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Notícias | Cachoeirinha PROCESSO

Relatório sobre impeachment contra o prefeito de Cachoeirinha não será votado na Câmara

Devido ao parecer da Comissão Processante ter sido favorável às denúncias contra Miki Breier, processo segue em andamento sem necessidade de votação

Publicado em: 21.12.2021 às 18:03

O relatório expedido pela Comissão Processante (CP), que trata sobre o pedido de impeachment contra o prefeito afastado de Cachoeirinha, Miki Breier (PSB), não vai precisar ser votado no plenário da Câmara de Vereadores. Isso acontece devido ao parecer do relator da CP, Felisberto Xavier (PSD), ter sido favorável à sequência do processo no legislativo.

Miki Breier (PSB) está afastado do exercício de prefeito desde setembro
Miki Breier (PSB) está afastado do exercício de prefeito desde setembro Foto: Marcos Eifler/ Assembleia Legislativa
Conforme o presidente da Comissão, David Almansa (PT), a sua interpretação anterior sobre a necessidade de uma votação em plenário foi equivocada. “O processo está aberto, voltamos a nos reunir depois do dia 7 de janeiro.” Com um prazo de 90 dias úteis corridos para que todas as diligências sejam feitas e o impeachment concluído, a Comissão Processante tem até o dia 23 de fevereiro para finalizar o processo.

O legislativo está em recesso e nesta terça-feira (21), realiza uma Sessão Extraordinária para que projetos que haviam permanecidos em vistas na última sessão sejam votados.

Afastamento e pedido de impeachment

O pedido de impeachment foi protocolado pelo vereador Mano do Parque (PSL), denunciando Miki por infração político-administrativa e cita as operações Proximidade e Ousadia, deflagradas pelo Ministério Público nos meses de junho e setembro. Sendo que a última culminou no afastamento do prefeito por 180 dias, em 30 de setembro.

Conforme o relatório divulgado pela CPI, a defesa de Miki Breier alegou inocência, afirmando que o mesmo é vítima de ataques midiáticos e que as operações do Ministério Público alegam, mas nada comprovam. A defesa ainda alega que sua eleição gerou um “cisma no partido e que o corte de benefícios e cargos acabou gerando uma horda de insatisfeitos que tramaram contra a integridade do denunciado.” O documento afirma que esse cisma teria fragmentado a base aliada, gerando a Comissão Processante.

De acordo com o relator Felisberto Xavier, diante da denúncia e da defesa prévia apresentada é imprescindível que seja dado andamento ao processo de cassação. A defesa do prefeito afastado afirma que não há nada a declarar e que Miki sofre uma perseguição política. 

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