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Notícias | Região Polícia

Pirâmide financeira no Vale do Paranhana causou prejuízo de mais de R$ 25 milhões

Mais de cem pessoas foram ludibriadas com a promessa de lucro futuro, que seria obtido em compras de imóveis realizadas pelos criminosos; porém, os valores não eram mais devolvidos depois de um período

Última atualização: 05.06.2020 às 12:46

Mandados foram cumpridos em cinco cidades Foto: Polícia Civil/Divulgação
A Operação Faraó, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (5), estima um prejuízo superior a R$ 25 milhões, lesando mais de cem pessoas no Vale do Paranhana. Para desarticular o esquema, no formato de pirâmide financeira, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva nas cidades de Taquara, Igrejinha, Rolante, Santo Antônio da Patrulha e Porto Alegre.

“O objetivo foi desarticular uma organização criminosa destinada à prática de crimes de estelionato e investimentos imobiliários. Ao todo, foram seis meses de investigação”, destaca o titular da Delegacia de Polícia de Três Coroas, delegado Ivanir Caliari, que coordenou os trabalhos. Segundo ele, o grupo criminoso anunciava a aquisição de imóveis com valores em dinheiro alcançados pelas vítimas, com a promessa de repasse de lucro decorrentes de negociação futura.

“Apuramos o envolvimento de 15 suspeitos. Contra dois deles houve a decretação de prisão preventiva e também verificamos a aquisição de mais de R$ 10 milhões em patrimônio, que suspeitamos se tratar de aquisição com dinheiro ilícito”, acrescenta Caliari. Porém, os valores não eram mais devolvidos depois de um período, pois a compra e venda dos imóveis nunca existiu.

A operação

Com apoio das DPs de Igrejinha, Gramado, Canela, Taquara, Rolante e Santo Antônio da Patrulha, 30 agentes participaram da operação. “Foram decretadas judicialmente a indisponibilidade de 34 imóveis e 30 automóveis, dentre eles uma BMW, entre outros veículos de luxo, que estarão à disposição da Justiça”, afirma.

Durante as buscas também foram apreendidos tablets, aparelhos celulares, notebooks e diversos documentos de compra e venda patrimonial. Um dos mandados de prisão preventiva foi destinado a um dos principais articuladores dos crimes investigados, um homem de 32 anos.

Os investigados respondem a inquérito policial instaurado pelas práticas de crime organizado, estelionato e lavagem de dinheiro.

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