiência

No decorrer da Divisão de Acesso, creio que uma das principais deficiências aimoresistas permaneceram no que chamamos de segundo homem de meio. Élton atuou por ali, por vezes trocando de posição com Ronaldinho Gramadense. Mas a verdade é que por vezes o cabeça de área, normalmente o capitão Digaô, ficava exposto e solitário para a realização das coberturas. Carlos Eduardo também jogou por ali, porém sem a oferta da segurança indiscutível.

Alternativa de intensidade

A maioria dos atletas anunciados até o momento são remanescentes ou conhecidos pela rodagem em outros clubes ou até mesmo no próprio Aimoré. O volante Rafael Lima, que estava no Bagé, no entanto, é uma peça que desconheço. Busquei informações e o jornalista Carlos Alberto Padilha, do Jornal da Manhã, de Ijuí, que viu o atleta enquanto jogador do São Luiz, na temporada passada, descreveu algumas das características do jogador. Disse que se trata de um segundo volante com boa saída, qualidade técnica e possibilidade de atuação na lateral direita. Em alguns jogos foi titular no ano passado. Não é de forte marcação, mas de acordo com o jornalista, pode contribuir com o preenchimento de meio. Temos de aguardar, mas pode casar bem na lacuna ainda sem preenchimento.

Quitações dos vencimentos no Cristo Rei, mudanças e quem será o técnico do Aimoré?

.

Na tarde desta segunda-feira (2) estive no Estádio Cristo Rei para conversar com a direção. Por lá, o trabalho permanece. Desde o estrutural, como a pintura para cobrir as pichações com críticas aos jogadores aos acertos de contas. De acordo com o gerente de futebol, Lucas Kunrath, restam onze jogadores para o encerramento de contrato e pagamento dos vencimentos além dos bichos firmados pelo acesso.

Mudanças

Com o presidente Paulo Costa, com Kunrath e também com o gerente-geral Darci Dal Pizzol, o papo foi longo e as conversas acerca de questões de organização de clube e no quesito futebol foram longas. Salientei a necessidade do Aimoré ter alguém para monitorar e cuidar da imagem. É algo primordial, que todas equipes da Divisão de Acesso contam. Estando na elite, torna-se mais obrigatório ainda. É um argumento de venda e de suma importância para, inclusive, angariar mais patrocinadores. Pelo visto, está na pauta.

Copinha e Gauchão

As próximas competições impostas ao clube leopoldense são distintas. A Copinha desse segundo semestre é de um nível, já o Gauchão do ano que vem, é de outro. Todos estão bem cientes da óbvia disparidade de qualidade das equipes e do quanto é necessário reforçar para se manter na elite e, quem sabe, no assunto Copinha, num possível título.

Menos “gratidão”

Durante toda a Divisão de Acesso, mantive um raciocínio linear, ressaltando as principais deficiências do grupo e, inclusive, dando o braço a torcer quando os rendimentos tiveram modificações. Independente do que passou, o Índio subiu. Ótimo. O comum erro de direções, no entanto, é a gratidão exacerbada. Há atletas que podem sim estar no grupo, ainda que não sejam muitos. Mas de modo geral, não enxergo grandes possibilidades no elenco que esteve por aqui. De acordo com o gerente Lucas Kunrath, se depender dele, não haverá essa situação. Me agrada ouvir esse tipo de depoimento. O Gauchão será muito complicado.

Bom e ruim

No interior, cada competição fecha um ciclo de atletas e comissão técnica. É complicado pois é sempre necessária uma reconstrução. Por outro lado, tem essa facilidade para mudar ou, pelo menos, não ter de manter peças que não são do agrado. Esse fator só adiciona motivos para a “gratidão” ser levada só até um momento. Todos foram profissionais, cumpriram com as obrigações e precisam pensar em si. O clube, obviamente, no que é bom para a instituição.

E na casamata?

Na próxima semana, alguns nomes já podem figurar como possíveis atletas para a Copinha. Antes disso, no entanto, é preciso acertar quem estará na casamata. Os amigos leitores podem pensar que é certa a permanência do técnico Arilson Costa. A verdade é que, por enquanto, não passa de uma suposição. Não houve nenhum acerto com o treinador que, inclusive, esteve no clube ontem.

