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'Piada do ponto de vista científico'

Publicado em: 21.06.2021 às 14:38 Última atualização: 21.06.2021 às 14:44

Segundo o epidemiologista e ex-reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Pedro Hallal, usar Rancho Queimado como "estudo de caso" para defender o uso de drogas como a cloroquina e a ivermectina "é uma piada do ponto de vista científico".

"Algo que só é feito por quem não entende nada de ciência", diz ele. A população da cidade e o número de óbitos são pequenos demais para qualquer conclusão válida, segundo o especialista da universidade gaúcha.

Mesmo se fossem representativos, os números de Rancho Queimado não seriam bons quando comparados com o restante do mundo, conforme observa Pedro Hallal. "As duas mortes confirmadas levam a uma taxa de 666 mortes para 1 milhão de habitantes, enquanto a média mundial está hoje em 488 mortes por 1 milhão. Então, o resultado de Rancho Queimado é até pior que a média mundial", pontua o estudioso.

Hallal também diz que o "tratamento precoce" não teve nenhuma influência sobre o andamento da pandemia de Covid-19 na cidade. "Todos os órgãos de saúde já testaram esses medicamentos e eles não funcionam para Covid-19. Ou seja, não tem nada a ver com isso o resultado de Rancho Queimado, nem o das cidades vizinhas", diz.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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