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Notícias | Novo Hamburgo CASOS SUPEITOS

Recorde de atendimento no Centro Covid exige paciência de moradores de Novo Hamburgo

Busca por teste de Covid-19 neste mês já é superior à registrada nos últimos nove meses no município. Com isso, filas de espera nos postos e hospitais também têm crescido

Publicado em: 17.01.2022 às 22:18 Última atualização: 18.01.2022 às 09:58

A primeira quinzena de 2022 foi marcada pelo aumento na procura por atendimento no Centro de Triagem da Covid-19 de Novo Hamburgo. Até domingo (16), 1.878 pessoas já haviam procurado o local com suspeita da doença. O número de atendimentos deste mês já é superior ao registrado nos últimos nove meses. No entanto, com o aumento da demanda por testagens, cresceram também as filas de espera nos postos e hospitais.

Aumento de procura por testagem de Covid-19 faz com que moradores tenham que passar esperar por horas para serem atendidos
Aumento de procura por testagem de Covid-19 faz com que moradores tenham que passar esperar por horas para serem atendidos Foto: Ana Silva/Especial

Com febre chegando a picos de 39°C há seis dias, além de tosse e dor no corpo, no último sábado (15), Ana Silva, de 36 anos, procurou o Hospital Municipal de Novo Hamburgo para fazer um teste de Covid-19. Na ocasião, ela foi aconselhada a retornar para fazer o exame apenas nesta segunda-feira (17), pois não havia testes disponíveis no dia.

Nesta manhã, Ana conta que chegou ao local às 8h45 e foi atendida por volta das 10h30. Conforme ouviu de outras pessoas que também esperavam por atendimento, algumas disseram ter chegado às 7 horas e esperado até as 10 horas até serem chamadas.

"Eles falam (servidores do centro de saúde) que tem redução de funcionários devido a essa pandemia que veio com tudo de novo", relata. "A gente entende que essa pandemia está terrível, que os funcionários também ficam doentes, só que eles fazem um descaso. As pessoas ficam caminhando lá dentro, enquanto as pessoas doentes estão se arrastando, bem dizer, no chão", pontua ela, que diz que a situação se estende também ao Posto de Saúde Canudos.

O marido de Ana, Leonardo Souza, de 32 anos, também se sentiu mal e buscou por atendimento nesta segunda. Os dois chegaram ao posto da Rua Sílvio Gilberto Christmann por volta das 11h40 e só deixaram o local depois das 16 horas. "É um absurdo o que estão fazendo com o pessoal", comenta. Os dois testaram positivo para Covid-19.

A diretora-presidente da Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH), Tânia Terezinha da Silva, reconheceu que a espera está levando mais tempo por conta da alta demanda. "Realmente, dobrou o número de atendimentos que nós estamos tendo aqui no Centro Covid e isso faz com que as pessoas demorem mais para serem atendidas. Mas estamos fazendo a triagem e tentando atender o mais rápido possível as pessoas. Inclusive, estamos aumentando o quadro de profissionais para tentar sanar o problema."

Falta de álcool gel 

A falta da disponibilidade de álcool gel para quem espera ser atendido foi outra situação que desagradou Ana. Ela conta que nesta manhã procurou por um local em que pudesse higienizar as mãos na entrada do Hospital, mas não encontrou. "Depois de tanto brigarmos, eles colocaram lá dentro, perto do banheiro. Mas na porta, para o pessoal entrar, não tem."

De acordo com a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH), o álcool gel tem em quatro pontos no CTC: o dispensador na parede, no frasco junto à triagem e dentro da sala de coleta do CTC. Do lado de fora, uma mesa com tubos foi providenciada devido à demanda. Vale ressaltar a importância de todos carregarem o seu frasco individual como medida de prevenção.

Números de atendimentos no Centro Covid

O mês com maior número de atendimentos do Centro Covid foi em março de 2021, quando 3.055 pessoas foram atendidas no local. Na proporção, a média diária de 117 atendimentos nas primeiras semanas de 2022 já superam os 101 atendimentos/dia daquele mês.

O dia com mais atendimentos foi a quinta-feira (13), quando 177 pessoas foram ao local com suspeita da doença.

Menos internações

No entanto, a procura no Centro Covid não reflete na ocupação de leitos hospitalares. Os dados divulgados pela Prefeitura mostram que as internações estão mais baixas neste mês, quando 38 pessoas já foram encaminhadas para internação. No pico da pandemia no Município, 332 pessoas (março/21) foram para o Hospital Municipal com a doença.

Na manhã desta segunda-feira, havia 22 paciente no setor Covid-19, entre eles, 13 eram de internações clínicas.

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