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Notícias | Especial Coronavírus IMUNIZAÇÃO

Após aprovação da Coronavac, Doria diz que SP vai vacinar todas as crianças em 3 semanas

Estado de São Paulo iniciou a aplicação da Coronavac em crianças na tarde desta quinta-feira

Por Priscila Mengue/Estadão Conteúdo
Publicado em: 21.01.2022 às 07:42 Última atualização: 21.01.2022 às 07:44

O Estado de São Paulo iniciou a aplicação da Coronavac em crianças na tarde desta quinta-feira (20) na Escola Estadual Brigadeiro Faria Lima, na zona oeste paulistana. O evento ocorreu pouco após a Anvisa autorizar a utilização do imunizante fornecido pelo Instituto Butantan para crianças e adolescentes de 6 a 17 anos não imunossuprimidos. Em anúncio, o governador João Doria (PSDB) declarou que todas as crianças receberão a vacina contra a Covid-19 em até três semanas.

Doses de Coronavac para crianças começaram a ser distribuídas em SP na quinta-feira
Doses de Coronavac para crianças começaram a ser distribuídas em SP na quinta-feira Foto: Governo de SP/Reprodução

O governo de SP afirmou que as doses estarão disponíveis em todos os municípios em até 24 horas, destinadas ao público de 9 a 11 anos. As demais faixas etárias serão contempladas de 31 de janeiro a 10 de fevereiro. No caso das crianças de 5 anos e imunossuprimidas em geral, a aplicação será exclusivamente do imunizante da Pfizer.

Ao todo, serão vacinadas 4,3 milhões de crianças. "A nossa meta é acelerar a vacinação para garantir uma volta às aulas segura", afirmou Doria.

O governador comentou que o Instituto Butantan se disponibiliza a fornecer doses aos Ministério da Saúde. "O Butantan disponibilizará as doses remanescentes ao Ministério da Saúde, se assim ele desejar. Se houver alguma relutância do Ministério da Saúde, por razões que não são da ciência, da medicina, da vida, disponibilizamos para os governos estaduais interessados", declarou. "A Coronovac para crianças está à disposição para prefeitos e governadores."

Ministério da Saúde aguarda publicação no Diário Oficial da União

Em rede social, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que o governo considera incluir a Coronavac para crianças na campanha nacional de vacinação, mas que aguardará a publicação da decisão da Anvisa no Diário Oficial da União. "Todas as vacinas autorizadas pela Anvisa são consideradas para a PNO (Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19). Aguardamos o inteiro da decisão e sua publicação no DOU."

De acordo com o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, 4,3 milhões de doses foram destinadas ao Estado de São Paulo e outras 4 ,3 milhões serão voltadas para a segunda dose infantil. Portanto, cerca de 7 mil unidades estão prontas e poderiam ser enviadas ao governo federal.

"Nós ofertamos vacina ao ministério desde outubro do ano passado. Em setembro, o Butantan finalizou o seu contrato. A partir daí fizemos algumas ofertas. E, até agora, não tivemos nenhuma sinalização, a não ser essa que o ministro fez agora pelas redes sociais. Se o ministério resolveu incorporar essas vacinas, estamos absolutamente dispostos a fazer acontecer", declarou Covas. Além disso, destacou que o instituto tem capacidade de produzir 1 milhão de doses por dia.

Estudante de 9 anos foi a primeira criança a receber Coronavac

A primeira criança a receber a Coronavac foi o estudante Caetano de Jesus Martins Moreira Graça, de 9 anos, integrante do grêmio estudantil da escola. "É só uma picada", comentou o menino, motivando risadas entre os presentes. Ele também contou ter recentemente sido vacinado contra a gripe. A aplicação foi feita pela enfermeira Jéssica Pires de Camargo, a mesma que fez a primeira aplicação do imunizante no País, na também enfermeira Mônica Calazans.

A campanha ocorrerá em 5,5 mil pontos no Estado, incluindo cerca de 300 escolas públicas. A aplicação da segunda dose da Coronavac ocorre após 28 dias.

Durante a coletiva, o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, esclareceu que a parada cardíaca de uma criança em Lençóis Paulista, no interior, não foi motivada pela vacinação, mas por uma doença cardíaca rara que a família desconhecia. Segundo ele, 10 especialistas ligados ao governo procuraram a equipe médica que atendeu a menina. "Se concluiu que não se trata de um evento adverso decorrente da vacina", disse. "Não tem qualquer relação com o imunizante ministrado."

A vacina da Pfizer está autorizada desde o ano passado para a aplicação em crianças a partir de 5 anos. Ela foi aplicada pela primeira vez em crianças na sexta-feira (14).

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