Arilson quer valorização

Conversei com o técnico Arilson Costa pelo celular, depois de ir ao clube e o papo foi o mesmo. Ainda não há acerto. O segundo semestre pede uma folha escassa, portanto, Arilson compreende a dificuldade do clube. Entretanto, credita o momento como o mais adequado para se valorizar. É claro que o objetivo da direção e do próprio técnico é de manutenção do trabalho que trouxe o vice da Copinha do ano passado, ida para a Copa do Brasil e vice da Divisão de Acesso e, retorno à elite. Mas algum lado terá de ceder.

Confraria do Índio Capilé

Nesta quinta-feira, ocorre a Confraria do Índio Capilé, no restaurante do Aimoré. A partir das 20h30, inicia a festa alusiva ao acesso aimoresista deste 2018. Serão homenageados no encontro os jogadores Digaô, Elton e Marco Antônio. Será servido galeto, massa, salsichão, maionese e saladas verdes. O valor por pessoa é de R$25.

Pelotas de volta, respeito do Ypiranga e o caminho para a reversão aimoresista

.

Diego da Rosa/GES
Aimoré enfrenta o Ypiranga nessa quarta-feira (5)
O futebol dá espaço para epopeias jamais imaginadas. Mas nestas semifinais da Divisão de Acesso, pelo menos no que se diz respeito ao enfrentamento entre Pelotas e Internacional de Santa Maria, tudo está bem encaminhado. Fora de casa, o Lobão obteve a vitória por 2 a 0. difícil, com todo o apoio que os pelotenses terão na Boca do Lobo, que a situação não se repita. Sendo assim, 2019 deve contar com o Pelotas na elite. Acho muito positivo, por conta do público que é movido pelo clube. É triste ver vitórias em espaços onde não há qualquer apelo. O futebol é feito para o torcedor. Caso ele não exista ou se ausente, não há razão para tal.

Respeito adversário

Mas voltando para São Leopoldo, seguimos falando acerca de Aimoré e Ypiranga. O jogo de ida terminou em 2 a 1 para o Canarinho. A vantagem é importante, ao mesmo tempo que o gol feito pelo Índio, fora de casa, tem grande peso. De qualquer forma, pelo que conversei com o técnico Márcio Nunes e pelas sensações emitidas pelo primeiro enfrentamento, não faltará respeito do Ypiranga ao Aimoré amanhã, no Cristo Rei.

Retranca Canarinho

É forte afirmar que o Ypiranga virá retrancado. A atuação da equipe, no jogo de ida, indica essa premissa. Não uma retranca com todos atletas abdicando do ataque ou um sistema com menos homens de frente. Mas prevejo uma equipe absolutamente resguardada para não ser surpreendida no início da partida novamente, como foi com o gol do Hyantony, aos cinco minutos de jogo no Colosso da Lagoa.

Escapadas

A principal atenção aimoresista, na estratégia para quando estiver sem a bola, será a contenção das voluptuosas peças do meio para frente do Ypiranga. Jean Silva e Rafinha ou até o lépido Skilo, que esteve de fora do jogo de ida, são as principais armas para o contra-ataque do Ypiranga. Jean incomodou os laterais com intensidade física durante todo tempo que esteve no jogo. Já o Rafinha trouxe perigo com a bola no pé. Tem batida qualificada e é o dono da bola parada da equipe.

Caminho da reversão

O jogo de ida foi positivo para os aimoresistas. Eu gostei da atuação da equipe Capilé, exceto, obviamente, pelas desatenções nos escanteios. Em dois lances, o zagueiro Léo Kanu, que era responsável pela marcação do defensor Saimon acabou se desligando do jogador e ocasionou os gols. Não quero culpar o Kanu, até porque, no segundo tento, a desatenção foi geral. Antes de Saimon conferir, Claudinho cabeceou livre.

Neutralização

Nas últimas partidas aimoresistas no Cristo Rei, as atuações não foram luxuosas. Mas na maioria delas, a criação funcionou. Foram diversos os desperdícios. Contra o qualificado Ypiranga, não pode se repetir. Mas por falar em repetição, há sim algo que precisa ocorrer novamente. No jogo de ida, as linhas aimoresistas, quando encaixadas, neutralizaram os movimentos do Canarinho. Dessa forma, a saída de jogo do time de Márcio Nunes foi, quase que o tempo todo, fruto de diagonais e lançamentos proferidos por Saimon. O caminho já é conhecido pelo Capilé.

Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS