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Notícias | Especial Coronavírus Polêmica

'Médico não abandona paciente, mas paciente pode trocar de médico', diz Bolsonaro

Afirmação feita nesta quinta-feira (9) pelo presidente ocorreu durante a live semanal transmitida pela Internet

Por João Victor Torres
Última atualização: 09.04.2020 às 22:09

Presidente Jair Bolsonaro durante a live semanal transmitida pela Internet Foto: Reprodução/YouTube
A queda de braço entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Luiz Henrique Mandetta ganhou novos episódios nesta quinta-feira (9) em meio à pandemia causada pelo novo coronavírus. Após mais uma vez o titular da pasta da Saúde recomendar o isolamento social, Bolsonaro visitou uma padaria na Asa Norte, em Brasília, onde abraçou pessoas e conversou com apoiadores. Depois disso, na transmissão semanal realizada no Palácio do Planalto, o presidente usou a referência utilizada pelo ministro de que, “médico não abandona paciente”, para retrucá-lo. “O médico não abandona o paciente, mas o paciente pode trocar de médico”, afirmou.

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Por outro lado, não comentou a polêmica gerada a partir da reportagem publicada pela CNN Brasil, de que teria ocorrido uma reunião entre o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni (DEM), e o deputado federal Osmar Terra (MDB), ambos gaúchos, e que supostamente articulavam a saída de Mandetta do cargo. “Quem está esperando eu falar sobre Mandetta, Onyx, Osmar Terra pode passar para outra live. Não vai ter esse assunto aqui”.

Assim como em outras manifestações, Bolsonaro voltou a defender a utilização da hidroxicloroquina e cloroquina na fase inicial do tratamento. E chegou a dizer, ainda, que até mesmo a sua mãe deveria fazer uso da medicação em caso de infecção. “Se você está com uma certa idade e for infectado, tomaria ou não? Minha mãe está com 93 anos. Está na cara que ela vai tomar. Democraticamente, sem problema nenhum. Claro que ela vai consultar o médico. Mas o médico vai ser favorável, tenho certeza”. Ainda sobre a cloroquina, ressaltou que até sábado (11) deverão chegar “centenas de quilos de insumos farmacêuticos para produção do medicamento, enviados pela Índia".

Além disso, o presidente ainda informou que o governo federal pretende recorrer da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que dá autonomia a estados e municípios definir normas locais de quarentena e isolamento social. “Temos dois inimigos: o vírus e o desemprego, que é um mal terrível também”, comentou, assim como tinha feito no pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão na quarta-feira (8).

Pela conta oficial no Twitter, elencou os recursos aplicados – a trabalhadores, empregadores, municípios e estados. “Com muito sacrifício, o governo federal já utilizou mais de R$ 600 bilhões na luta contra a Covid-19 e manutenção de empregos. Em breve não haverá mais recursos para durar por muito tempo”, escreveu.

Inicialmente, o presidente tratou sobre o início do pagamento do auxílio emergencial a trabalhadores informais, autônomos e brasileiros inscritos no Cadastro Único. O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, participou da transmissão e detalhou a sequência do calendário de encaminhamento do benefício aos cidadãos.

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