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Notícias | Especial Coronavírus ORIENTAÇÃO

Dose de reforço: Anvisa recomenda evitar mistura de vacinas contra a Covid

Somente quem se imunizou com a Coronavac deve receber uma vacina diferente na dose de reforço

Publicado em: 25.11.2021 às 10:46 Última atualização: 25.11.2021 às 12:12

Na quarta-feira (24), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apresentou recomendações sobre a aplicação de doses de reforço de vacinas contra a Covid-19. Segundo a agência reguladora, a análise sobre o tema foi feita depois que o Ministério da Saúde anunciou a ampliação da recomendação da dose extra para toda a população adulta acima de 18 anos.

No documento, aprovado por unanimidade, a Anvisa sugere que seja evitada a mistura de vacinas, ou seja, que o imunizante utilizado para dose de reforço seja diferente do aplicado na 1ª e 2ª dose. A exceção se aplica a quem tomou a Coronavac. Nesse caso, a Anvisa recomenda que a dose de reforço seja com o imunizante da Pfizer. 

Independentemente da vacinação primária, quando for necessário usar uma vacina heteróloga (diferente da aplicada na 1ª e 2ª dose), a da Pfizer é a recomendação preferencial como dose única de reforço.

Veja a seguir as orientações da Anvisa para cada esquema vacinal:

Anvisa recomenda evitar mistura de vacinas contra a Covid
Anvisa recomenda evitar mistura de vacinas contra a Covid Foto: Anvisa/Reprodução

Recomendações ao Ministério da Saúde

A Anvisa divulgou ainda 16 recomendações direcionadas ao Ministério da Saúde, entre elas, a necessidade da adoção de um programa adicional de farmacovigilância do uso de vacinas, especialmente quando imunizantes forem empregados de maneira divergente ao já aprovado em bula pela Anvisa. Confira:

1. adoção de um programa adicional para o monitoramento e farmacovigilância do uso da vacinação em desacordo com a bula;

2. estabelecer monitoramento para os diferentes esquemas vacinais adotados no Brasil;

3. manutenção dos estudos conduzidos pela Fiocruz referentes ao monitoramento das vacinas, incluindo os diferentes esquemas vacinais atualmente adotados no país;

4. criação de mecanismos para a realização do monitoramento pós-distribuição e pós-uso das vacinas nos novos esquemas vacinais;

5. acompanhamento pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) das doses de reforço aplicadas das vacinas contra a Covid-19;

6. realização de monitoramento contínuo, considerando os riscos e os benefícios da estratégia adotada, devendo ter atenção especial para as reações adversas graves como: síndrome de trombocitopenia, síndrome de Guillain Barré e linfadenopatia, bem como o risco de miocardite e pericardite após o recebimento da vacina de mRNA;

7. monitoramento quanto às reações adversas raras e muito raras após um reforço, uma vez que essas ainda não são conhecidas;

8. adiamento, por precaução, da dose adicional de vacina de mRNA em indivíduos que tiveram miocardite ou pericardite após qualquer dose anterior da vacina de mRNA, até que mais informações estejam disponíveis. A mesma medida também deve ser adotada para todas as vacinas, no caso do vacinado ter apresentado evento adverso grave após qualquer dose anterior;

9. avaliação sobre se há contraindicação médica para a dose de reforço, considerando as características intrínsecas e as reações adversas de cada tipo de vacina;

10. considerar as atualizações dos estudos sobre a eficácia em longo prazo da dose de reforço, uma vez que ainda é desconhecido o tempo adicional de proteção que a dose extra conferirá, nos diferentes esquemas vacinais;

11. adoção de procedimentos para revisões contínuas quando estiverem disponíveis informações adicionais sobre a eficácia, a segurança e a imunogenicidade das doses de reforço de vacinas contra Covid-19;

12. prestação de orientações aos serviços de saúde e aos cidadãos sobre os novos esquemas vacinais adotados, bem como sobre como notificar queixas técnicas e eventos adversos a eles relacionados;

13. comunicação eficiente e objetiva para os profissionais de saúde e a população. Todos precisam ser informados sobre as diferentes doses de reforço das vacinas contra Covid-19, com comunicação clara quanto ao que é conhecido e desconhecido, bem como quais são os riscos e benefícios de uma dose adicional;

14. coordenação junto aos estados e munícipios para a harmonização de procedimentos e a captação de sinais de interesse para farmacovigilância e monitoramento do perfil das reações adversas;

15. reavaliar a manutenção da padronização generalizada para o intervalo de cinco meses entre a última dose do esquema primário e a dose de reforço;

16. avaliação dos benefícios e dos riscos da incorporação dos esquemas de dose de reforço propostos pelas desenvolvedoras das vacinas, até que a Anvisa decida os protocolos referentes à inclusão da dose de reforço nas bulas da vacina da Janssen Cilag e da vacina Vaxzeria (AstraZeneca/Fiocruz).

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