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Cotidiano | Entretenimento Literatura

Leituras para lembrar o Dia da Mulher

De poesia a tratados sociológicos, de literatura cabeça a títulos infantis, veja uma relação de autoras e obras para mergulhar na condição feminina

Por André Moraes
Publicado em: 06.03.2021 às 03:00

Arte dia da mulher Foto: Niki Genchi/Adobe Stock
Nesta segunda-feira (8) é o Dia Internacional da Mulher. Aproveitando a deixa, vale fazer um apanhado de autoras e de títulos para entrar na temática da condição feminina. Principalmente nesta época de recrudescimento da contaminação por Covid-19, vale todo motivo para ficar em casa.

Lembrando que não ter os livros em casa não é mais motivo para não ler, já que quase todas as obras podem ser compradas em versão eletrônica em diversas livrarias. Em alguns casos, nas obras em domínio público, até tem versão gratuita on-line.

Autoras gaúchas

Claro que não dá para deixar de começar o assunto pelas autoras do Rio Grande do Sul. Contemporâneas e populares, tem as crônicas de Martha Medeiros ou as obras de Cláudia Tajes, ambas lidando com o cotidiano das mulheres urbanas emancipadas.

Tem também Letícia Wierzchowski e seu best-seller A Casa das Sete Mulheres, que já inclusive virou minissérie de tevê. É a saga das companheiras dos líderes farroupilhas.

Ainda entre as gaúchas, vale lembrar Lya Luft, premiada escritora que tem desde romances a poesia, e que se caracteriza pela abordagem sensível dos assuntos, muitas vezes justamente sob a perspectiva feminina.

Quem curte imaginação também não precisa ir longe, porque tem a nativa de Campo Bom Simone Saueressig, autora de livros infantis, ficção científica e fantasia.

Nacionais

A literatura brasileira tem uma longa e profícua tradição de grandes autoras. Na poesia, tem nomes como Cecília Meirelles, Adélia Prado, Cora Coralina e Hilda Hilst. Algumas delas têm obras em prosa.

A dama das letras brasileiras é uma imigrante, Clarice Lispector, autora de clássicos como A Hora da Estrela. Nélida Piñon e Raquel de Queiroz são outras narradoras que vale conferir.

Internacionais

Claro que a literatura erudita mundial também tem autoras extremamente importantes que escreveram algumas das melhores obras que há para ler. É o caso das irmãs Brontë, (Emily Brontë, de o Morro dos Ventos Uivantes; Charlotte Brontë, de Jane Eyre). E tem a pesadona porém genial Virginia Woolf, cujas obras Passeio ao Farol e Mrs Dalloway, escritas há quase cem anos, são únicas.

Quem curte não ficção, tem a francesa Simone de Beauvoir e seu O Segundo Sexo, um estudo crítico sobre o machismo na literatura. Ensaístas densas também são Hanna Arendt e Susan Sontag.

Fantasia

Quem curte outros gêneros de leitura também não tem do que reclamar, tem mulher pra tudo quanto é canto. A grande dama do mistério da literatura inglesa e até mundial, por exemplo, é Agatha Christie, com suas tramas no estilo "Quem matou?".

Por sinal, Agatha Christie é famosa pelo herói detetive Hercule Poirot, mas ela também tinha uma detetive mulher, a titia Miss Marple, que entre um chá e outro desvendava grandes mistérios. É a contribuição da escritora para a igualdade de gênero.

Outras autoras de gênero incluem uma escritora de ficção científica bem na moda, a autora canadense Margareth Atwood. Ela escreveu O Conto da Aia, distopia sobre mulheres oprimidas em um regime machista que virou popular série de tevê por assinatura.

Infantis

A gurizada não fica de fora de uma boa lista de livros. No Brasil, a grande escritora da área é Ruth Rocha. Por sinal, a autora de Marcelo, Marmelo, Martelo e Romeu e Julieta acaba de comemorar 90 anos.

Autoras juvenis e infantis brasileiras não faltam e têm obras fundamentais para os pequenos. Tem Eva Furnari (A Bruxinha Atrapalhada), Lúcia Machado de Almeida (da série Xisto), Edy Lima (autora da popular série iniciada em A Vaca Voadora) e Maria Clara Machado (Pluft, o Fantasminha), entre outras.

E na literatura infantojuvenil também não daria para esquecer uma das autoras mais vendidas de todos os tempos, a britânica J.K. Rowling, autora da saga Harry Potter. O universo dela não para de crescer e inclusive saiu no ano passado O Ickabog, cuja edição brasileira tem ilustrações de uma garotada da região.

 

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