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Notícias | Região Operação Faraó

'Há 2 anos só tinha gado pastando', diz vizinho de sítio adquirido em esquema de pirâmide

Propriedade avaliada em R$ 3 milhões tem casa luxuosa, com vista panorâmica, e fica no interior de Taquara

Por Jauri Belmonte
Última atualização: 05.06.2020 às 15:30

Sítio avaliado em R$ 3 milhões fica no interior de Taquara e foi apreendido judicialmente Foto: Policia Civil/Divulgação

A Operação Faraó deflagrou nesta sexta-feira (5) mais um esquema de pirâmide financeira, desta vez no Vale do Paranhana. Segundo o delegado Ivanir Caliari, mais de R$ 10 milhões em patrimônio foi sequestrada pela Polícia. "Suspeitamos se tratar de aquisição com dinheiro ilícito", disse o delegado. Entre todo o patrimônio, um sítio às margens da Estrada Armindo Eugênio Bohrer, no interior de Taquara, avaliado em R$ 3 milhões.

O imóvel possui uma casa luxuosa, cercada com uma grade escura que se distingue das demais cercas feitas com mourão e arame farpado na localidade de Cabriúva, entre os distritos de Tucanos e Rio da Ilha.

Outro fato que chama a atenção de moradores é que o sítio é o único imóvel da região que tem pavimentação com pedra irregular em toda a extensão frontal, uma vez que as demais moradias da localidade convivem há décadas com a poeira ou o barro da estrada de terra.

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Com dois hectares, a casa foi construída em uma parte mais alta de um campo, com uma vista panorâmica da área verde que está a 4 quilômetros do Centro. "Confesso que o luxo desse local sempre me causou estranheza, até quando fizeram o calçamento em frente ao portão, pensei: coisa boa, a estrada toda será pavimentada", destacou um morador da localidade, que preferiu não se identificar. Ele completou: "À noite, quando as luzes são acesas, parece uma cidade. Mudou muito, pois há dois anos só tinha gado pastando".

A operação

Para desarticular o esquema, no formato de pirâmide financeira, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva nas cidades de Taquara, Igrejinha, Rolante, Santo Antônio da Patrulha e Porto Alegre. Segundo o delegado, o grupo criminoso anunciava a aquisição de imóveis com valores em dinheiro alcançados pelas vítimas, com a promessa de repasse de lucro. Envolvido no esquema, o imóvel foi apreendido judicialmente.

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