Publicidade
Acompanhe:
Notícias | Região São Leopoldo

Réus são absolvidos após quatro anos presos acusados por homicídio

Émerson César Mello da Silva e Leonardo da Silva Dapper, ambos de 23 anos, eram acusados da morte de William Guilherme da Rosa Salbego

Por Renata Strapazzon
Última atualização: 09.10.2019 às 16:55

Julgamento de dois dos três acusados de crime ocorrido em 2015 foi realizado terça-feira no Foro de São Leopoldo Foto: Diego da Rosa/GES-Arquivo
Depois de passarem mais de quatro anos presos, acusados de homicídio, Émerson César Mello da Silva e Leonardo da Silva Dapper, ambos de 23 anos, foram absolvidos em júri realizado terça-feira (8) no Foro de São Leopoldo. Os dois haviam sido indiciados pela Polícia Civil pela morte de William Guilherme da Rosa Salbego, 22 anos, ocorrida no dia 2 de fevereiro de 2015. Além de Émersom e Leonardo, um outro homem, de 37 anos, também foi acusado do crime. Ele, no entanto, teria ficado por um tempo foragido o que fez com que o processo fosse dividido, ocorrendo, nesta semana, apenas o julgamento de dois, dos três réus do processo. O crime do qual os réus eram acusados aconteceu em um bar na Rua Aparício Brito, no bairro Feitoria. A vítima foi executada com diversos tiros no local. Os disparos, segundo testemunhas, teriam sido efetuados por tripulantes de um automóvel Chevrolet Celta de cor branca, que fugiram do endereço no veículo instantes após a execução.

Conforme denúncia oferecida pelo Ministério Público, Émersom seria o condutor do veículo. Leonardo e o outro homem foram apontados como os atiradores. O crime, também de acordo com o MP, teria sido cometido por motivo torpe, uma vez que a vítima possuía dívidas de drogas com Leonardo. Outras qualificadoras do processo foram as de que o crime teria ocorrido mediante meio que resultou em perigo comum, uma vez que os tiros foram desferidos no interior de um estabelecimento comercial onde haviam outras pessoas, e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Advogado de um dos réus, Diogo Lauermann conta que a tese usada pelas defesas foi de negativa de autoria. "No dia do crime testemunhas disseram à polícia que os atiradores estavam de toucas ninjas. Quarenta dias depois foram à Delegacia apontando autoria dos disparos. Já em juízo, voltaram a falar que os atiradores estavam com os rostos cobertos e não tinham como reconhecê-los. A defesa trabalhou em cima disso e os jurados entenderam que ela tinha razão. Por isso, eles foram absolvidos", resume.

Réus já deixaram o presídio

Após o julgamento, os dois réus deixaram o presídio ainda na madrugada desta quarta-feira (9) e puderam voltar para a casa. Émerson, segundo o advogado dele, não respondia a nenhum outro processo além deste. Já Leonardo, que foi defendido pelo defensor público Lisandro Wottrich responde, em liberdade, a processo por tráfico e associação ao tráfico em Porto Alegre.

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.