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Cotidiano | Tecnologia Mercado

Profissões do futuro: cultura digital e as relações afetivas

Consultor empresarial fala sobre apostas para os próximos anos

Por Juliana Nunes
Publicado em: 20.04.2021 às 03:00 Última atualização: 20.04.2021 às 08:36

Dentro do cenário que vem se desenhando no País, e também na região, quais serão as profissões que devem ganhar cada vez mais espaço? Segundo o consultor empresarial Marco Juarez Reichert, é necessário que as empresas incorporem a cultura digital.

"Não podemos fechar os olhos para as inovações. Estamos vivendo a indústria 4.0 e o que faz parte dela? Armazenamento na nuvem, inteligência artificial, Internet das Coisas (IoT), impressões em 3D. São diversas áreas tecnológicas e em diversos segmentos", explica Reichert, que é hamburguense e também já escreveu livros sobre o tema.

Sobre as profissões que devem crescer nos próximos anos, o especialista cita algumas como: designers digitais, CEO de empresas, digital influencers, gamers e profissões ligadas às questões ambientais.

Em contrapartida, há aquelas que devem desaparecer com o tempo. Isso deve acontecer mesmo em alguns ramos tradicionais, motivo pelo qual é preciso estar atento às atualizações que o mercado sinaliza.

Setor calçadista

Na indústria calçadista, algumas funções mais rotineiras podem mudar, avalia o consultor.

"Temos grandes empresas na região, muito bem estruturadas e capitalizadas, somos um cluster. Algumas áreas precisarão contratar mais. Mas operações repetitivas e rotineiras poderão ser feitas com robôs. Deve haver desemprego em algumas áreas da indústria no futuro, mas as mudanças as tornarão mais competitivas", comenta.

"A indústria calçadista tem grande oportunidade aplicando quanto antes os conceitos da indústria 4.0, é também garantia de existência", avalia Reichert.

Ele também tem sugestões para que os profissionais e os indivíduos permaneçam conectados às tendências. O consultor considera que os profissionais devem ser generalistas. "Quem agrega outras áreas de conhecimento, não para nunca de estudar, garante mais sobrevivência no mercado."

Áreas afetivas

A tecnologia tem ganhado cada vez mais espaço, mas algumas carreiras, de acordo com Reichert, devem se manter firmes."São as que lidam com questões afetivas, relações cognitivas e que a máquina não substitui. Como enfermeira, cuidador, já que a população está em processo de envelhecimento. Coaching, artista, psiquiatra", enumera o consultor.

 

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