Publicidade
Acompanhe:
Cotidiano | Viver com saúde Bem-estar

Saiba como a meditação pode auxiliar na saúde e na busca pelo equilíbrio

Especialista garante: 'técnica pode ser feita de olhos abertos e sem ser em silêncio, gente agitada consegue sim'

Por Adriana Lima
Última atualização: 16.11.2019 às 09:00

Esqueça os preconceitos criados sobre a meditação. Mas antes respire bem profundamente e relaxe. Pare de falar e comece a ouvir. O primeiro passo para entender a meditação é olhar para o seu eu interior, destaca o professor de Raja Yoga e especialista em treino mental, Rodrigo Ambros. E se você é uma pessoa agitada e que não consegue ficar muito tempo em silêncio, também vai conseguir. "Neste caso, o mais indicado é alguma prática mais cinestésica tipo meditar caminhando, controlar a respiração, escrever uma carta a Deus, cantar, dançar. Depois que a agitação for embora, pode entrar em outras práticas mais profundas. Autoconhecimento envolve saber como você funciona com mais eficiência, senão acontece uma batalha interna desnecessária e, como resultado, a pessoa associa uma prática de sacrifício à meditação. Da próxima vez não vai querer meditar, pois vai se lembrar da dificuldade que foi", destaca.

Horário e local

E para quem quer começar a fazer da prática uma rotina, o especialista lembra que o horário ideal depende do seu objetivo. "Se você quiser relaxar, pode ser a qualquer horário que você tenha um tempo livre de distrações. Se você quiser se energizar, geralmente é praticado antes de uma atividade que exija mais ânimo e energia. Se você quiser se conectar com o Ser Supremo, com o seu Criador ou com um mestre, o mais indicado é bem cedo da manhã, tipo 4 horas, pois a atmosfera do local estará mais serena. Claro que o ideal é você estar continuamente em um estado meditativo, sem depender de horários, lugares ou fatores externos", reforça.

 

E por onde começar?

A indicação de Rodrigo é que o interessado faça aulas. "Um curso propõe uma evolução gradual na sua prática e geralmente é ministrado por alguém que tem experiência. Tem tantos bons cursos gratuitos por aí. Na Brahma Kumaris, grupo que ensina a meditação Raja Yoga, os cursos são gratuitos e podem ser feitos presencialmente ou pela internet: ead.brahmakumaris.org.br", deixa a dica.

Músicas e livros também podem auxiliar o praticante, de acordo com o estilo de cada um. "Música ajuda a entrar no estado meditativo e serve até como uma marcação do tempo. No início do aprendizado, utilize músicas sem muitas batidas, prefira aquelas do estilo de música new age. Depois você pode meditar com qualquer música. Alguns preferem a experiência de sentimentos e imagens, sem sons, outros preferem a experiência de silêncio interior", ressalta.

Calma é um dos resultados em São Leopoldo

De olhos fechados ou não, Isaías, Maristela e Jane são orientados pela professora Dalva Foto: Fotos Inézio Machado/GES
Para o advogado Isaías Rosin, 56 anos, meditar é buscar consciência de seu papel no mundo frente às adversidades. "Quanto mais eu venho, mais centrado e equilibrado eu fico", conta. Já a educadora física Maristela Rosa, 48, cita que a prática ajuda nos conflitos. "Trânsito era o ápice do meu estresse, hoje eu deixo o outro carro passar sem buzinar", comenta. Calma no dia a dia também foi a busca da designer de interiores Jane Machnacz, 37. "Meditar me ajudou muito, hoje sinto que meus picos de rompantes, principalmente quando vejo uma injustiça, diminuíram muito", conta a praticante há um mês e meio. Os três moradores de São Leopoldo contaram sua experiência pouco antes do início da aula de espiritualidade prática, ministrada pela professora de Raja Yoga, Dalva Bortolotto, 58. Meditação é parte de sua rotina há 20 anos. "Não é preciso esvaziar a mente, primeiramente é preciso acalmá-la e depois ocupá-la com bons pensamentos. Orientamos a pensar sobre o eu original e as virtudes de paz, amor e felicidade", explica. Ela lembra que, para quem está começando, todo minuto é válido, desde que se torne uma prática diária.

 

Meditação e oração são a mesma coisa?

Rodrigo Ambros, especialista em treino mental Foto: Divulgação
Não e sim. Rodrigo explica que a meditação opera mais no campo da gratidão, da doação de vibrações, enquanto a oração se conecta com o pedir. "Mas há orações que são meditações profundas, aquela oração que você mesmo cria seu diálogo e conversa com seu Criador ou mestre, sem seguir roteiro pré-definido."

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.