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Notícias | Gravataí ÁGUA E ESGOTO

Gravataí tem pior desempenho entre cidades gaúchas em saneamento mostra ranking nacional

Relatório leva em conta as 100 maiores cidades brasileiras; de 0 a 10, município da região metropolitana recebeu nota 3,96

Por Da redação
Publicado em: 23.03.2022 às 12:10 Última atualização: 23.03.2022 às 12:11

Gravataí teve o pior desempenho em saneamento básico entre as cidades gaúchas, segundo relatório produzido pelo Instituto Trata Brasil. A cidade da Região Metropolitana de Porto Alegre ocupa a 92ª posição geral e o 12º lugar entre os 20 piores municípios brasileiros no quesito que avalia o abastecimento de água e o tratamento de esgoto.

A análise dos indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) se refere ao ano de 2020, nas 100 maiores cidades brasileiras. 

Gravataí ocupando a 92ª posição geral e o 12º lugar entre os 20 piores municípios brasileiros no quesito do Saneamento Básico
Gravataí ocupando a 92ª posição geral e o 12º lugar entre os 20 piores municípios brasileiros no quesito do Saneamento Básico Foto: Metrosul/Divulgação

De acordo com o levantamento, Gravataí tem um percentual de apenas 38% da população atendida com o esgoto. Quando se trata de água potável, o relatório mostra que 95% dos moradores contam com o serviço.

Em uma nota de 0 a 10, Gravataí recebeu 3,96, a pior entre os municípios gaúchos que aparecem na pesquisa. Os outros são: Porto Alegre (7,52), Caxias do Sul (6,47), Santa Maria (5,56), Pelotas (5,13) e Canoas (5,04). Para efeito de comparação, o melhor município do País é Santos, em São Paulo, com nota 9,94.

Para o prefeito Luiz Zaffalon (MDB), o resultado ruim era esperado. "Já foi pior, não tem nada de novo pra nós.” Ele afirma que os números não o surpreenderam por conhecer o assunto, já que foi presidente da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), entre os anos de 2009 e 2010.

"O capital da Corsan precisa ser aberto e a sua administração, privada, assim podemos conseguir nos livrar das burocracias dos serviços públicos”, afirmou o chefe do Executivo, que ainda lembrou a falta de investimento da companhia.

“As cidades cresceram e não houve o investimento necessário. Gravataí, por exemplo, é uma das cidades que mais crescem no Estado e a estrutura permaneceu a mesma.”

Apesar dos problemas, Zaffa afirma que confia em uma mudança, por isso assinou no mês de novembro um aditivo que prorrogou o contrato entre a estatal e o município.

“Já estão sendo realizadas obras desde 2020 para reestruturação na rede de esgoto e estão construindo na Morada do Vale um novo reservatório para resolver os problemas da falta d’água.” A primeira destas obras está sendo feita por meio de uma Parceria Público - Privada (PPP), e a segunda, pela própria Corsan, com expectativa de término no final deste ano.

Conforme o prefeito, até 2032, a cidade deve ter 99% de cobertura no abastecimento de água e 90% das casas com sistema de esgoto.

O que diz a Corsan?

Em contato com a reportagem, a Corsan diz estar ciente de que o ritmo de investimento não foi suficiente nos últimos anos, motivo pelo qual está com um plano que incluem mais investimentos e a própria privatização da companhia.

A empresa comunicou que incluiu Gravataí entre as cidades com obras através de Parcerias Público-Privadas (PPP), que teve o leilão finalizado ainda em 2019, inclusive com algumas melhorias já adiantadas.

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