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Notícias | Região Operação Faraó

Como funcionava o esquema da pirâmide financeira que pagava atores para enganar vítimas

No Vale do Paranhana, mais de cem pessoas foram ludibriadas por ação criminosa que causou prejuízo de mais de R$ 25 milhões; grupo prometia lucros futuros em compras de imóveis

Por Bianca Dilly
Última atualização: 05.06.2020 às 16:43

Ao todo, 30 automóveis tiveram indisponibilidade decretada judicialmente; entre eles, veículos de luxo Foto: Polícia Civil/ Divulgação
O esquema de pirâmide financeira desarticulado na Operação Faraó, na manhã desta sexta-feira (5), no Vale do Paranhana, contratava até “atores” para enganar as vítimas. De acordo com o titular da Delegacia de Polícia de Três Coroas, delegado Ivanir Caliari, que coordenou as investigações, os criminosos prometiam lucros futuros em compras de imóveis. Mas, depois de um tempo, os valores não eram mais devolvidos. O prejuízo estimado é de R$ 25 milhões, com mais de cem vítimas enganadas.

Caliari explica que os criminosos alegavam possuir estreita relação com uma grande empresa de consórcios do Estado, chegando a pagar atores para se fazerem passar por funcionários delas. O intuito era ludibriar os investidores, sempre atraídos com promessa de lucro elevado, que seria dividido em um segundo momento.

Em alguns casos, as vítimas recebiam valores decorrentes das negociações nas duas ou três primeiras transações. Mas após depositarem confiança nos fraudadores, acabavam reinvestindo o lucro anterior e mais dinheiro nas operações seguintes, quando não recebiam mais de volta seus investimentos.

Na operação, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva nas cidades de Taquara, Igrejinha, Rolante, Santo Antônio da Patrulha e Porto Alegre. Ao todo, 34 imóveis, entre eles, um sítio avaliado em R$ 3 milhões, no interior de Taquara, e 30 automóveis tiveram indisponibilidade decretada judicialmente.

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