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Notícias | Especial Coronavírus Combate à Covid-19

Estados e municípios poderão definir estratégias de vacinação

Até este momento, a sistemática de vacinação no Brasil é definida conforme está previsto no Plano Nacional de Imunização (PNI)

Por Jauri Belmonte
Publicado em: 28.05.2021 às 11:16 Última atualização: 31.05.2021 às 09:09

Sistema de vacinação drive-thru em Campo Bom Foto: Fernando Santos/PMCB

Uma reunião na quinta-feira (27) pode ter marcado um novo patamar para o andamento da vacinação contra a Covid-19 em todo o território brasileiro. Estados e municípios poderão, a partir da nova decisão, definir suas estratégias que serão adotadas em campanhas de imunização contra o coronavírus. Até este momento, a sistemática de vacinação no Brasil é definida conforme está previsto no Plano Nacional de Imunização (PNI).

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A ideia é que existam duas filas: uma das pessoas com comorbidades e prioritários, como professores, e outra das faixas etárias abaixo dos 60 anos. Ou seja, isso vai permitir que pessoas entre as faixas etárias de 18 a 59 anos tenham uma perspectiva de quando poderão tomar a vacina contra a Covid. 

Nesta sexta-feira (28), o Ministério da Saúde deve divulgar uma nova nota técnica, detalhando regras de como será a continuação da vacinação por faixa etária para as pessoas com menos de 60 anos, de forma concomitante a dos grupos prioritários.

No Rio Grande do Sul, a iniciativa deve ser mais pontual, uma vez que já aconteceu de cidades terem sobras de vacinas. Há pouco mais de uma semana, Taquara, no Paranhana, comunicou a sobra de doses de CoronaVac e precisou comunicar a Coordenadoria Regional de Saúde. De acordo com o presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), Carlos Lula, em entrevista a uma rádio de Porto Alegre, uma situação desse tipo poderia ser evitada se os municípios tivessem maior autonomia para seguir vacinando por faixa etária, ou seja, abaixo dos 60 anos. 

As regras para o novo modelo de vacinação contra a Covid-19 serão definidas entre o Ministério da Saúde e os Estados. “A vacinação por idade é mais fácil de controlar e mais rápido, inclusive, do que ficar exigindo documentos, investigar, pegar dados. Defendo que os estados tenham autonomia para decidir sobre os grupos prioritários", explicou o coordenador de Vigilância em Saúde de Porto Alegre, Fernando Ritter, disse ao jornal Correio do Povo.

No Rio Grande do Sul, o Plano Estadual de Imunização projetou 1.150.997 portadores de comorbidades e, até a manhã desta sexta-feira (28), a Secretaria Estadual de Saúde (SES) registrava em seu vacinômetro 543.449 aplicações da primeira dose. O encontro de ontem na Capital federal, reuniu integrantes da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que é formada pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (Conass) e o Ministério da Saúde (MS).

 

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