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Notícias | País ECONOMIA

Governo federal reduz alíquota de importação do Mercosul

Medida vale para setor de componentes de calçados, mas com alto valor do frete não causaria impactos, diz Assintecal

Por Juliana Nunes
Publicado em: 05.11.2021 às 18:14 Última atualização: 05.11.2021 às 20:07

Os Ministérios da Economia e Relações Exteriores anunciaram nesta sexta-feira (5), a redução em 10% da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul de aproximadamente 87% dos bens e serviços importados. A redução foi adotada por decisão do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) e é válida até 31 de dezembro de 2022. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que essa redução vai “ajudar a moderar a inflação no País”.

No mês quatro, foram embarcados 9,87 milhões de pares
No mês quatro, foram embarcados 9,87 milhões de pares Foto: Fotolia.com

A pedido da Argentina, ficaram de fora da redução tarifária produtos de regimes especiais, como vestuário, calçados e lácteos, e também alguns veículos e peças automotivas. Na teoria, ficaria mais barato trazer produtos do exterior, o que incluiria os componentes para calçados. No entanto, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), com o alto valor do frete marítimo não há, ainda, um impacto no mercado de componentes.

“O anúncio pegou todos desprevenidos, não esperávamos que fosse tão rápido. Neste momento apenas o Brasil reduziu, os outros países ainda não. Em um cenário pré-pandemia, com tudo normal, talvez isso nos preocupasse mais, mas ainda é muito preliminar. Há dois contextos que nos aliviam. A China não ser um player tão importante, e é nosso principal concorrente, e o preço do frete marítimo que aumentou 6, 7 vezes na pandemia. Desta forma, esta redução ficaria “nula”, isso para nosso setor específico. Mas vamos reavaliar o cenário em dois, três meses”, explica Luiz Ribas, gestor da Inteligência de Mercado da Assintecal.

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