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Notícias | Novo Hamburgo NOVO HAMBURGO

Migrantes recebem informações de como acessar serviços públicos

Ação ocorre até as 17 horas desta terça-feira no Parque do Trabalhador, junto à Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Branca de Neve

Por Susi Mello
Publicado em: 14.06.2022 às 15:10 Última atualização: 14.06.2022 às 16:53

A cuidadora de idosos Marleny Alcala Toro, 38 anos, e seu filho, o estudante do 2º ano do Ensino Médio Leivis Vasques Alcala, 17, estão entre os atendidos em uma ação exclusiva para migrantes que vivem em Novo Hamburgo. Os dois deixaram a Venezuela há dois anos para viver no Brasil. Chegaram a morar em Manaus (AM) e, há dois meses, fixaram endereço no bairro Rincão, em Novo Hamburgo.

"Quero que meus filhos tenham uma educação para conseguirem ter uma vida melhor", comentou Marleny, que elogiou a iniciativa de acolhimento da Prefeitura.

A ação, disponível até as 17 horas desta terça-feira (14) no Parque do Trabalhador, junto à Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Branca de Neve, facilita o acesso aos serviços públicos para famílias de venezuelanos. Gerente do CRAS Primavera, a assistente social Nadia de Almeida explica que essa é uma ação descentralizada, em parceria com as pastas de Saúde e Educação, além da Agência Municipal de Emprego (AME). "Tudo é para contribuir para uma melhor cidadania dos imigrantes", justifica.

No caso de Marileny, ela recebeu informações sobre como solicitar alguma doação, como fazer o cartão de saúde e como encaminhar o documento de estrangeiro que está vencido. Já seu filho, na próxima segunda-feira (20), fará a retirada na AME do encaminhamento para entrevistas em empresas que estão com vagas para seu perfil, como auxiliar de produção e assistente comercial.

A cuidadora está no Brasil com mais dois filhos além de Leivis: um de 12 e outro de 15. "Aqui acho que será melhor para trabalho e para os estudos de meus filhos", comenta, comparando com a Venezuela. "Lá, o pessoal sai da escola e não faz mais nada. Só fica na rua. Preciso que meus filhos se tornem profissionais e tenham melhores condições de vida que eu tive, por isso estou aqui", frisa.

Pesquisa em escolas

Assessora pedagógica na Secretaria de Educação de Novo Hamburgo, Silvia Gilmara Koller conta que para chegar a esses imigrantes foram contatadas escolas dos bairros Primavera, Rincão, Boa Saúde e Petrópolis, representando a região oeste. "Ficamos surpresos com um total de 65 famílias e 243 pessoas", confessa, acrescentando que a intenção é levar esse tipo de ação para outros bairros.

Maioria vem da Venezuela

O coordenador de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial do Município, Ilson Silva,
acompanha de perto a chegada dos estrangeiros. Atualmente, informa, são 180 venezuelanos, cerca de cem haitianos e 80 senegaleses. "Estamos sempre com capacitação para prestar apoio no Município. As unidades dos CRAS e escolas me passam a relação e visito eles."

Os migrantes podem contatar a coordenadoria pelo telefone (51) 9 9931-2876.

Serviço

Famílias que chegarem a Novo Hamburgo podem buscar atendimento nos CRAS próximos de onde estiverem residindo. Lá, eles receberão auxílio para que possam regularizar seus documentos. O atendimento nos CRAS é de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas.

Endereços:

* Para buscar vagas nas escolas da rede municipal, é preciso comparecer à escola mais próxima da sua residência ou à Secretaria de Educação, no Centro Administrativo Leopoldo Petry, na Rua Guia Lopes, 4201 - Canudos (4º andar).

* A Agência Municipal de Emprego (AME) de Novo Hamburgo oferece oportunidades de emprego no município.

* A Coordenadoria de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial pode ser acionada pelo telefone (51) 9 9931-2876.

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