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Notícias | Novo Hamburgo Expansão da marca

Região vê oportunidade concreta de negócios nos Estados Unidos

Durante Missão ao Texas, empresário começou processo de internacionalização de sua marca

Por Juliana Nunes
Publicado em: 21.06.2022 às 06:00

O mercado norte-americano vem diminuindo sua dependência da Ásia e, com isso, o Brasil voltou a ser visto como grande exportador. E além de levar produtos verde-amarelos para os Estados Unidos, os brasileiros têm a oportunidade de abrir seus negócios por lá. Isso ficou evidente com a Missão Empresarial ao Texas, conduzida pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha e Dois Irmãos (ACI-NH/CB/EV/DI) e Câmara Texana de Comércio no Brasil, em março. Um dos setores mais promissores no processo de internacionalização de empresas é o calçadista.

As trocas de informações e experiências durante a Missão, além de consultoria especializada, auxiliaram o empresário e designer de calçados, Mauro Slomp a definir sua estratégia para entrar no mercado texano ainda este ano. "Ir ao Texas nos permitiu identificar clientes em potencial, as melhores maneiras de fazer este processo da internacionalização que é muito importante para o setor calçadista. A minha ideia é criar uma empresa de pequeno porte, ter uma presença local no Texas", conta Slomp, que já teve uma experiência semelhante na Europa no início dos anos 2000 e deve manter o mesmo nome da marca: Mauro Slomp London.

Coleção de Slomp será reeditada para mercado texano
Coleção de Slomp será reeditada para mercado texano Foto: Divulgação

"Quero vender para boutiques exclusivas. Faço sapatos em pequenas quantidades, não farei em larga escala. E também com foco na sustentabilidade, com reuso de materiais, entre outras questões. Quero entender o mercado de lá e fazer planos para expandir a marca", completa.

O primeiro passo deve ser a participação em eventos de moda, no mês de outubro, quando o estilista de sapatos deve levar amostras de coleções e tentar parcerias com designers norte-americanos. A coleção é voltada para pares femininos e deve contar com modelos mais abertos, como scarpins, sandálias e sapatos sociais.

"É um bom momento para o Brasil", destaca presidente da ACI

Para o presidente da ACI, Diogo Leuck, este é o melhor momento de se inserir no mercado dos Estados Unidos. "É um bom momento para o Brasil, o câmbio favorável, preço em dólar do produto asiático subiu, tem uma competitividade econômica que não tinha antes. E tem a questão de frete que também favorece. Hoje o produto chega mais rápido e de forma mais barata, aqui não temos problema de lockdown", destaca Leuck que reforça a importância do setor do calçado neste cenário.

"Durante a Fimec ficou evidente que os americanos estão dispostos a pagar até 15% a mais pelo calçado brasileiro que pelo chinês. Isso mostra a necessidade deles e vimos isso in loco durante nossa missão ao Texas."

Leuck também traz algumas dicas para quem pretende participar do mercado global. "A primeira dica é: busque informações seguras. Uma das formas é participar dos eventos da ACI, temos o comitê de internacionalização. As pequenas indústrias podem começar também com o formato private label."

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