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Notícias | País ENTENDA OS PERIGOS

Anvisa proíbe propaganda do 'chip da beleza' por risco à saúde

Dispositivo implantado no corpo libera hormônios como gestrinona, um esteroide com ação anabolizante

Por Estadão Conteúdo
Publicado em: 28.12.2021 às 08:22

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu neste mês a propaganda da gestrinona e de produtos que contêm essa substância e, ainda, disse que esses itens são um "risco à saúde pública". Difundido nos últimos anos, o chamado "chip da beleza" libera continuamente esse esteroide com ações anabolizantes.

Promessa é que, com os efeitos androgênicos da substância, ocorra emagrecimento, ganho de massa muscular e aumento na disposição física
Promessa é que, com os efeitos androgênicos da substância, ocorra emagrecimento, ganho de massa muscular e aumento na disposição física Foto: Pixabay-Divulgação

Do tamanho de um palito de fósforo, o dispositivo de silicone é implantado no corpo para liberar hormônios, como a gestrinona. A promessa é que, com os efeitos androgênicos da substância, ocorra emagrecimento, ganho de massa muscular e aumento na disposição física. Costuma-se omitir nos anúncios, porém, que ele não tem registro da Anvisa e pode causar efeitos colaterais, como desníveis de colesterol, problemas no coração e no fígado, entre outros.

Na Resolução 4.768, de 22 de dezembro, a agência argumenta que a divulgação da substância fere regras que restringem propaganda de produtos com necessidade de prescrição e manipulados a médicos, cirurgiões-dentistas e farmacêuticos. Por isso, adotou a medida preventiva.

Em resposta a ofício da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), a Anvisa reforçou que "não há medicamentos contendo o insumo farmacêutico ativo gestrinona com registro sanitário válido no Brasil". Destacou ainda que "tampouco constam em seu banco de dados pedidos de registro aguardando análise ou em avaliação pela área técnica".

"Em outras palavras, não é possível alegar que esses produtos são eficazes e seguros, o que representa, per se, um risco à saúde pública", diz a nota técnica da agência.

No início de novembro, a Sbem divulgou posicionamento contrário ao implante de gestrinona. O documento destacou que "a gestrinona tem sido usada erroneamente por mulheres na busca de melhora da performance física e estética".

"No Brasil, a utilização de implantes hormonais utilizando esteroides sexuais e seus derivados aumenta de forma avassaladora. Por serem apresentações customizáveis, existe um real risco de superdosagem e de subdosagem", diz o texto.

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