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Notícias | País DIREITOS HUMANOS

Acnur e governo federal lançam guia sobre educação de refugiados

Estratégia é ajudar todos os envolvidos no processo educacional

Por Agência Brasil
Publicado em: 18.10.2021 às 21:28 Última atualização: 18.10.2021 às 21:31

Em parceria com o governo federal, a Agência da ONU para Refugiados (Acnur) lançou nesta segunda-feira (18) o "Guia para pais e educadores sobre integração de crianças e jovens refugiados nas escolas". A publicação está associada a outro lançamento do dia, o Portal de Educação para Refugiados.

As iniciativas fazem parte de uma estratégia que quer ajudar todos os envolvidos no processo educacional a garantir a integração efetiva de crianças e jovens refugiados no sistema educacional brasileiro.

Acnur e governo federal lançam guia sobre educação de refugiados
Acnur e governo federal lançam guia sobre educação de refugiados Foto: Antonio Cruz/Agência Brasi

A plataforma será alimentada frequentemente com vídeos, pesquisas e reflexões sobre o tema, conteúdos de interesse tanto de educadores como de refugiados. O guia foi desenvolvido em parceria com o Ministério da Educação e o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Inclusão

De acordo com um relatório global da Acnur, 77% de crianças refugiadas estão matriculadas no ensino fundamental. Quando se fala em matrículas no ensino secundário (fundamental dois e médio), esse número cai para 34%. E apenas 5% dos refugiados conhecem a realidade de estudar no ensino superior.

Além disso, a entidade descobriu que os imigrantes venezuelanos que moram no Brasil encontram dificuldade para se integrarem no sistema educacional do país. A probabilidade de estarem na escola é 53% menor se comparados com as crianças e jovens brasileiros.

"Apesar de todas as dificuldades, jovens e crianças refugiados querem ser tratados da mesma maneira que os demais em todos os lugares. Não como pessoas a serem temidas ou dignas de pena; como estatísticas, como problemas, como pessoas que são de alguma maneira inferiores. Querem ser apenas tratados de maneira humana", afirmou Jose Egas, representante do Acnur no Brasil, durante o lançamento da plataforma.

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