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Notícias | País

Citada em sessão da CPI Covid

Publicado em: 21.06.2021 às 14:38 Última atualização: 21.06.2021 às 14:44

No começo de maio, por exemplo, Rancho Queimado foi citada sete vezes em uma única sessão da CPI, durante o depoimento do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. "Lá no meu Estado, os municípios de Rancho Queimado e Chapecó fizeram um tratamento inicial, um 'kit-covid'. E o resultado foi extraordinariamente positivo", disse o senador Jorginho Mello (PL-SC).

"Estou lendo (...), conversando com pessoas que conhecem o assunto. Falo com as pessoas e vejo esse médico que me emocionou quando falou em Rancho Queimado. Passou (atendeu) 1.804 pessoas; testou 419 positivos. Só dois óbitos", reforçou Luis Carlos Heinze (PP-RS), na mesma sessão.

Ao Estadão, Heinze disse que conheceu o caso por meio de um grupo de médicos defensores do "tratamento precoce". Intitulada de "Médicos pela Vida", a iniciativa soma mais de 14 mil profissionais, segundo o senador. "(Eles) têm casos para apresentar do Oiapoque ao Chuí, e aí a gente foi conhecendo, tipo Porto Feliz (SP), Porto Seguro (BA) e Rancho Queimado", disse o senador.

"Rancho Queimado foi o primeiro que eu mencionei. Falei com a prefeita (Cleci Veronezi, do MDB), falei com o médico, (Armando Taranto), e ele explicou como eles fizeram, quando começou o processo lá. É uma cidadezinha pequena com apenas um médico, e ele me explicou como trabalhou", conta o senador.

'Tratamento precoce'

Armando Taranto é um médico de 69 anos. Passou os últimos 45 deles trabalhando em Rancho Queimado. Com a concordância da prefeita, dos vereadores e do Conselho Municipal de Saúde, Taranto abriu um posto separado para atender os pacientes com suspeita de Covid-19 e passou a aplicar o protocolo do "tratamento precoce". Para os pacientes sem sintomas e com teste negativo para o vírus, a prescrição era de ivermectina (6 mg), como forma de prevenção. Se o teste fosse positivo ou se o paciente apresentasse sintomas, a prescrição era de ivermectina (6 mg), hidroxicloroquina (400 mg), azitromicina (500 mg) e aspirina (100 mg), mais corticóide (prednisona ou dexametasona) e complexo de vitaminas.

"Já temos quase 2 mil pacientes que foram atendidos lá. Desses 2 mil, cerca de 450 foram casos positivos. Tratamos desses 450, e tivemos dois óbitos", diz Taranto. As duas mortes foram de homens idosos - um não recebeu os medicamentos, segundo o médico, e o outro veio a óbito por causa de uma pneumonia, depois de ter tido alta da covid-19, diz Taranto. "Dessas 2 mil pessoas que já passaram por mim, desses que foram medicados, não tive nenhuma complicação. Nenhuma reação aos remédios", diz ele. Taranto estima que a prefeitura tenha gastado cerca de R$ 47 mil com a compra dos medicamentos.

Questionado sobre o fato de municípios vizinhos terem tido resultados similares sem empregar o mesmo protocolo, Taranto desconversa. "Medicina não é uma ciência exata, né? Você tem cidades onde a tuberculose ataca uma parcela grande da população, e outra cidade do lado onde não ataca. Angelina tem dois médicos, um frontalmente contrário ao tratamento, mas tem outro que faz (o tratamento). Já Leoberto Leal é longe daqui", diz. 

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