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Notícias | País Alerta ambiental

Fogo no Pantanal centraliza atenções

Imagens dos incêndios florestais em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul preocupam pelo estrago ambiental, mas também estão provocando repercussões internacionais

Por André Moraes
Publicado em: 19.09.2020 às 03:00 Última atualização: 19.09.2020 às 19:12

Incêndio em Mato Grosso motivou decreto federal de situação de emergência e causa preocupação pela ameaça tanto à flora quanto à fauna Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
O noticiário nacional foi dominado, ao longo da semana, pelas imagens do fogo que se alastra no Pantanal, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Não se trata de um único incêndio florestal, mas de milhares de focos diferentes. Embora o problema costume se repetir nesta estação, este ano o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) já fala em índices recordes. Com mais de 4.600 pontos de labaredas só nas duas primeiras semanas de setembro, o Inpe já registra o maior número de queimadas no mês desde 2005. Em volume de área atingida, esta já é a pior temporada de queimadas desde que o Inpe começou o levantamento, em 1998, 22 anos atrás.

Entre os episódios dramáticos está o estrago no Parque Estadual Encontro das Águas, no Mato Grosso, onde a estimativa é de que 64% da área foi atingida, em uma temporada contínua de queimadas que começou em julho e motivou que fosse decretada situação de emergência no MT pela União. Entre as preocupações está a fauna, com espécies protegidas e em extinção tendo seus hábitats destruídos ou ameaçados.

O estrago no bioma, reforçado por imagens impressionantes de animais sendo evacuados, campos devastados pelas chamas e grandes colunas de fumaça no céu, acabou provocando também forte repercussão internacional. Emissoras de alcance global como a BBC britânica noticiam o fogo desde a semana passada. Lideranças e também celebridades começaram campanhas pela preservação do ambiente do Pantanal, algumas incluindo a questão da Amazônia.

A União já anunciou auxílio para o problema. Nesta sexta-feira, em vistoria no MT, o avião do presidente Jair Bolsonaro inclusive precisou arremeter no Aeroporto Municipal Presidente João Figueiredo, em Sinop, devido à obstrução visual pela fumaça das queimadas. Mesmo no Rio Grande do Sul a fumaça já chegou, registrada pelos serviços meteorológicos.

Bolsonaro falou que há interesses internacionais por trás das críticas ao País pela atuação ambiental. O vice Hamilton Mourão já havia dito em entrevista que o levantamento por satélite do Inpe, que embasa os dados, registra focos de calor, não necessariamente chamas.

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